<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154</id><updated>2012-01-18T02:21:15.428-02:00</updated><category term='lembranças'/><category term='amigos'/><category term='Usina Junqueira'/><title type='text'>DIÁRIO DE UM GORDO</title><subtitle type='html'>Para todos os que se sentem discriminados, abalados, deprimidos e subestimados... E para quem nasceu e quer conhecer histórias e personagens da Usina Junqueira. E com um pouco de humor, também, que ninguém é de ferro!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>126</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-127185151313653219</id><published>2012-01-07T02:50:00.002-02:00</published><updated>2012-01-07T02:50:43.101-02:00</updated><title type='text'>Geysa: da pá virada?</title><content type='html'>Prometi a ela que iria escrever, contar algumas coisas que vivemos juntos... Quando disse o título, ela não gostou... Mas vai ficar assim mesmo. Porque ela sabe o carinho e o amor que tenho por ela. Hoje, professora de Filosofia, Geysa continua a mesma moleca de quando não deixava vidro de casa abandonada inteiro. Atirava pedras até quebrar todos os vidros das janelas... Nunca levou desaforo pra casa e, se precisasse, resolvia tudo no soco... contra meninos ou meninas. Sempre disse a ela que a risada dela, que se ouve de longe, faz muita falta no dia-a-dia daqui (Geysa dá aulas e mora em Sorocaba). Assim como a Elisa e a Gleyce, outras duas sobrinhas próximas a mim (e elas tb ganharão posts aqui), Geysa gosta de me ver constrangido. Anos atrás, antes de meus dois casamentos (que naufragaram como o Titanic), a gente sempre saía junto. Íamos a barzinhos, baladas e festas. Nestas ocasiões, como meu trabalho sempre acabava mais tarde, quando eu chegava já a encontrava à minha espera. Uma vez, estávamos no Pau Brasil (de boas e grandes lembranças, onde se comia um excelente frango à passarinho com shoyu, uma torrada com queijo maravilhosa e eu bebia um Negrone que nunca mais encontrei em outro lugar), Geysa e Elisa me esperavam numa mesa. Havia ainda uma amiga das duas. Pois bem: assim que entrei no bar/restaurante (que por sinal estava lotado), Geysa grita: "chegou o homem mais gostoso da Franca". E a Elisa emenda: "tesão". Isto, numa altura que todo mundo que estava ali (e era muita gente!) ouviu. E todo mundo procurando um deus grego e apareço eu, com meus 160 kg (na época), totalmente constrangido. O melhor foi a gargalhada da Geysa ao ver que eu estava vermelho de vergonha. Ela ainda faz coisas destas comigo. E, acho que por isso, amo cada vez mais esta garota simples, sincera e — mais do que tudo — da pá virada. Mas é assim que eu a conheci e é assim que gosto dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-127185151313653219?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/127185151313653219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=127185151313653219&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/127185151313653219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/127185151313653219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2012/01/geysa-da-pa-virada.html' title='Geysa: da pá virada?'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-3408333497397017846</id><published>2011-12-14T00:02:00.005-02:00</published><updated>2011-12-14T00:02:55.652-02:00</updated><title type='text'>"Por conta de" vira praga</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;u style="color: #cccccc;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A infernal mania do "por conta de" está sufocando a higiênica expressão "por causa de"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da minha indignação com esta mania, publico aqui texto do ilustrado Josué Machado, na revista &lt;i&gt;&lt;b&gt;Língua Portuguesa, &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;explicando a diferença de um e outro:&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"Por que será que tantas pessoas passaram a usar a expressão por conta de em vez da limpíssima e castiça locução por causa de? Talvez achem por causa de muito simples, quem sabe vulgar, pouco literária.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Por isso se ouvem ou lêem coisas como:&lt;br /&gt;- "Por conta desse deixa-disso, somado ao preconceito, o projeto de parceria civil está encostado há dez anos, sem perspectiva de ser votado."&lt;br /&gt;- "Tudo por conta de dois moradores, que não quiseram mais a feira na rua em que moram..."&lt;br /&gt;- "Ganhei uma úlcera gástrica por conta de quatro meses sem fumar."&lt;br /&gt;- "Por conta do calor, os vidros dianteiros estavam abaixados."&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Sem o modismo papagaial, deveria ser usada a locução conjuntiva perfeita para expressar causa - por causa de; ela aparece sempre antes de substantivo:&lt;br /&gt;- "Por causa desse deixa-disso, somado ao preconceito,..."&lt;br /&gt;- "Tudo por causa de dois moradores, ..."&lt;br /&gt;- "Ganhei uma úlcera gástrica porque fiquei quatro meses sem fumar."&lt;br /&gt;- "Por causa do calor, os vidros dianteiros estavam abaixados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais exemplos:&lt;br /&gt;- Não marcou gols por causa do excesso de peso.&lt;br /&gt;- O Brasil perdeu por causa da máscara.&lt;br /&gt;- Os mensaleiros foram inocentados apenas por causa do corporativismo.&lt;br /&gt;- O Ribeiro ficou encantado por causa da (ou com a) energia do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o substantivo seguinte ao por causa de pode ser modificado por adjetivo ou qualquer determinativo. &lt;br /&gt;Os mensaleiros não foram cassados apenas por causa do saudável corporativismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque" causal&lt;br /&gt;A mais característica das conjunções causais, no entanto, é "porque": &lt;br /&gt;- Ele será reeleito porque foi esperto.&lt;br /&gt;- O PCC fez muitos estragos porque é organizado.&lt;br /&gt;- Faz doze anos que o governo arrecada muito imposto porque gasta mal e demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questão de qualidade&lt;br /&gt;Pode ser que, em fenômeno semelhante aos termos "qualidade" e "atitude", por conta de incorpore o sentido causal&lt;br /&gt;Claro que palavras e expressões - como por conta de - podem ganhar novos sentidos com a evolução da língua. E ganham.&lt;br /&gt;Foi o que ocorreu com os substantivos atitude (veja Dito &amp;amp; Escrito em Língua 10) e qualidade, por exemplo.&lt;br /&gt;Atitude sempre teve sentido predominantemente neutro. Era atitude positiva ou negativa. Agora, virou moda falar em atitude como valor positivo: "O jogador tem de ter atitude!", com o significado de empenho, força, energia, esforço, espírito de luta, vontade de lutar. Uma tolice, considerando a quantidade de palavras com o sentido que querem atribuir a atitude. Qualidade também indicava basicamente neutralidade: boa ou má qualidade.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Café, cachaça ou político de péssima qualidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Agora, quando se fala em qualidade, freqüentemente se subentende boa qualidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Ele é um político de qualidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Isso significa, de acordo com o sentido que alguns atribuem a qualidade:&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Ele é um bom político, um político honesto, trabalhador, decente, responsável, nobre, aplicado, honrado. (Há quem duvide de que tais conceitos coexistam no mesmo ente.)&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Pode ser que, em fenômeno semelhante, por conta de também incorpore o sentido causal, até há pouco tempo raro e estranho à maioria dos bons textos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Também pode ser que o modismo desapareça, e tais palavras e expressões voltem a ter apenas os significados predominantes anteriormente.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O que se há de fazer? Rir é sempre bom remédio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-3408333497397017846?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/3408333497397017846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=3408333497397017846&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/3408333497397017846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/3408333497397017846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/12/por-conta-de-vira-praga.html' title='&quot;Por conta de&quot; vira praga'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-4149287507701662151</id><published>2011-11-24T23:43:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T23:43:32.258-02:00</updated><title type='text'>PORQUE NUNCA GOSTEI DO CAREQUINHA</title><content type='html'>Ao contrário de todas as crianças de minha geração, eu nunca fui fã do palhaço Carequinha. Não cantava ‘Um bom menino não faz xixi na cama’ e não achava graça nenhuma naquele personagem e seu artista. E levei isso vida a fora... Mesmo adulto, também não achava graça. E tudo isso por causa de um fato que ocorreu quando eu tinha uns quatro anos. Lembro-me muito bem. Depois de muita insistência de dona Altiva, meu pai, sêo Sebastião, levou-nos — a mim e a Luci — ao clube da Usina Junqueira (misto de salão de baile, sala de cinema e bar), ali em frente a Pracinha (Praça Sinhá Junqueira), cuja porta dava em frente da casa para onde me mudei na década de 70 e onde vivi apenas cinco anos, mudando-me para Franca (onde permaneço). Acontece que, Dia das Crianças (acho eu), tava lá o Carequinha entretendo a criançada. Meu pai, sério, deu-me um conselho: “Não levante a mão e não suba no palco”. Eu não entendi a razão. À certa altura, quando Carequinha anunciou que iria dar um autorama para a criança que subisse no palco e virasse uma cambalhota (que a gente chamava de cambota ou piruleta). E o babaca aqui foi. Mesmo magrinho e franzino que eu era, paguei um mico fenomenal: além de não conseguir virar cambalhota (eu parava na bananeira e voltava), virei motivo de piada do palhaço, que fingia que “dava corda” em mim, como se usasse uma manivela de carro antigo. Papai (que já tinha antevisto este meu momento de humilhação) ficou furioso, tirou-me do salão e levou para casa. A partir daí, continuei sonhando com um autorama (que nunca tive e que hoje não tenho interesse em ter) e tendo pesadelos com a humilhação pública para um menino franzino, magrinho e pobre, que virou motivo de chacota para os coleguinhas. O tempo passou e apagou das mentes de todos os que presenciaram aquela situação ridícula mas nunca apagou da minha. A partir daquele dia, o Carequinha nunca mais teve uma risadinha que fosse comigo. Nunca quis seus discos, nunca me interessei em ver nada que lhe dissesse respeito. E passei a ter como ídolo outro palhaço (que na época, ainda na década de 60), do qual dizia ser rival do Carequinha: Arrelia, do ‘Como vai? Como vai? Como vai? Muito bem! Muito Bem! Muito bem-bem-bem!”. E de vários outros, como Carlitos, Cheiroso (que se apresentou muito na Usina naqueles circos mambembes que passavam por lá) e muitos outros, que ainda hoje admiro. Mas do Carequinha, nunca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-4149287507701662151?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/4149287507701662151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=4149287507701662151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4149287507701662151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4149287507701662151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/11/porque-nunca-gostei-do-carequinha.html' title='PORQUE NUNCA GOSTEI DO CAREQUINHA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-7559223465269661848</id><published>2011-11-24T23:37:00.001-02:00</published><updated>2011-11-24T23:40:02.979-02:00</updated><title type='text'>VOLTEI!</title><content type='html'>Mais uma vez, retomo os posts deste meu blog. Desculpem-me este período longo, mas problemas pessoais impediram que eu mantivesse as minhas postagens mais ou menos regulares (como sempre foi!). Mas além disso, a falta de comentários, sinalizações ou simples "ois" dos que por aqui passam acabam desanimando qualquer pessoa. Por isso, garanto que não vou processar: leiam, comentem e massageiem meu ego enorme que precisa dos comentários de vocês todos. Vamos ver se consigo retomar as minhas histórias por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-7559223465269661848?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/7559223465269661848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=7559223465269661848&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7559223465269661848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7559223465269661848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/11/voltei.html' title='VOLTEI!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-5433675270411649295</id><published>2011-06-07T14:35:00.002-03:00</published><updated>2011-06-07T14:57:03.328-03:00</updated><title type='text'>BOLINHAS MORTAIS</title><content type='html'>Tem histórias das quais me lembro que minha irmã (da família Ribeiro da Usinas Junqueira, sobramos apenas eu e ela) esqueceu-se completamente. Algum tempo atrás, conversando com ela, lembrei-me de quando passamos por um aperto danado, mas a Luci nem se lembrava. Era final da década de 1960, eu tinha sete anos (mais precisamente em 1969). Meu pai estava trabalhando, meus irmãos fora de casa e mamãe também não estava em casa. Tínhamos algumas bolinhas de aço, que meu pai levava para brincarmos (eram de rolamentos) como bolinhas de gude fossem. Porém, imaginávamos que eram balas (muito pobres na época, não tínhamos balas sempre). Na época, surgiu a notícia de que uma criança tinha morrido (não sei se em São Paulo ou outra grande cidade do País) depois de engolir uma tampinha de caneta esferográfica Bic. Crianças ainda (a Luci tinha uns oito ou nove anos), não sabíamos discernir uma coisa da outra. Pois a Luci colocou uma das bolinhas na boca, fingindo que era bala, e acabou engolindo a bolinha de aço. Quando ela me falou que tinha engolido, eu confundindo tampa de caneta com bola de gude (e a bolinha de aço era grande como uma), destampei a chorar, falando que ela iria morrer. Vendo meu desespero, a Luci falou que não tinha engolido. Eu parava de chorar na hora e retomava os soluços quando ela voltava a falar: "engoli sim". E por aí foram várias vezes: "engoli, sim" e "engoli não". E o choro desesperado vinha e voltava. Escondemos o fato de minha família e só me acalmei, perdi o medo de perder aquela irmã com a qual era muito ligado (eu era tão pequeno que ela só me chamava de "Coisinha") quando ela me disse que tinha ouvido o barulho da bolinha caindo no vaso sanitário, um ou dois dias depois. O desespero foi tão grande que nunca mais brincamos de "balinhas" com as bolinhas de aço. Só com os torrões de açúcar que meu pai levava de vez em quando (o açúcar era peneirado e os torrões, pequenos como balas mesmo, eram descartados). Foi um sufoco que não desejo para ninguém. Hoje, quarenta e dois anos depois, lembro-me deste fato como cômico, mas que na hora foi desesperador e não desejo esta sensação para ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-5433675270411649295?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/5433675270411649295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=5433675270411649295&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5433675270411649295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5433675270411649295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/06/bolinhas-mortais.html' title='BOLINHAS MORTAIS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-7590248417450444458</id><published>2011-03-24T23:58:00.003-03:00</published><updated>2011-03-25T00:16:27.021-03:00</updated><title type='text'>BALAS COMO PAGAMENTO</title><content type='html'>Lá no blog do Zezé (Taio) e do Cícero, vi algumas fotos que trouxeram-me algumas lembranças. Não sei se vou cometer uma "barriga" aqui (como usamos no jargão jornalístico quando a notícia é total ou parcialmente inverídica), mas acho que o fato aconteceu com dona Almerinda Tonasso. A história é verídica mas não sei se acerto a personagem. Olhando a foto dela, acho que estou acertando. Lembro-me dela andando por toda a Usina Junqueira, passos rápidos, falando alto com todo mundo. Não era de ficar parada. Na década de 70 (acho que por volta de 1972), quando abriu o supermercado no lugar do antigo armazém, dona Almerinda sempre estava por lá, comprando alguma coisa (leite, detergente, coisas miúdas). E, todas as vezes, recebia o troco em balas. Quem estava por perto — e a conhecia bem — sabia que a coisa não acabaria bem. Uma certa vez ela foi ao supermercado, fez a compra, passou os produtos e, na hora de pagar, despejou no balcão do caixa uma infinidade de balas. A atendente tentou recusar mas teve que ouvir uma descompostura de dona Almerinda, porque ela estava entregando todas as balas que vinha recebendo como troco. Ela disse que estava fazendo com o supermercado o mesmo que o supermercado fazia com ela: usando balas como dinheiro. Só com a intervenção do gerente é que o supermercado aceitou receber as balas como pagamento. O que sei é que nunca mais, pelo menos para ela, as caixas devolviam balas como troco. Elas se viravam para arrumar moedas e troco miúdo para evitar uma nova situação como a que tinha acontecido. Como eu já disse, o caso é verídico. Será que eu acertei a personagem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-7590248417450444458?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/7590248417450444458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=7590248417450444458&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7590248417450444458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7590248417450444458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/03/balas-como-pagamento.html' title='BALAS COMO PAGAMENTO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-8431103495934594035</id><published>2011-02-25T17:10:00.002-03:00</published><updated>2011-02-25T17:25:13.216-03:00</updated><title type='text'>VOLTA AO PASSADO</title><content type='html'>Ao passear pelo blog Usina Junqueira - Porto Felicidade, do Zezé (Taio) e Cícero, com uma série de fotos da Usina Junqueira, além de fatos e nomes de pessoas que eu conheci por lá, uma onda de nostalgia bateu no peito deste (já) velho jornalista (falta um para os cinquenta). Nomes como Vermelho, Vitor, Cacaolho e muitos outros, jogadores do time de futebol da Usina, afloraram na mente. Assim como Zina e Sérgio (goleiros que também defendiam o time de futebol de salão treinado pelo meu pai). E tenho que dar razão aos que moraram por lá e viram os excelentes times de futebol formados por ali, que não davam vez para times como Nacional e Uberaba Esporte (profissionais) e o Igarapava S. C. (cujos jogos terminavam em brigas homéricas entre os torcedores dos dois times, fossem eles na Usina ou então em Igarapava). A poderosa "Caçulinha", com seu uniforme azul e um símbolo que era uma engrenagem costurada na camiseta, não dava chances a ninguém. Quanto as brigas, não posso furtar-me a dizer que, no final da década de 1960, eram iniciadas sempre pelo Eurípedes, o meu irmão Babão. Nesta também entrava o Hamilton, outro irmão (que travava embates homéricos com o Saturno, na mesa de sinuca, com este último, na maioria das vezes, levando a melhor). Quando a Usina jogava com o time de Igarapava, mamãe (santa!) não permitia que eu fosse (eu tinha uns seis anos) por causa do quebra-pau que finalizava os jogos. Como papai não gostava de nos levar (Gérson, Luci e eu, os filhos menores), a gente ficava em casa e mamãe fazia pipocas (que ela trocava com os feijões que cultivava nas glebas de terra cedidas pela Usina para fazer o rodízio de culturas) e um café forte e doce (o qual adoro até hoje). De longe (morávamos na rua 4, que desembocava na porta principal do campo de futebol da Usina Junqueira), ouvíamos os gritos da torcida e sabíamos como estava o jogo. Outra coisa de que me lembro é o serviço de alto falante do campo anunciando o jogo, sempre tocando as marchas do John Phillip Sousa. Depois, mudei-me para a pracinha da entrada da Usina, onde tinha sido o bar do Fausto, vizinho do sêo Antônio Daniel e da Donana, pais do Hugo (que hoje mora em Ipuã, aqui perto de Franca), da Lucy e da Wanda (casada com o Fausto). Hoje, vendo este futebol de mercenários, não me esqueço dos times da Usina, cujos jogadores trabalhavam a semana inteira, treinavam em alguns dias e ainda jogavam nos domingos, sempre dando o sangue dentro de campo, buscando as vitórias, sem a ganância que tornou o futebol hoje um negócio frio. Bons tempos aqueles...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-8431103495934594035?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/8431103495934594035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=8431103495934594035&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8431103495934594035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8431103495934594035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2011/02/volta-ao-passado.html' title='VOLTA AO PASSADO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-165104488818187332</id><published>2010-09-24T14:13:00.003-03:00</published><updated>2010-09-24T14:24:59.541-03:00</updated><title type='text'>E A EDUCAÇÃO?</title><content type='html'>Em dois dias sem carro acabei percebendo que a falta de educação generalizada é um dos males da sociedade moderna, que já vive sobressaltada pelo medo da violência, por uma saúde pública deficiente e por um trânsito com vários imbecis atrás do volante. Um gesto gentil e um sorriso com certeza faria a diferença em milhares de pessoas -- e não só para quem recebe; muito mais para quem faz. Obrigado a andar de ônibus, vi que as pessoas não se preocupam em seguir regras. Aqui em Franca, os coletivos têm um banco para receber obesos, idosos, mulheres grávidas ou com crianças de colo. Na terça-feira, nos dois coletivos que embarquei, pessoas jovens e saudáveis ocupavam este banco e eu tive que me espremer, no primeiro, em um banco com braço, o que me causou uma dificuldade extrema de sair do lugar e descer no ponto central. Ao tomar o segundo coletivo, surpresa maior: havia uma grávida mas que não estava no banco destinado a ela. No banco reservado, mais duas pessoas jovens no maior papo. Aí, tive que ficar em pé, equilibrando-me e à minha pasta para sustentar meus 180 kg. E o que é pior: ali na frente só tinha jovens e estudantes que até evitam olhar pra você, tentando ignorar que havia alguém em apuros. Até hoje estou com os dois braços doendo, já que os motoristas dos ônibus fazem as curvas sem nenhum cuidado e freiam de forma abrupta: o gordinho em pé que se lasque!!! Ontem, mais uma vez, fui de ônibus: no meu bairro, uma senhora bastante simples ocupou o banco que seria reservado a pessoas como eu. Ao me ver tendo trabalho em sentar num banquinho com braço que me espremia, imediatamente deixou o banco livre e foi se sentar no da frente. Sem que fosse preciso falar nada! No segundo, assim que entrei o cobrador já alertava que aquele banco seria destinado a mim. E o que é melhor: o motorista me conhecia e brincou comigo o tempo todo. Cheguei ao jornal mais disposto, trabalhei com mais facilidade, bem diferente do dia anterior. Porque a gentileza deveria ser inerente a todo ser humano para com seu semelhante. Porém, no Brasil, há coisas que se tenta até por lei, mas que não 'pegam'. Infelizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-165104488818187332?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/165104488818187332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=165104488818187332&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/165104488818187332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/165104488818187332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/09/e-educacao.html' title='E A EDUCAÇÃO?'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-4075241538615142421</id><published>2010-09-02T19:56:00.002-03:00</published><updated>2010-09-02T20:06:26.546-03:00</updated><title type='text'>SOB A MIRA DA LANTERNA</title><content type='html'>Que eu tinha cara de traficante mexicano, eu já sabia. Mas que também levantaria suspeitas como ladrão de carro, descobri nesta madrugada. Não é que fiquei sob a mira da lanterna de um Policial Militar, na rua que passa do lado do jornal, a dez metros da portaria lateral? Pois é. Saí do jornal por volta de uma, uma e pouco da manhã e segui para meu carro. Quando estava no veículo — um Escort álcool ano 86 que dá muito trabalho para pegar em dias frios (o injetor de combustível está estragado) —, tentando dar a partida, uma viatura da Polícia Militar passou na Avenida Eliza Verzola Gosuen e retornou, subindo pela rua onde eu estava. O Escort já estava funcionando e a viatura fechou minha passagem e desceram dois PMs, um com a lanterna na mão e os dois com uma das mãos no revólver. Levei um susto danado e, diante da pergunta do policial ("Tudo certo aí?"), só consegui responder: "acabei de sair do trabalho; trabalhei até agora no &lt;b&gt;Comércio&lt;/b&gt;). Ele iluminou-me com a lanterna, iluminou o interior do carro e passou para o outro lado, iluminando a ignição para ver se a chave estava lá. Aí percebi que ele me achou com cara de ladrão de carro. Caso eu estivesse num carro mais novo, que pegasse na primeira, será que ele voltaria? Ou então, caso passasse por mim, mandaria que eu parasse? O que teria acontecido se ele me flagrasse com o capô aberto, em plena rua, para injetar combustível? E se fosse outra pessoa roubando meu carro, será que eles teriam a atenção despertada? Tudo por causa do excesso de peso? Ainda estou para entender o que leva estes policiais a desconfiarem de gente de bem e não desconfiarem de verdadeiros marginais? Agora fico com um pé atrás: chego mais tarde à espera de uma vaga no estacionamento interno do jornal. Porque ficar sob a mira da lanterna do policial, embora não pareça, faz a gente ter medo de acabar no fundo de uma cela mesmo sem ter nada a temer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-4075241538615142421?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/4075241538615142421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=4075241538615142421&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4075241538615142421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4075241538615142421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/09/sob-mira-da-lanterna.html' title='SOB A MIRA DA LANTERNA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-7216299563803783650</id><published>2010-08-31T19:02:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T19:25:55.653-03:00</updated><title type='text'>MANTEIGAS, LARANJAS E MEXERICAS</title><content type='html'>Algumas coisas me trazem a lembrança da minha infância passada na Usina Junqueira. Uma delas era a lata de manteiga na padaria (da Usina) e da mercearia (de São Geraldo). Uma lata enorme cujo conteúdo eu via sendo passado no pão quentinho. Aliás, a manteiga que comi quando criança (de leite mesmo, vendida em barras embrulhadas em papel-manteiga), nunca mais senti sabor igual. A gente buscava o pão (que hoje chamam filão; na minha época, era o pão d'água ou o pão sovado... Não existia o pãozinho francês) quentinho na padaria e corria pra chegar em casa com ele ainda quente para passar a manteiga, que derretia na massa quente. Também lembro-me hoje do leite que a carrocinha entregava de casa em casa, cada litro medido em uma lata de óleo — na época, final da década de 1960 e início da de 1970, havia um racionamento local: só levava leite quem tinha criança pequena em casa. Quem pretendia comprar pra fazer doce ou pamonha ou bolo, tinha que comprar em Igarapava. E o vendedor (não me lembro do nome dele, eu era muito pequeno na época) era implacável: sem criança pequena, sem leite. Quem morou na Usina nas décadas que eu citei acima, lembram-se bem das laranjas e das mexericas que eram vendidas a preço simbólico na 'residência' (casa dos diretores da Fundação Sinhá Junqueira), em São Geraldo: minha mãe saia sozinha e voltava com um saco de laranjas nas costas. Quando era época de mexericas poncãs, a mesma coisa. Um saco de linho (60 quilos!) lotado das mais deliciosas mexericas que já chupei na vida. Já no começo da década de 1970, a Usina passou a distribuir laranjas e mexericas aos moradores, em caminhões. Mais tarde, fim das frutas que hoje não se encontram igual. Devo esclarecer: a 'residência' tinha um pomar enorme, de laranjas e mexericas. Além disso, quem não tinha um pé de laranja ou de manga no quintal de casa naquela época. Quando morávamos na Rua Quatro número 20, meu primeiro endereço na Usina, tínhamos no jardim um pé de manga coquinho e no quintal (como eram grandes os quintais das casas de lá!) uma laranjeira, um abacateiro e uma goiabeira. Já na pracinha (Praça Sinhá Junqueira número 9) tínhamos, além de limoeiros (limão china que mais parecia uma mexerica poncã), mamoeiros, laranjeiras, um pé de tangerina 'enredeira' (que ninguém consegue consumir escondido) e até uma seringueira enorme ao lado da casa (de onde um dia saiu uma cobra que quase mata a Luci de susto - mas isto é história para outro dia). Quem teve uma infância como esta, livre, cercado de árvores frutíferas (que viravam palco de aventuras nos limites do quintal), quando gripes eram curadas com chá de limão e AAS (ácido acetilsalicílico) e quando a resposta para uma lauta refeição estava no quintal (mamãe criava galinhas e plantava feijão em nosso quintal), sabe o que as crianças de hoje estão perdendo. Infelizmente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-7216299563803783650?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/7216299563803783650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=7216299563803783650&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7216299563803783650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/7216299563803783650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/08/de-manteigas-laranjas-e-mexericas.html' title='MANTEIGAS, LARANJAS E MEXERICAS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-1132034154151854405</id><published>2010-08-24T00:22:00.005-03:00</published><updated>2010-08-24T00:36:29.570-03:00</updated><title type='text'>BLOG NOVO</title><content type='html'>Acho que nasci sem desconfiômetro. Ou sou muito pretencioso mesmo. Coisa de quem não se enxerga (e comigo fica difícil, né?) Do contrário, como poderia eu achar que poderia dar dicas e toques a respeito de cinema, música, literatura e televisão? Pois é o que está acontecendo. Além de alimentar um blog novo (&lt;a href="http://dicasidnei.blogspot.com/"&gt;http:\\dicasidnei.blogspot.com&lt;/a&gt;), as mesmas mal traçadas linhas estão sendo publicadas no portal do &lt;b&gt;GCN Comunicação&lt;/b&gt; (&lt;a href="http://www.gcn.net.br/"&gt;http:\\www.gcn.net.br&lt;/a&gt;), que já está totalmente funcional. Estes dois novos endereços estão também na barra lateral direita, junto com as sugestões de outros blogs. Se for possível, divirtam-se e, por favor, comentem também. Espero a visita de todos vocês por lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-1132034154151854405?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/1132034154151854405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=1132034154151854405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1132034154151854405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1132034154151854405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/08/blog-novo.html' title='BLOG NOVO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-348377913361475241</id><published>2010-08-10T19:35:00.003-03:00</published><updated>2010-08-10T19:46:00.373-03:00</updated><title type='text'>O FORDINHO DO HUGO</title><content type='html'>Há coisas que a gente nunca esquece. Da minha infância, lembro-me do Hugo (filho do 'sêo' Antônio Daniel e Donana) e do Fordinho bigode que ele comprou e se transformou na alegria da criançada da Usina Junqueira. Assim como não me esqueço da parreira que havia na casa dele, vizinha à minha na Praça Sinhá Junqueira. E das uvas que eu adorava (e passava o ano 'namorando', esperando que amadurecessem). Pois não é que recebo um telefonema do Hugo? Estava no jornal quando anunciaram pelo interfone: 'um amigo seu da Usina está no telefone'. Pois era o Hugo, hoje avó mas que nos idos de 1970 era o garotão que a criançada da Usina Junqueira adorava, por causa de seu Ford Bigode: era uma espécie de camionete. Ele enchia a carroceria com a molecada e saía dando voltas pelas ruas de cascalho, numa festa só. Há um fato de que eu me lembrei (e ele não): Hugo pediu-me que lavasse o Fordinho e lá fui eu, crente de que estava arrasando. Como não enxaguei o calhambeque direito, o sabão que ficou manchou todo o carro, que era pintado de preto (é ainda da época que Henry Ford disse: 'os carros Ford saem da fábrica com todas as cores, desde que seja preto'). Hugo ficou uma fera e só não me deu uns cascudos porque sempre foi gente boa. Sabendo que ele de vez em quando lê estas linhas, não posso deixar de colocar um fato ligado a ele por aqui. Ainda foi bom saber que o sobrinho dele, o Faustinho (com o qual eu brincava quase todos os dias, eu com uns onze, doze anos, e ele com cinco, seis), filho do Fausto e da Wanda (será? minha mente tem me pregado peças ultimamente), hoje casado e pais de gêmeos. Quanto ao Hugo, está pertinho daqui de Franca, em Ipuã (82 quilômetros de distância), já aposentado e, como ele mesmo diz, sem fazer mais nada, o dia inteiro em casa, 'brigando' com o computador e achando o celular dispensável. Um abraço a ele e a todos os familiares... Fiquei muito feliz com o reencontro, mesmo que seja apenas em um telefonema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-348377913361475241?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/348377913361475241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=348377913361475241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/348377913361475241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/348377913361475241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/08/o-fordinho-do-hugo.html' title='O FORDINHO DO HUGO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-627260993881294880</id><published>2010-08-04T16:48:00.003-03:00</published><updated>2010-08-04T16:55:53.337-03:00</updated><title type='text'>MANIA DE MUDANÇA</title><content type='html'>Há coisas que são prerrogativas femininas. E não adianta tentar mudar: tal como alguns pontos da constituição, transformam-se em cláusulas pétreas e não mudam nem que a vaca tussa, o diabo cante ou o cachorro mie. Uma delas é a mania de mudança. Quem nunca chegou em casa e achou que tinha entrado na residência do vizinho? Pois é: mulher adora mudar tudo. O sofá de cá vai para lá; o de lá vai para acolá e aqui fica a mesinha. Ela conseguiu arrastar, muda mesmo. Já disse que um dia irei chegar em casa e encontrar a sala na cozinha, a cozinha no escritório, o escritório no quarto da Drika e o quarto da Drika no banheiro. E o banheiro? Na lavanderia, que vai para o meu quarto que vai para a garagem. E só o quintal não vai parar o meio da rua porque a mangueira, o limoeiro e a jaboticabeira, entre outras que temos no quintal, estão bem enraizados. Senão... E não adianta reclamar: se você sai para trabalhar e ela já está de avental e paninho na mão, é batata! Mudança à vista. E não adianta reclamar: ela vai mudar tudo, sem consultá-lo, jogando fora tudo o que você vinha guardando, desde as revistas que você gosta àquela fita de video que era seu xodó. E não adianta: você vai ter que se conformar para continuar ao lado da mulher que você ama. Em pouco tempo você se esquece de tudo o que foi dispensado. Até a próxima mudança, claro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-627260993881294880?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/627260993881294880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=627260993881294880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/627260993881294880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/627260993881294880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/08/mania-de-mudanca.html' title='MANIA DE MUDANÇA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-6245867986532750015</id><published>2010-07-17T18:12:00.002-03:00</published><updated>2010-07-17T18:16:19.938-03:00</updated><title type='text'>CONTAGEM REGRESSIVA</title><content type='html'>Nem vejo a hora do novo melhor portal da Internet entrar em ação. O Portal CGN Comunicação vem pra ficar e, diante do trabalho bastante criterioso da Vanessa Mazza (junto com a Irinéia), só poderá mesmo ficar supimpa. Vai ser um portal como o CGN merece, agrupando jornal, rádio e TV num mesmo local. Vai ser legal mesmo ler a matéria e acompanhar o mesmo material em áudio e vídeo. E eu estarei lá, dando dicas, escrevendo sobre o que mais gosto: cinema, TV, música e livros. Espero que todos me acompanhem e tornem o portal vitorioso já a partir do primeiro dia! Quando houver a data oficial de lançamento, estarei avisando por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-6245867986532750015?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/6245867986532750015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=6245867986532750015&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/6245867986532750015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/6245867986532750015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/contagem-regressiva.html' title='CONTAGEM REGRESSIVA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-4412356457921227837</id><published>2010-07-12T15:20:00.003-03:00</published><updated>2010-07-12T15:21:43.236-03:00</updated><title type='text'>MORRENDO DE MEDO</title><content type='html'>Já não se faz mais quaresma como antigamente, diriam muitos. E não é que  é uma grande verdade? Nos anos 60-70 do século passado, quem morava na  Usina Junqueira tinha um medo inimaginável da quaresma e das histórias  que surgiam. A maioria delas envolviam a estrada que ligava a Usina  Junqueira a São Geraldo, o chamado 'retão'. Meus irmãos sempre tinham  histórias a respeito (o 'Babão', então, inventava cada uma!) e sempre  aparecia ali uma 'mula sem cabeça soltando fogo pelas ventas'. Do alto  de sua sabedoria, dona Altiva não admitia: "onde já se viu uma mula sem  cabeça soltar fogo pelas ventas?". E tratava de aliviar o medo das  crianças. Aliás, ela só gostava de assustar quando a gente passava pelas  'pinguelas' (pontes de madeira que existiam para se passar de uma  margem a outra de pequenos córregos, como o 'córguinho' que separava as  casas da usina da "Gurdurinha"): fazia a gente ir na frente e balançava,  'pra gente perder o medo'. Coisa mais besta! Até hoje tenho pavor de  passagens estreitas. E ela não aliviava: eu morria de medo de passar em  mata-burros (quem mora ou morou na roça sabe o que é) e nem quando eu  era pequeno ela pegava no colo: tinha que passar. Sabe qual o meu pavor:  tinha medo de passar pelos vãos dos trilhos que formavam o mata-burros e  ninguém me tirar de lá! Eu também tinha medo da estátua do Coronel  Quito, no meio do jardim da Usina Junqueira. É que meus irmãos, para me  amolar, diziam que o coronel estava enterrado lá e, de noite, ele descia  do pedestal e andava pela usina. Mesmo filho de pais médiuns espíritas,  meu outro medo era ver gente morta, como o menino do 'Sexto Sentido'.  Mas isso não me livrou de ver alguns espíritos, inclusive do meu avô que  não cheguei a conhecer em vida. Mas isso já é história para outro post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-4412356457921227837?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/4412356457921227837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=4412356457921227837&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4412356457921227837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4412356457921227837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/morrendo-de-medo.html' title='MORRENDO DE MEDO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-1473384950025220863</id><published>2010-07-08T17:15:00.003-03:00</published><updated>2010-07-08T17:34:53.077-03:00</updated><title type='text'>COISA ESQUISITA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDY0z0r38dI/AAAAAAAAAG0/jzYyoyI6Wpk/s1600/logomarca.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDY0z0r38dI/AAAAAAAAAG0/jzYyoyI6Wpk/s320/logomarca.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491634860545536466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O símbolo da Copa de 2014 no Brasil, apresentado oficialmente ontem, já está recebendo apelidos. A maioria já existe desde quando foi divulgado pela primeira vez. Para alguns, lembra Chico Xavier. Agora, outros garantem que representa a roubalheira que se verá durante a organização do certame aqui no País. São as mãos roubando a taça... Se formos lembrar do destino da Jules Rimet (roubada em 1983, no Rio de Janeiro) e nunca mais recuperada, é de se pensar. E mais uma coisa: todos acham que o Brasil tem artistas capazes de criar uma logomarca mais representativa do que esta. Mas se a intenção for exaltar o país dos larápios, esta ficou perfeita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-1473384950025220863?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/1473384950025220863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=1473384950025220863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1473384950025220863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1473384950025220863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/coisa-esquisita.html' title='COISA ESQUISITA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDY0z0r38dI/AAAAAAAAAG0/jzYyoyI6Wpk/s72-c/logomarca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-3905301950781012050</id><published>2010-07-07T17:50:00.002-03:00</published><updated>2010-07-07T17:53:57.842-03:00</updated><title type='text'>Espanha e Holanda disputam título</title><content type='html'>Nem Alemanha e muito menos Uruguai. Desta vez, Holanda e Espanha disputarão o título da Copa do Mundo de Futebol, no próximo domingo. Como diz a redação aqui, 'a voz do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;polvo&lt;/span&gt; é a voz de Deus' Não é que o bichinho acertou todas até agora? Nenhum dos dois finalistas já ganhou o título e aqui fica meu palpite (embora eu tenha ficado em penúltimo no bolão da primeira fase aqui no GCN Comunicação), se é que valha alguma coisa: a Espanha leva essa. Ou não!!! como diria Caetano Veloso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-3905301950781012050?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/3905301950781012050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=3905301950781012050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/3905301950781012050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/3905301950781012050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/espanha-e-holanda-disputam-titulo.html' title='Espanha e Holanda disputam título'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-4780717743979631167</id><published>2010-07-07T14:54:00.004-03:00</published><updated>2010-07-07T15:15:09.633-03:00</updated><title type='text'>SOU UM 'DINOSSAURO'!!!</title><content type='html'>A edição de 30 de junho do 'Comércio da Franca' trouxe uma edição especial sobre os 95 anos do jornal, os novos desafios do Grupo Corrêa Neves de Comunicação (GCN Comunicação), que estréia portal na Internet e que passa também a produzir material para a TV BEM (Canal 10 da Net TV daqui), somando-se ainda à Rádio Difusora, líder de audiência na cidade. Na mesma edição, além de um artigo meu, uma entrevista, realizada pela repórter Patrícia Paim, destacou os meus 30 anos de 'Comércio' (meu primeiro dia de trabalho aqui foi a 30 de junho de 1980). Abaixo, reproduzo a entrevista e o artigo publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;Sidnei Ribeiro: o ‘dinossauro’ do GCN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há 30 anos no jornal &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDTCXptRbwI/AAAAAAAAAGs/e32etMxaZA0/s1600/421278057862.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 240px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDTCXptRbwI/AAAAAAAAAGs/e32etMxaZA0/s320/421278057862.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491227557259996930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio da Franca&lt;/span&gt;, o editor de Brasil Sidnei Ribeiro conta um pouco da história de bastidores de um dos grupos de comunicação mais antigos do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Patrícia Paim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;da Redação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio da Franca&lt;/span&gt; passou por muitas transformações. Cresceu, mudou de endereço, adquiriu novos equipamentos, ingressou na era da internet, comprou uma rádio, contratou novos funcionários, entre outras mudanças. Sidnei Ribeiro, atual editor do caderno Brasil/Mundo, acompanhou tudo isso. Pode-se dizer que ele assistiu a toda evolução de camarote. Afinal, são 30 anos de casa. Entre os funcionários, ele é a pessoa certa para contar cada passo de toda essa evolução. Ribeiro se recorda de tudo. Cada detalhe.&lt;br /&gt;Tantos anos na mesma empresa lhe renderam momentos de sufoco, dificuldades, mas também de muitas emoções. Ele também não se esquece de momentos engraçados que quando aconteceram pareciam mais com uma “tragédia”. Com tantos anos de casa, Sidnei Ribeiro se considera um “dinossauro”. Mas faz questão de ressaltar que não é na idade e sim na experiência. “Estou há 30 anos na mesma empresa e ainda encontro ânimo para sair de casa para trabalhar. A diferença é que faço o que gosto”.&lt;br /&gt;Ao contrário dos demais repórteres e editores, Sidnei Ribeiro fica sozinho em uma sala pequena em um cantinho da redação. Quem passa em frente a sala tem a impressão que está isolado. Não é bem assim. Ribeiro garante que prefere desta forma. Diz que não conseguiria se concentrar em meio ao burburinho da redação. Mas ao mesmo tempo não consegue trabalhar sem ter um barulho do lado. “Para trabalhar preciso de barulho. Se não for a televisão é o rádio”.&lt;br /&gt;Enquanto não está trabalhando, Sidnei gosta de se dedicar aos livros e filmes. É também um profundo conhecedor das novelas brasileiras. “Já cheguei a assistir 20 filmes no final de semana e também não perdia uma novela. Agora, por conta do meu horário, isso não é mais possível. Acompanho pela internet”. E por falar em internet, Ribeiro adora estar conectado: casou-se duas vezes com mulheres que conheceu pela rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio da Franca - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando você começou no jornal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidnei Ribeiro -&lt;/span&gt; Comecei a trabalhar em junho de 1980, exatamente no dia do aniversário do jornal, como revisor. Desde então já fiz de tudo. Fui repórter, fotógrafo, artefinalista... Tive que aprender. O processo era bem diferente: diagramação e arte final eram feitas com papel, tesoura e cola. Nos dias de hoje o jornal é todo informatizado. Na época usava rádio para conseguir me informar sobre o que estava acontecendo no mundo. Hoje temos internet e redes de notícias que nos auxiliam. Com os instrumentos atuais se priorizam muito mais a criatividade, habilidade e capacidade pessoal de cada um. Temos condições de explorar mais a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual o maior sufoco que você viveu dentro do jornal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sidnei -&lt;/span&gt; Foi na transição do sistema que a gente trabalhava para a informatização total do jornal em 1996. No primeiro dia não saiu o caderno de Classificados. Na verdade, saíram os anúncios do dia anterior porque deu problema no novo sistema. Foi um grande sufoco. Então resolvemos colocar os anúncios do dia anterior e avisamos que o novo sairia no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para você qual foi o momento de maior emoção?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sidnei -&lt;/span&gt; Tive uma grande alegria quando o jornal adquiriu a rádio Difusora. Era um sonho do “sêo” Corrêa (jornalista Corrêa Neves, falecido em 2005). Antes dele comprar o jornal havia tentado conseguir a concessão da rádio Difusora, mas não deu certo. Outra grande emoção aconteceu quando foi inaugurada a atual impressora e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deu partida na máquina (impressora rotativa importada). Foi uma das grandes emoções da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E histórias engraçadas, você tem lembrança de alguma que marcou?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidnei - &lt;/span&gt;Antigamente, acontecia muito de se trocar foto de lugar. Uma vez saiu na coluna social a foto de uma vaca e de uma senhora da sociedade. Na legenda dizia que a “a mulher era esposa ilustríssima de fulano de tal” e na outra dizia “essa linda vaquinha ganhou um concurso”. Só que trocaram as legendas. A vaca virou a esposa do homem e a mulher a vaca que ganhou o prêmio. Tivemos que pedir muitas desculpas no dia seguinte para os envolvidos da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;É lendário, entre o pessoal do jornal, a capacidade que você de guardar informações de novelas e filmes. Como é isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidnei - &lt;/span&gt;É com novela, filme, música e com todas as coisas de que eu gosto. Graças a Deus sempre tive uma memória privilegiada para reter informações; lembro-me de coisas de quando eu tinha cinco anos de idade. Se vejo algo de que gosto, gravo e não me esqueço mais. Atualmente, estou há quase um ano sem ver novelas por causa do meu horário no jornal. Já filmes vejo pelo menos dois por semana. Mas já teve tempo que eu assistia até 20 filmes num único final de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio -&lt;span style="font-style: italic;"&gt; E sua paixão pelos livros?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidnei -&lt;/span&gt; Gosto muito de ler. Fui muito influenciado por minha mãe, que lia muito. Geralmente leio três livros ao mesmo tempo. Dependendo do meu estado de espírito paro um e avanço no outro. Não tenho ideia de quantos já li, mas só da Agatha Christie foram mais de 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Comércio - Você casou duas vezes com mulheres que conheceu pela internet. Conte um pouco dessas histórias.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sidnei -&lt;/span&gt; A primeira, conheci em uma página de relacionamentos. Deixei meu perfil e a pessoa, que era de São Paulo, gostou e entrou em contato comigo. Começamos a trocar mensagens e quando vi a gente já estava casando. A segunda, Elaine, conheci em uma sala de bate papo. Passamos a conversar pelo MSN e em pouco mais de um mês estávamos morando juntos e assim estamos até hoje. Se é que alma gêmea, ela é a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como é essa relação de décadas de vida como jornal?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Sidnei - &lt;/span&gt;O Júnior (Corrêa Neves Jr., diretor-executivo do GCN Comunicação) me deu recentemente um livro chamado O diário do último dinossauro, do Joel Silveira, que é um dos maiores jornalistas que o Brasil já teve. Na hora achei que ele estava me chamando de velho. Mas não é. Eu até me assumi como dinossauro do jornal. Mas não no sentido de idade, mas de experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Comércio - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em algum momento pensou em desistir de tudo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sidnei - &lt;/span&gt;Houve momentos em que eu quis parar por conta de problemas pessoais que eu estava vivendo. Mas acho que não conseguiria porque é a única coisa que gosto de fazer. Jornalismo, antes de tudo, é um dom. Se você não tiver dom para uma determinada coisa, você não passa 30 anos fazendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;b&gt;Trinta anos de evolução&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sidnei Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as coisas mudam em trinta anos! Quando comecei aqui no Comércio, em  1980 (exatamente no dia 30 de junho, uma segunda-feira), o computador  era uma mera esperança para o futuro. Existiam alguns mainframes  enormes, utilizados por empresas e cuja memória eram cartões perfurados.  No jornal pós-linotipo existiam apenas as chamadas composers IBM, cuja  “espantosa” memória era de tão somente cinco mil toques. Ou seja: o  digitador só conseguia escrever cinco mil letras (e espaços) por vez,  tendo que imprimir o material para “descarregar” a memória. Uma simples  queda de energia no meio do processo, tudo era perdido: tinha que se  começar de novo.&lt;br /&gt;Naquela época, fazer jornal era um trabalho extenuante, totalmente  manual. Era uma profusão de papel, tesouras, colas, réguas e canetas.  Qualquer tipo de caderno extra - como os de aniversário do jornal e da  cidade - deveria ser iniciado cerca de 15 dias antes e a equipe dobrar:  depois de terminado o jornal do dia, iniciávamos as páginas especiais  por mais algumas horas. No decorrer dos dias, acabávamos com tudo e a  montagem dos fotolitos e a impressão se davam fora do horário normal dos  dois setores.&lt;br /&gt;O que hoje, com os computadores, é concentrado em dois ou três  programas, naquela época eram setores completamente diferentes: a  máquina que compunha os textos (que saíam numa tira comprida,  justificados) não era a mesma que fazia os títulos. Quem diagramava a  página (definindo onde cada matéria, cada foto ou cada anúncio iriam,  além de calcular o tamanho dos títulos) não era a mesma pessoa que lhe  dava a finalização. Quem imprimia, gravava as chapas, mas tinha que  esperar que o pessoal da fotomecânica montasse os fotolitos (um filme  que servia para “gravar” a chapa, num processo meio parecido com os das  fotografias em papel), corrigindo os defeitos e falhas que porventura  passassem pela arte-final - ou pestape (paste up), como chamávamos.&lt;br /&gt;Naquela época, ainda nos enrolávamos com os “leads” (o que chamamos hoje  de abre de texto) e tínhamos que determinar se os títulos teriam “caixa  alta” ou “caixa baixa” (maiúsculas ou minúsculas). E os sinais que a  revisão colocava nos textos para que o digitador fizesse as devidas  correções? E os estiletes que “abriam janelas” na arte final, onde  deveriam ir fotos e anúncios? E o ABDeck (abideque, como chamávamos),  que pintava os fotolitos eliminando manchas e riscos que não poderiam  ser impressos? E a fita (adesiva) vermelha, que tinha a mesma função? E a  aplicação de retículas na fotomecânica, para que as fotos não ficassem  com aparência de fotocópia? E a velha tituleira Morisawa, uma  japonesinha bastante complicada e que também foi abandonada com o  advento da informática?&lt;br /&gt;Quando entrou o primeiro computador no jornal, híbrido de composer e  computador, foi a revolução: tinha a surpreendente capacidade de  armazenamento de 12 mil toques e permitia ainda que se gravasse o  material em disquete (aqueles grandões, de 5,25 e capacidade de 160 Kb).  Isso no final da década de 1980. Depois vieram outros semelhantes e, em  meados da década de 1990, a verdadeira revolução: um XT com 256 Kb de  RAM e disco rígido de 10 Mb. A partir daí, fomos migrando: 286, 386, 486  e Pentium. Hoje, dezenas de máquinas dominam todos os departamentos do  jornal, rodando em rede e quase nenhum com menos de 1 Giga de memória e  HDs superiores a 160 Gb. Uma grande evolução que acompanhei de perto,  adaptando-me. Hoje, ainda fazemos as páginas do jornal, mas sem a  manipulação de papel, cola, tesouras. Ainda temos as chapas na  impressora, mas sem que se passe por pestapistas, operadores de  fotomecânica e montadores de fotolitos e chapas.&lt;br /&gt;O processo ficou bem mais limpo, rápido e eficiente. O jornal muito mais  bonito e mais abrangente. O número de páginas, nestes 30 anos, cresceu  das oito daquela época para uma média de 32 durante a semana. Das dez de  domingo para 80. Uma evolução que reflete as várias revoluções deste  tempo todo. E eu fico aqui, orgulhoso, acompanhando e participando de  tudo isso. Deixando de lado a jurássica máquina de escrever, substituída  pelo teclado eletrônico. A tela de LCD tomou o lugar da folha de papel  em branco. Mas uma coisa ainda permanece: o calor humano, as relações  interpessoais e, acima de tudo, a alegria que tenho de todos os dias  chegar ao moderno prédio do GCN Comunicação e vislumbrar os semblantes  de sempre (dona Sônia, Júnior, Dulce e Sandra) e outros mais recentes,  mesmo que de uma década ou mais (Joelma e Sérgio) e tantos outros  colegas, como Denise, Ferreirinha, Fernando  entre mais dezenas. Tudo  isso me envaidece, alegra e torna meus dias mais felizes. Como há 30  anos, quando iniciei meu primeiro dia por aqui... E ainda sinto, mesmo  cinco anos após a sua morte, a força das idéias, dos ensinamentos e dos  sonhos do jornalista Corrêa Neves percorrendo todos os departamentos do  GCN Comunicação, o que faz o Comércio, em particular, ir para a frente,  evoluindo sempre e rejuvenescendo cada vez mais com o correr dos anos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-4780717743979631167?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/4780717743979631167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=4780717743979631167&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4780717743979631167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/4780717743979631167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/sou-um-dinossauro.html' title='SOU UM &apos;DINOSSAURO&apos;!!!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TDTCXptRbwI/AAAAAAAAAGs/e32etMxaZA0/s72-c/421278057862.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-691679324559333016</id><published>2010-07-03T20:20:00.007-03:00</published><updated>2010-07-12T19:04:03.867-03:00</updated><title type='text'>EU VOLTEI!!!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;E a Copa, heim?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois de longa e tenebrosa ausência, resolvi retomar este blog, mesmo que quase ninguém dos que passam por aqui deixa um recado ou uma mensagem de estímulo. E acabou acontecendo: perdi o estímulo. Como não poderia deixar de ser, vamos às consequências dos últimos jogos da Copa do Mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O Lula torcia para o Brasil. Como perdemos, ele resolveu torcer para os times do Mercosul: Argentina e Paraguai já saíram. Te cuida, Uruguai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Já tem gente torcendo para que Mick Jagger comece a assistir o programa da Luciana Gimenez, mãe do seu filho Lucas! Quem sabe também não dá certo e o programa perca seu espaço na RedeTV, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - O problema da seleção foi direção de mais: tinha muito volante e um motorista burro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - A melhor coisa da Copa foi não termos visto o Maradona pelado!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O problema da seleção brasileira foi: tinha gente lá que achava que era jogador e tinha um (péssimo) jogador que achava que era técnico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Também vai ser ótimo deixar de ouvir o Galvão Bueno elogiar o Lúcio e o Juan: os dois não conseguiram impedir o gol de cabeça de um careca baixinho da Holanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ATUALIZANDO: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;Eu não avisei? Lula disse antes do jogo que torcia para o Uruguai e a Holanda foi lá e venceu por 3 a 2 e despachou a celeste olímpica. Que a Dilma e os candidatos apoiados pelo presidente coloquem a barba de molho, heim????&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-691679324559333016?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/691679324559333016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=691679324559333016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/691679324559333016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/691679324559333016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2010/07/eu-voltei-e-copa-heim.html' title='EU VOLTEI!!!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-2488748444734886613</id><published>2008-08-19T23:42:00.005-03:00</published><updated>2008-08-20T00:37:04.227-03:00</updated><title type='text'>MOTIVO DE ORGULHO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/SKuFRa-pAII/AAAAAAAAABs/utpLRLuMb-4/s1600-h/junior.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/SKuFRa-pAII/AAAAAAAAABs/utpLRLuMb-4/s320/junior.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5236425526094659714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este rapaz aí da foto eu o vi pela primeira vez em meados da década de 80. Ele não devia ter mais do que dez ou doze anos. Antes, o tinha conhecido através de uma foto, quando ele conseguiu a vitória num concurso de redação da escola onde estudava e o jornal publicou aquele que seria um dos primeiros feitos ao qual (confirmou-se com o passar dos anos) seguir-se-iam vários outros. A partir daí, vi-o crescer, não só fisicamente mas também intelectualmente. Corrêa Neves Júnior é uma prova viva de quem sai aos seus não degenera: filho do saudoso jornalista Corrêa Neves (uma das grandes figuras do jornalismo nacional e desta região Nordeste do Estado de São Paulo, cuja importância um dia não só Franca mas também o resto do País vai saber reconhecer) e de Sônia Machiavelli (professora, jornalista, escritora e uma das grandes intelectuais deste País, também ainda imerecidamente sem ter a sua capacidade reconhecida), hoje dirige com extrema competência o Grupo Corrêa Neves de Comunicação (no qual tenho o orgulho de ter trabalhado nos últimos 28 anos), realizando uma das mais extraordinárias realizações da Imprensa brasileira, a integração das redações do jornal &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio da Franca&lt;/span&gt; e da rádio Difusora, que hoje compõem o grupo. Júnior transformou o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt; num dos mais importantes jornais do País e a Difusora em líder de audiência. Pois então: este rapaz (ao qual sempre olhei, orgulhoso, com olhos de irmão mais velho) fez bonito ontem em São Paulo. Participou do Congresso da ANJ em São Paulo, como palestrante e debatedor, deixando admirados grandes especialistas em comunicação por conta da integração rádio-jornal, implantada e desenvolvida com sucesso por aqui. Por isso, não poderia deixar de saudar o feito, que mostra que o Júnior (como todos os que o conhecem o chamam) é realmente capaz, empreendedor e, antes de tudo, apaixonado pelo que faz. O &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt; é seu grande projeto de vida e, sob o seu comando, vai continuar colhendo os frutos de seu trabalho apaixonado. Peço licença ao Gabriel Ciciliani, repórter do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt;, para publicar a reportagem que a edição deste 20/08/2008 do jornal traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;‘Comércio’ é destaque no 7º Congresso de Jornais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Gabriel Ciciliani&lt;br /&gt;Free lance para o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para uma platéia de jornalistas e empresários ligados à comunicação que lotou o salão de convenções do WTC Hotel, em São Paulo, a experiência inovadora de unir as redações de rádio e jornal, colocada à prova pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação há mais de um ano, fez sucesso. A rotina da integração entre profissionais da rádio Difusora e do Jornal &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio da Franca&lt;/span&gt; foi apresentada, na manhã de ontem, pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do grupo, no 7º Congresso Brasileiro de Jornais. &lt;br /&gt;Por mais de uma hora, o dia-a-dia dos profissionais que atuam nas duas empresas e a maneira com que interagem na produção de material noticioso para a rádio e o jornal, além de sites e revistas, foram amplamente abordados por Corrêa Neves Júnior durante sua palestra cujo tema era “A cultura multimídia: desafios e oportunidades para os jornais”. &lt;br /&gt;O interesse despertado pelo assunto foi tanto que a explanação que, a princípio, estava prevista para durar uma hora, se estendeu por mais 40 minutos. &lt;br /&gt;Entre os interessados, estavam Marcelo Hesch, diretor do Grupo RBS, um dos maiores grupos de comunicação do Brasil e que tem sob o seu comando mais de 850 jornalistas, além do norte-americano Randy Covington, diretor do IFRA, uma entidade internacional de investigação e serviços para a indústria jornalística e consultor de vários jornais, como o britânico Daily Telegraph. “Receber elogios de profissionais deste gabarito é a mesma coisa de um jogador de futebol ser elogiado por Pelé ou Garrincha. Isso mostra que o trabalho feito no Grupo é sério e respeitado”, disse Corrêa Júnior.&lt;br /&gt;Além da rotina das redações integradas, o inédito modelo de remuneração e avaliação de desempenho dos funcionários do grupo, implementado no ano passado, também foi tema de discussão. “Ao ver as fotos e as imagens da nossa redação integrada e de todas as nossas instalações, a platéia vibrou. Realmente foi um sucesso”, completou&lt;br /&gt;Acompanhando Corrêa Neves no Congresso, a editora-chefe do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt;, Joelma Ospedal, sintetizou a apresentação. “A palestra foi perfeita. Em um curto espaço de tempo,  Júnior conseguiu demonstrar todo o projeto de integração e cativou a platéia. Ficamos muito orgulhosos porque sabemos que estamos fazendo um excelente trabalho em Franca”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Modelo de integração será levado ao exterior&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O norte-americano Randy Covington, principal palestrante do 7º Congresso Brasileiro de Jornais, se mostrou impressionado com o modelo de integração utilizado pelo Grupo Corrêa Neves de Comunicação. Covington, que também trabalha como consultor do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Daily Telegraph&lt;/span&gt;, um dos maiores jornais britânicos, prometeu ao jornalista Corrêa Neves Júnior fazer uma visita às instalações do&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Comércio&lt;/span&gt; e Difusora e solicitou cópias do material utilizado em sua palestra. “Ele ficou maravilhado com o trabalho que é feito em Franca e prometeu levar isso para os Estados Unidos, onde dá aulas na Carolina do Sul. Como ele também é consultor do &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Daily Telegraph&lt;/span&gt;, que investe muito dinheiro para promover esta integração entre seus jornalistas, nosso modelo também poderá ser utilizado neste jornal”, disse Joelma Ospedal. &lt;br /&gt;No encerramento do evento, Covington voltou a citar o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt;. “Ele afirmou que em 2020, todos precisarão de coragem para fazer o que já é feito atualmente por nós”, finalizou a editora-chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma observação: há exatamente três anos, no dia 19 de agosto, todos nós perdíamos aquele que foi o grande entusiasta que iniciou o desenho do que o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Comércio&lt;/span&gt; é hoje: o saudoso jornalista Corrêa Neves que, com certeza, deve estar vendo tudo isso com a alegria de um pai orgulhoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-2488748444734886613?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/2488748444734886613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=2488748444734886613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/2488748444734886613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/2488748444734886613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2008/08/motivo-de-orgulho.html' title='MOTIVO DE ORGULHO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/SKuFRa-pAII/AAAAAAAAABs/utpLRLuMb-4/s72-c/junior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-6563181499327253055</id><published>2008-08-13T17:28:00.003-03:00</published><updated>2008-08-13T17:38:52.743-03:00</updated><title type='text'>OLIMPÍADA</title><content type='html'>Pois é! Não tem como não comentar. Mas ver os nossos narradores na TV vibrando com três míseras medalhas de bronze (até a Índia já tem medalha de ouro) é uma tristeza. Ultimamente, todos eles, sem exceção, estão vibrando até com a derrota. Teve gente que encheu o peito e ficou esperando uma avalanche de ouro depois do Pan-Americano no Brasil. Mas a coisa não é assim. Comparado aos Jogos Olímpicos, o Pan acabou sendo um campeonato varzeano diante do Campeonato Brasileiro de Futebol. Quase como uma edição dos Jogos Abertos diante das Olimpíadas. O Brasil ganhou ouros, pratas e bronzes à mancheia porque os Estados Unidos enviaram apenas atletas de segundo escalão. Taí Michael Phelps que não me deixa mentir. A cada entrada do fenômeno (este sim, merece o apelido) na piscina, o recorde já caía. E o ouro era definitivamente dele. O que esperar do Brasil: medalhas de ouro possíveis apenas em esportes coletivos como o vôlei feminino e masculino e o futebol feminino e masculino (mesmo que o Dunga esteja lá atrapalhando). Além  do vôlei de praia. No mais, uma surpresa aqui e ali, como o ginasta Diego Hipólito na ginástica olímpica masculina e suas colegas da equipe feminina (quem sabe Daiane dos Santos, Jade Barbosa ou a ribeirãopretana Laís Souza não desencantem?) Aliás, como tem menina feia nesta modalidade! Até que tinha umas americanas bonitinhas, mas as outras? São Jorge faria a festa! Será que o primeiro quesito é ser feia? No judô feminino, também! Não consegue ser modelo? Vai fazer ginástica olímpica ou judô, né? Pois é isso: se o Brasil conseguir meia dúzia de medalhas de ouro será muito. Acho que no total não chega a quinze medalhas (entre ouro, prata e bronze). Espero que eu esteja errado. E os atletas brasileiros me façam morder a língua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-6563181499327253055?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/6563181499327253055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=6563181499327253055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/6563181499327253055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/6563181499327253055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2008/08/olimpada.html' title='OLIMPÍADA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-9045547295496950757</id><published>2008-03-23T15:42:00.004-03:00</published><updated>2008-03-23T15:51:31.501-03:00</updated><title type='text'>E O QUICO?</title><content type='html'>Domingão de Páscoa, eu em casa ouvindo Chico Buarque (ô gordim de bão gosto, sô?) e pensando na vida. Pensando e escrevendo tudo o que me passa pela cabeça. Lembro-me de Páscoas de outras épocas, onde os ovos de chocolate não passavam de sonho distante e inalcançável. Não consigo me lembrar do meu primeiro ovo de chocolate. Mas isso não tem importância. O que tem importância, sim, é a mercantilização de todas as datas religiosas. Nem o Dia da Padroeira do Brasil foge disso, com um verdadeiro mercado persa tomando conta de Aparecida e do entorno de todas as Igrejas dedicadas a Nossa Senhora no dia 12 de outubro. Acho que falta mais, na Páscoa, no Natal, no dia das(os) dezenas de padroeiras(os) por este Brasil: a solidariedade para com os que nem podem sonhar com um ovo de Páscoa ou um peru de Natal. Compaixão para os que nem conseguem imaginar uma mesa farta e sorridente. Coração aberto para os que nem devem saber o que é ter a barriga cheia. O leitor deve estar perguntando: e o Quico? Se pergunta isso tem mais é que procurar no Chaves porque não tem mais alma para amar, se doar e viver solidariamente. O que é muito triste...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-9045547295496950757?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/9045547295496950757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=9045547295496950757&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/9045547295496950757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/9045547295496950757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2008/03/e-o-quico.html' title='E O QUICO?'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-1483469784575601796</id><published>2007-11-26T23:25:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T23:26:32.705-02:00</updated><title type='text'>ARMADILHAS DA LÍNGUA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Você sabe o que é tautologia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Contribuição de José Truda Júnior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- elo de ligação&lt;br /&gt;- acabamento final&lt;br /&gt;- certeza absoluta&lt;br /&gt;- quantia exata&lt;br /&gt;- nos dias 8, 9 e 10, inclusive&lt;br /&gt;- juntamente com&lt;br /&gt;- expressamente proibido&lt;br /&gt;- em duas metades iguais&lt;br /&gt;- sintomas indicativos&lt;br /&gt;- há anos atrás&lt;br /&gt;- vereador da cidade&lt;br /&gt;- outra alternativa&lt;br /&gt;- detalhes minuciosos&lt;br /&gt;- a razão é porque&lt;br /&gt;- anexo junto à carta&lt;br /&gt;- de sua livre escolha&lt;br /&gt;- superávit positivo&lt;br /&gt;- todos foram unânimes&lt;br /&gt;- conviver junto&lt;br /&gt;- fato real&lt;br /&gt;- encarar de frente&lt;br /&gt;- multidão de pessoas&lt;br /&gt;- amanhecer o dia&lt;br /&gt;- criação nova&lt;br /&gt;- retornar de novo&lt;br /&gt;- empréstimo temporário&lt;br /&gt;- surpresa inesperada&lt;br /&gt;- escolha opcional&lt;br /&gt;- planejar antecipadamente&lt;br /&gt;- abertura inaugural&lt;br /&gt;- continua a permanecer&lt;br /&gt;- a última versão definitiva&lt;br /&gt;- possivelmente poderá ocorrer&lt;br /&gt;- comparecer em pessoa&lt;br /&gt;- gritar bem alto&lt;br /&gt;- propriedade característica&lt;br /&gt;- demasiadamente excessivo&lt;br /&gt;- a seu critério pessoal&lt;br /&gt;- exceder em muito .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que todas essas repetições são dispensáveis.&lt;br /&gt;Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.&lt;br /&gt;Verifique se não está caindo nesta armadilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostou?&lt;br /&gt;Repasse aos amigos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-1483469784575601796?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/1483469784575601796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=1483469784575601796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1483469784575601796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1483469784575601796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/11/armadilhas-da-lngua.html' title='ARMADILHAS DA LÍNGUA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-5193635771173776875</id><published>2007-10-14T13:34:00.000-02:00</published><updated>2007-10-14T13:54:23.715-02:00</updated><title type='text'>SOBRE REMÉDIOS E INJEÇÕES</title><content type='html'>Pois é! Como toda criança, eu também fui um escandaloso quando se tratava de remédios. Principalmente injeções. Lembro-me da dona Djanira e do sêo Ildebrando, além do sêo Custódio (acho que era esse o nome), na maior paciência e boa vontade, tentando-me acalmar para aplicarem uma injeção qualquer. Normalmente, para gripe ou infecção na garganta (destas, eu tinha pelo menos duas por ano na minha infância na Usina Junqueira). Lembro-me do suplício de ir ao ambulatório, localizado em frente ao Parque Infantil, entre a farmácia e o correio (que mais tarde virou banca de revistas). Eu não me contentava em chorar e gritar: fazia um escândalo que mais parecia vítima de uma violência atroz. Mamãe estava sempre comigo e dizia que eu a envergonhava com aquela atitude. Isso acabou aos seis anos, de uma maneira abrupta. Mais uma vez, minha mãe levou-me para tomar uma injeção e, em que pesem os esforços de dona Djanira, eu fiz um escândalo mortal. Teve gente que chegou correndo pra ver o que estava acontecendo. A coisa foi tanta, que no final eu nem quis sair pela frente do ambulatório. Saí pela porta dos fundos e no pequeno trajeto dali até minha casa (uns três quarteirões), mamãe mais uma vez falou da vergonha e conseguiu arrancar o maior dos segredos: não doía nada. Nem tinha sentido a picada. E ela tomou a decisão: a partir daquele dia, eu iria sozinho tomar qualquer injeção que seja. E aí acabou o escândalo. E foi tanto o destemor das agulhas que, alguns anos mais tarde (eu tinha uns nove e minha irmã tinha uns onze ou doze), eu fiz uma grande besteira. Mamãe havia viajado para Franca e ficamos eu, minha irmã, meu pai e Gérson, meu outro irmão, em casa. Luci foi acometida de forte virose e precisou tomar uma série de injeções. Nós éramos muito ligados e eu estava com pela dela, que tomava duas injeções por dia. Para encurtar o sofrimento da minha irmã, decidi: ela tomaria a penúltima série e no mesmo dia eu tomaria as outras duas, para encurtar o tratamento. Tomei as injeções e passei muito mal, mas escondi de todo mundo que aquilo estava acontecendo. Sofri calado e percebi que poderia ter acontecido alguma coisa mais grave. E esta foi a grande lição: não se brinca com remédios. E, até hoje, não tomo comprimido nenhum sem ler atentamente a bula e saber para o que serve. Ainda hoje lembro-me do mal que passei, tive febre, muita dor no corpo e acabei prostrado. Quando minha mãe voltou, já estava um pouco melhor e a coitada nem percebeu. Pois hoje, dou toda a razão para quem diz que com saúde não se brinca. Eu brinquei e só não houve conseqüências mais graves porque Deus, como sempre, foi bom comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-5193635771173776875?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/5193635771173776875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=5193635771173776875&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5193635771173776875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5193635771173776875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/10/sobre-remdios-e-injees.html' title='SOBRE REMÉDIOS E INJEÇÕES'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-5437778142072953693</id><published>2007-08-28T12:58:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T13:15:50.996-03:00</updated><title type='text'>ESQUISITICES E ESQUISITOS</title><content type='html'>Tava eu fumando um cigarro, sentado num banco do calçadão da Marechal Deodoro, aqui em Franca, esperando minha esposa sair da livraria, quando uma senhora idosa, com as bochechas vermelhas de ruge, parou na minha frente e soltou um "Ô coitado!" Diante do meu espanto, ela continuou: "é doença?". Tive que perguntar: "O quê?". "Esse barrigão", prosseguiu. E eu, naturalmente, respondi: "obesidade...". Aí ela quis saber se eu comia muito mas logo cortei o barato, nem dei muitas chances pra ela continuar. Afinal, o povão que passava ali, no meio da tarde, já estava se divertindo com a cena. Tudo isso para explicar: obesidade é doença que traz consigo uma série de outras moléstias que pode levar à morte. Mas espero que isso acabe logo. Se tudo o que estou imaginando der certo, no final do ano terei uma boa notícia. Pois bem: tudo isso só pra dizer: sou pára-raios de malucos e esquisitos. Se estou no meio de gente e aparece uma pessoa não muito certa da idéia, pode ter certeza de que ela vem falar comigo, quase sempre fazendo-me pagar um "king kong" no meio do povão. Neste mesmo dia, tava eu indo comprar uma água (mineral, com gás) numa cafeteria do mesmo calçadão, quando passei diante de uma sorveteria. O estabelecimento comemorava seu aniversário e havia colocado um locutor ali, para "animar" o povão a tomar sorvetes. Para meu espanto, quem assumiu um microfone era um locutor que trabalhou em emissoras da cidade, que eu conheço mas não via há mais de uma década. Não é que ele me viu e já berrou? "Vem aí o Sidão, que trabalha no 'Comércio da Franca', jornalista, há vários anos na cidade... Cada vez mais gordo, heim Sidão?". Eu até iria comprar a água na sorveteria, mas aí nem chance né? Pessoas dos mais diferentes tipos param-me na rua para apresentar uma dieta milagrosa, um remedinho capaz de resolver meus problemas de saúde ou mesmo pra perguntar meu peso. E eu ali, perdido em razão da minha introversão... Sem ter como me livrar. Pode uma coisa dessa?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-5437778142072953693?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/5437778142072953693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=5437778142072953693&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5437778142072953693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/5437778142072953693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/08/esquisitices-e-esquisitos.html' title='ESQUISITICES E ESQUISITOS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-8862863173092241376</id><published>2007-03-17T18:03:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T18:05:09.894-03:00</updated><title type='text'>CAMPANHA SÓRDIDA</title><content type='html'>Eu já disse e volto a repetir: uma campanha surda, sórdida e covarde vem sendo feita contra uma das classes mais inofensivas da atualidade. Os gordos, os obesos, os ‘fofinhos’, como todos gostam de nominar, são os mais discriminados elementos de nossa sociedade e não há quem se levante para defendê-los. Vamos aos fatos: já viu um gordo entrando num dos chamados carros populares? Nem digo como motorista, mas sim como passageiro. A cada dia que passa, os carros estão ficando cada vez menores, mais baixos e mais desconfortáveus. Quem diz que o gordo não faz ginástica nunca viu um sair de um carro destes. É pior do que uma academia. Pra andar de carro, só se for de kombi, van ou caminhão! Nos ônibus, a coisa é feia: a roleta foi feita para anoréxicos e o pobre gordo é obrigado a ficar na parte da frente, onde todos os que passam escondem um sorrisinho irônico que grita no canto da boca. E os banquinhos: só dois comportam indivíduos com uma imagem alternativa e, na maioria das vezes, estão ocupados. Os outros, feitos para uma criança, ainda têm um bracinho fixo do lado que impede que o obeso se sente. O que fazer: sacolejar pra lá e pra cá, segurando-se como pode para não cair, observando mais sorrisinhos irônicos no canto das bocas. E ninguém pra perceber aquele sofrimento e ceder o banco. Os gordos que se danem, não é mesmo? Nos bares, lanchonetes e restaurantes, as cadeiras de plástico (das quais já falei aqui) abundam (e como abundam!). Fora aqueles banquinhos redondos, altíssimos, que são uma tortura para quem tem dezenas de quilos a mais. Nem falo nos banheiros, que dificilmente permitem uma “manobra”: o gordo tem que entrar de ré senão não consegue se virar lá dentro. Até para descer as calças, tem que ser um malabarista nestes banheiros cada vez mais estreitos. A ditadura da magreza vem ganhando adeptos e os gordos, dia-a-dia, estão sofrendo com esta campanha covarde. Dentro de pouco tempo, se esta campanha for vitoriosa, o gordo estará perdido. Só que terá a sua desforra: com certeza, o mundo ficará cada vez mais triste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-8862863173092241376?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/8862863173092241376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=8862863173092241376&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8862863173092241376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8862863173092241376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/03/campanha-srdida.html' title='CAMPANHA SÓRDIDA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-1452442511191603985</id><published>2007-03-10T19:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-11T21:42:43.871-03:00</updated><title type='text'>SÓ SOBRA PRO GORDO</title><content type='html'>Nestes dias de politicamente correto e patrulha cerrada contra a discriminação, há uma classe que vem sendo malhada, batida, espancada, surrada e vilipendiada e ninguém se levanta para defendê-la. Já perceberam que hoje tudo o que acontece de ruim, de tragédia, de engraçado é com um gordo? Pois então! Tudo começou devagarzinho, anos atrás, quando a galera que carrega grande parte das calorias do mundo comemorou: estreava a novela "Mulheres Apaixonadas" e, pela primeira vez, apareceu um personagem gordo que participava de um núcleo de destaque. Porém, ledo engano: o autor Manoel Carlos, ele também dono de uma 'imagem alternativa' (como os bons manuais do politicamente correto ensinam), tascou no coitado a pecha de broxa. Isso mesmo: o rapaz não 'comparecia' diante da mulher e passou quase metade da novela fazendo terapia até funcionar. Agora, no final de 'Páginas da Vida', o mesmo ator voltou interpretando um funcionário de hotel que ganha R$ 40 milhões na mega-sena. Sabe qual o destino do tal? Ganhou a fortuna, se juntou a uma piranha interesseira e virou corno-mor da novela. E a gente que tem nossos (exagerados) quilinhos a mais merece isso? Mas não é só isso: na série 'Lost', que a Globo passou até o final desta semana, há um personagem gordo. Bem gordo. Até que, num dos últimos capítulos da temporada, ele conseguiu encantar uma loira linda de olhos verdes. Tudo indicava que a coisa iria para os finalmentes, para gáudio da galera obesa do mundo todo. Porém, ele também viu-se discriminado pelos autores da série: no primeiro encontro com a moça, naquela ilha estranha mas parasidíaca, ficou a ver navios. A garota foi assassinada com dois tiros. É ou não uma injustiça para com esse pessoal que sofre para carregar quilos e quilos de banha a mais e que esfalfa-se para deixar de ser um simples ponto de referência? Temos que reclamar nossos direitos, entrar na justiça contra a discriminação e pedir chances iguais no emprego e na faculdade. Gordos: Uni-vos pelas cotas em todos os setores da sociedade. Vamos exigir nossos direitos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-1452442511191603985?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/1452442511191603985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=1452442511191603985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1452442511191603985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/1452442511191603985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/03/s-sobra-pro-gordo.html' title='SÓ SOBRA PRO GORDO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-8418900534997005234</id><published>2007-02-12T22:46:00.000-02:00</published><updated>2007-02-12T22:44:29.061-02:00</updated><title type='text'>QUANDO EU MORRER...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero que chorem.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quero apenas que sorriam e se lembrem de como eu gostava de rir...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero flores.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero apenas que todos se lembrem dos seus perfumes e os mantenham na memória...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero velas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero apenas que meus amigos mantenham acesas n'alma as chamas dos sentimentos puros...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero esquife.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero apenas que a relva receba meu corpo e a natureza se encarregue de me dissolver...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero preces.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero apenas que as pessoas que me conhecem estendam a mão para quem realmente precise de auxílio...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando eu morrer, não quero epitáfio.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero apenas que as pessoas que realmente gostarem de mim guardem minha lembrança dentro do coração...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-8418900534997005234?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/8418900534997005234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=8418900534997005234&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8418900534997005234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/8418900534997005234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/02/quando-eu-morrer.html' title='QUANDO EU MORRER...'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-296895002233163014</id><published>2007-02-10T17:05:00.000-02:00</published><updated>2007-02-10T17:34:19.116-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lembranças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Usina Junqueira'/><title type='text'>UM AMIGO É PARA SEMPRE?</title><content type='html'>Acho que hoje estou melancólico. Lembrando-me de passagens da minha vida, voltam-me à mente pessoas que complementaram minha história pessoal, saindo dela e acabando por se perderem neste mundo de Deus! Desde pequeno, sempre tive facilidade de fazer amizades, em que pese uma introversão que acabou quase me fazendo um eremita. Quando eu tinha meus nove, dez anos, tive em um vizinho, bem mais novo, um amigo bem importante. Há poucos anos fiquei sabendo que Zé Fernando (José Fernando Pinheiro, filho do sêo Orlik, irmão do Dunga, da Mércia, do Paulo e do Milton) estava morando em Ribeirão Preto (a uma hora de Franca). Trocamos poucas mensagens e no fim, os contatos se perderam. A Mércia, que cheguei até 'produzir' para ir num baile de Carnaval, na Usina, tive o prazer de saber de sua formatura em Direito e mais nada. Também na Usina passava um bom tempo com o Faustinho, filho do Fausto e da dona Wanda e neto da Donana e seu Antônio (será?) Daniel, que eram nossos vizinhos ali na pracinha. Eu tinha uns oito a dez anos e ele tinha uns cinco: jogávamos bola, brincávamos muito e sempre que ele estava lá, eu era chamado para brincar com ele. Um dia, ele passou a morar definitivamente em Igarapava e, mais tarde, mudei-me da Usina e nunca mais vi. O mesmo acontece com o Dunga, de quem tive notícias mas não tive o prazer de encontrar. Também o Zé Pitolé, que morava vizinho ao Dunga que era meu vizinho também. Ainda na infância, tive um grande amigo, Carlos Henrique Kitter, o qual fiquei sabendo que foi morto de forma violenta em Ribeirão. O Cadim (José Ricardo Lucas, irmão do Luizinho Lucas) tive o enorme prazer de encontrar algumas vezes no HC de Ribeirão. O Neulys, goleirão do time do meu pai, com quem joguei basquete também, ainda encontro de vez em quando nestas ondas virtuais, com suas mensagens em meu blog e e-mails também, como o Luizinho Lucas, que era bem mais velho que eu na Usina e não convivemos bem. Outra pessoa com a qual conversava bastante quando ele estava na Usina acho que era neto do seu Zé Quintela, que morava vizinho da barbearia do Joãozinho. O garoto passava as férias e alguns finais de semana na Usina e sempre passávamos horas conversando no banco da pracinha, principalmente sobre São Paulo, onde ele morava. Infelizmente, o nome dele é uma das coisas que a diabetes apagou completamente da minha memória. Lembro-me ainda do Ché, irmão do Nivaldo Boquinha (que hoje mora em Franca, no mesmo bairro que eu) e que me levava às reuniões do Chico Xavier, em Uberaba. Ele (e o Adãozinho, já disse aqui) tentaram de todas as formas me ensinar a tocar violão mas não consegui pegar a coisa. Havia o goleirão Célio, com quem também conversava muito, embora eu não passasse de um moleque. Outras pessoas das quais me lembro e que nunca mais vi foram meus padrinhos, André Luiz (batismo) e Deolindo Valério, o Mapuaba (de crisma, que eu mesmo escolhi). O Levi, que morava na Gordurinha e tentou namorar minha irmã Luci; o Sérgio, namorado da Flávia, cuja irmã namorava o Robertinho Chinéca, este um craque no futebol de salão; a Lena, irmã do Nem, amicíssima de minha irmã e que também conversava muito comigo, da mesma forma que a Creuza (ou era a Neuza? As duas eram gêmeas e uma, mal-humorada de nascença, me detestava!), filha da dona Lica, nossas vizinhas ali na rua Quatro, e muitos outros. Estes os que passaram e marcaram minha vida na Usina Junqueira com as suas amizades e com a maioria dos quais nunca mais topei. Será que se lembram de mim como me lembro deles? O que estarão fazendo? Como estarão vivendo? De vez em quando fico pensando que eu também passei pela vida deles mas será que deixei saudades ou fui marcante, a ponto deles lembrarem de mim? Isso deixa-me melancólico, apreensivo e, acima de tudo, esperançoso de que mais alguns deles leiam tudo o que escrevi acima e entrem em contato comigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-296895002233163014?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/296895002233163014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=296895002233163014&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/296895002233163014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/296895002233163014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/02/um-amigo-para-sempre.html' title='UM AMIGO É PARA SEMPRE?'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-116931822930323970</id><published>2007-01-20T16:36:00.001-02:00</published><updated>2007-01-25T01:48:19.915-02:00</updated><title type='text'>MOMENTO DE NOSTALGIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Depois de quase dois meses sem postar nada (desculpem-me meus amigos, mas resolvi ‘tirar férias’ para reunir inspiração para novos posts), cá estou eu de novo. E mais nostálgico do que nunca. Mesmo estando já quase em fevereiro de 2007 (e pertinho dos meus 45 anos, afe!), não posso deixar de lembrar os Natais que vivi em minha Macondo, a Usina Junqueira da minha infância. Embora vivêssemos em permanente aperto financeiro, todo 25 de dezembro era batata: o presente estava lá. Até os 12, 13 anos, sempre um brinquedo. Depois disso, roupas. Para desespero do meu irmão mais velho, que ao receber roupas de presente de Natal aos 14 (ou 15, não sei ao certo) anos, chorou copiosamente, porque queria ganhar brinquedo. Uma coisa de que me lembro, embora eu fosse mais de dez anos mais novo do que ele. O Wagner Ribeiro lembrou lá no blog do Luizinho: o dia 25 de dezembro era especial para a molecada, que ia para a praça da Usina mostrar os seus brinquedos. E havia de todos os tipos: pequenos, grandes, baratos, caros. E cada um queria ostentar o seu com orgulho. Quando eu tinha uns 4 ou cinco anos, ganhei um trator Bandeirante, de lata, que mantive funcionando até uns oito anos ou pouco mais. No ano seguinte, outro brinquedo Bandeirante, só que desta vez um jipe verde, imitando um veículo militar. Eu adorava estes brinquedos. Assim como uma borboleta de plástico, com bolas nas asas que permitiam que fosse puxada tal fosse um carrinho. E fazia um barulhinho à medida que se movimentavam, já que havia peças de plástico dentro destas bolas-rodas. Quando eu tinha um dez anos e começava a apresentar as banhinhas que formavam aqueles pneuzinhos na minha cintura (hoje, nem cintura tenho mais), mamãe resolveu me dar um brinquedo chamado "rema-rema". Tinha praticamente o mesmo princípio do kart, com direção das rodas sendo controladas pelos pés, ao mesmo tempo em que para movimentá-lo tinha que fazer movimentos de remo numa barra semelhante àquelas dos vagões avulsos que andam nos trilhos e é movimentado pela força física, como já vimos muito em filmes antigos norte-americanos. Outros brinquedos foram carrinhos, bolas e um revólver de plástico, vermelho, que atirava um projétil com uma ventosa que grudava num alvo de papel. Era uma pistola igual a do Fantasma (que eu adorava) e que acabou se tornando um adereço da fantasia do personagem que minha mãe fez quando eu tinha uns seis anos. Orgulhoso, eu adorei a fantasia (toda vermelha, com uma máscara preta e short branco com listras azuis escuras) e a única foto que tirei com ela, inexplicavelmente, nunca vi. O fotógrafo disse que tinha queimado (não me lembro se o fotógrafo foi o sêo Ênio ou o sêo Raul). Estas lembranças mostram bem que vivo um momento de nostalgia que, tenho certeza, não vai acabar tão cedo. E vocês, meus amigos que me acompanham, vão ficar aturando a nostalgia de um menino que queria ter parado na infância daqueles anos mágicos de Usina Junqueira.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-116931822930323970?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/116931822930323970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=116931822930323970&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116931822930323970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116931822930323970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2007/01/momento-de-nostalgia_20.html' title='MOMENTO DE NOSTALGIA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-116467821406716639</id><published>2006-11-27T23:16:00.001-02:00</published><updated>2007-01-25T01:47:35.109-02:00</updated><title type='text'>IMBECILIDADES</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Há perguntas que não merecem respostas. Há outras, imbecis demais, que merecem uma resposta cretina. De vez em quando, o olhar severo da minha Preta barra meus pensamentos mais idiotas e cretinos, fazendo-me engolir a seco a frase que estava na ponta da língua. Ontem mesmo, quando eu acompanhava minha esposa num ambulatório do Hospital Unimed, passei por um destes momentos. Minha esposa espetada no soro (virose alimentar, disse a médica), a enfermeira entrou, olhou-me sentado numa cadeira ao lado e perguntou: "Você é acompanhante"? Tive vontade de responder: "Não! Tô esperando o bonde!". Mais de uma vez já me abordaram e lançaram de pronto: "Poxa, mas você é gordo, heim?". E a resposta, pronta, mais uma vez foi engolida: "Imagina! É que sou baixo demais para o meu peso. Tivesse três metros, estaria no peso ideal"...&lt;br /&gt;E tem mais:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ao me ver diante de um prato daqueles:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;— Tá com fome?&lt;br /&gt;— Não! É que gosto de olhar arroz, feijão e bife arrumadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vendo-me suar em bicas depois de um esforço:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;— Cansou?&lt;br /&gt;— Imagina! Estou treinando pra ser fonte da praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estando eu dentro do carro saindo da garagem:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;— Vai sair?&lt;br /&gt;— Não! É que adoro deixar o carro no meio da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Na fila do cinema:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;— Vai ver o filme?&lt;br /&gt;— Não! Entrei na fila só por diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Drikinha me chama de papai no supermercado e aí algum conhecido pergunta:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;— Sua filha?&lt;br /&gt;— Não! É que ela chama todo homem que encontra assim pra ver se descobre quem é o pai dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se alguém me vê chupando uma manga:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;— Gosta de manga?&lt;br /&gt;— Não! É que gosto de deixar minha boca amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vendo-me entrar numa loja de roupas:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;— Vai comprar roupas?&lt;br /&gt;— Não! É que achei que aqui era o açougue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vendo-me comprar picanha, carvão, cervejas e refrigerantes:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;— Vai fazer churrasco?&lt;br /&gt;— Não! Tô levando tudo pra dar pra minha cachorra Belinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas são apenas algumas das imbecilidades que colhi e, se a Drikinha me ajudar, vou acabar lembrando-me de outras, já que ela tem o pavio curto como o meu, adora dar respostas enviesadas. Como já dizia minha mãe, quem sai aos seus não degenera, né?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-116467821406716639?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/116467821406716639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=116467821406716639&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116467821406716639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116467821406716639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/11/imbecilidades_27.html' title='IMBECILIDADES'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-116388542111631769</id><published>2006-11-18T18:57:00.000-02:00</published><updated>2007-01-25T01:48:44.670-02:00</updated><title type='text'>MIL E UM APELIDOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ser gordo, antes de tudo, é sina! Pra ser gordo (como pra ser careca) é preciso, antes de tudo, uma grande dose de coragem e outra maior ainda de lucidez. Ninguém de cabeça fraca consegue ser gordo e levar a vida na boa, rindo e brincando da sua maior fraqueza: as banhas que sobram. Comigo foi assim: a partir dos 11 anos, comecei a engordar, criar esta camada adiposa sobre ossos, músculos e carnes e sob a pele, a qual nunca mais me abandonou. Todos já falaram da crueldade infantil. Pois só sendo gordo para conhecê-la em toda a sua essência. Começam com as brincadeiras e acabam nos apelidos que vão se multiplicando, tornando-se mais opressores e vergonhosos com o passar dos anos. Pra quem era chamado de 'Coisinha' pela irmã; de 'Grilo' pelo irmão; de 'Gafanhoto' por outro (magro e não parava de pular), encarar um 'balofo', um 'jumbão', um 'baleia fora dágua' é uma dose cavalar. Pois quando começaram a aparecer os famosos pneuzinhos na barriga, começou tudo. E o mais ativo dos apelidadores era o Dunga (Orlik Pinheiro Júnior), vizinho na pracinha da Usina, que adorava me apelidar (além de me dar uns cascudos sem que eu merecesse). Um deles, que grudou feito cola, foi "Tainha", o sargento do Recruta Zero que me perseguiu anos a fio enquanto eu morava na Usina. E aquele apelido acabava comigo. Gordim, gordão, balofo foram outros que vieram e passaram. Só me livrei do Tainha quando saí da Usina e vim para Franca. Mas aqui, outro me perseguiu: Gordo Balofo (quer coisa pior?), que o Eliseu (de saudosa memória) me aplicou. Mas o que ficou mesmo foi Sidão, coisa do Nenê, outro colega de trabalho dos meus primeiros anos no 'Comércio', ainda na década de 80 do século passado. Até hoje chamam-me assim. E sabe que ainda tem gente que acredita ser Aparecido meu nome? Até que eu esclareça que meu Sidão é com 'esse' e não 'cê'. Já cansei de ouvir me chamarem de 'baleia fora dágua', Faustão, Jô Soares, Rei Momo, Tim Maia e uma série que nem vale a pena ficar acrescentando aqui, os quais deixaram-me aborrecido. Outros, como o Sidão, acabei assumindo. E percebi que, quando se aceita o apelido, ele não 'gruda'. Mas aí já era tarde, né?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-116388542111631769?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/116388542111631769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=116388542111631769&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116388542111631769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/116388542111631769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/11/mil-e-um-apelidos.html' title='MIL E UM APELIDOS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115932444113743582</id><published>2006-09-26T22:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-30T22:53:50.476-03:00</updated><title type='text'>OS TIMES DO MEU PAI - 1</title><content type='html'>O meu amigo Neulys (estudamos e jogamos basquete juntos na Usina Junqueira, entre outra coisas; só não lembro do soco no estômago, viu?) trouxe-me à lembrança os anos 70 naquele lugar tão mágico e especial para todos que tivemos o privilégio de nascer e viver por lá! Lembro-me claramente de alguns fatos envolvendo meu pai e os times de futebol de salão que ele dirigiu ali na usina, nos primeiros cinco anos da década de 70. Muitos dos jovens de então passaram por um de seus times (entre mirim, infantil e juvenil, além do adulto, papai chegou a treinar cerca de 10 equipes, pois tinha os times A, B, C e daí por diante). Para se ter uma idéia da grandiosidade da coisa, nos dias de treinos papai saía de casa na pracinha já acompanhado de uns cinco meninos (os treinos eram três vezes por semana, se não me engano), como o Dunga (que morava ao lado) e mais alguns que residiam por perto ou iam até em casa para não deixar o "sêo" Sebastião atrasar. E conforme ia seguindo para a quadra (ao lado da Igreja), o cordão ia aumentando com a garotada já animada com os treinos. Era uma algazarra: papai com a bola debaixo do braço e uma molecada à sua volta. E o sêo Sebastião era um craque como técnico: pegava garotos que nem sabiam direito chutar a bola e, depois de alguns meses, criava ótimos jogadores. Neste tempo, lapidou craques. Tinha uma capacidade de reconhecer as qualidades de seus jogadores que nunca vi igual. E ele adorava futebol de salão. A mim, deu-me oportunidade de apenas treinar (dizia que nunca deixaria eu jogar para não ser acusado de me proteger; mas deve ser por eu ter sido um perna de pau mesmo) e acabei conhecendo a fundo as regras e passei a apitar os treinos e até jogos dos garotos. Até o dia em que o professor Nicolau resolveu me colocar para apitar um jogo de times adultos e só não fui linchado (eu era cri-cri e rigoroso ao extremo) porque o Babão estava na quadra e todo mundo respeitava meu irmão mais velho que, como vocês sabem, era meio doido. Mas a história do papai com o futebol de salão é interessante. Um dia, ele resolveu (com ele era assim, resolvia e pronto) que iria montar times de futebol de salão (a quadra ficava inteiramente ociosa, entregue a vândalos e só utilizada para algumas atividades da Educação Física do Ginásio). Com a chegada do Nicolau na Usina, a idéia tomou força e papai foi a Igarapava e comprou o mais moderno (na época) livro de regras e táticas do futebol de sãlão. Voltou pra casa, começou a ler e acabou assimilando da forma mais incrível que já vi. O livro me interessou e eu acabei lendo e aprendendo também (totalmente as regras e nada das táticas), o que me levou a virar juiz. Papai só aceitava os garotos que apresentassem uma autorização assinada pelo pai. Mas tinha suas restrições: se não gostava do garoto, ele não entrava no time. E alguns ele nunca deixou participar. Qualquer problema na escola (uma suspensão, por exemplo), tirava o garoto da equipe. E os treinos viravam uma festa, com aquela molecada toda sentada em volta da quadra e ele ali, orientando e formando times inesquecíveis e fortíssimos. De vez em quando, treinava o time adulto, que tinha meu irmão Hamilton (ou então o Sérgio 'Tucano') no gol, Wilson, Chicão, Hélio, Waltinho, Almir (será este o nome mesmo do irmão do Alceu?), Roberto Chineca e vários outros, cujos nomes me fogem, trinta e cinco anos depois de tudo isso. Deixo para um próximo post mais informações sobre papai e o futebol de salão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115932444113743582?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115932444113743582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115932444113743582&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115932444113743582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115932444113743582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/09/os-times-do-meu-pai-1.html' title='OS TIMES DO MEU PAI - 1'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115759929181609702</id><published>2006-09-06T23:54:00.000-03:00</published><updated>2006-11-22T17:57:11.200-02:00</updated><title type='text'>TREZE ANOS!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/DRIKA%20009.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/DRIKA%20009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ultimamente estou ficando meio colunista social, pois resolvi registrar os aniversários das pessoas que amo. E não é que, neste Sete de Setembro, a Drikinha chega aos 13 anos? Quem não conhece, esta menina linda aí da foto é uma bênção dos céus. É um presente que Deus colocou em minha vida, uma filha que todo pai teria orgulho de ter. Estudiosa, obediente (de vez em quando, né meu docinho?), extremamente amorosa, é uma luz na minha vida, ao lado da Preta que nunca deixo de amar. Drikinha (ou Adriely), é minha filha mais velha, foi-me dado o privilégio de acompanhar sua pré-adolescência e a adolescência que chega célere e, espero, seu crescimento (físico, moral e espiritual) por toda a eternidade. Beijos pra você Drikinha, que sabe que eu a amo como fora seu verdadeiro pai. Aliás, acho que sou! E fico feliz por você me considerar assim... E felicidades na seqüência de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115759929181609702?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115759929181609702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115759929181609702&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115759929181609702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115759929181609702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/09/treze-anos.html' title='TREZE ANOS!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115638319196216179</id><published>2006-08-23T22:27:00.000-03:00</published><updated>2006-08-24T23:58:14.170-03:00</updated><title type='text'>PARECE QUE FOI ONTEM!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/luciontemehoje.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/luciontemehoje.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tem dias que olho para trás e fico assustado com a velocidade da vida. Parece que foi ontem que via Luci, magrinha, pernas finas, com suas inúmeras pulseiras e carregando o Tonico, um boneco que ela tinha e eu, de vingança, arranquei os seus olhos. Ou então a enorme Beijoca ou a Meiguinha. Luci teve dezenas de bonecas e todas tinham nome. Hoje, ela está com 47 anos (puxa!), completados no dia 22 de agosto, partindo célere rumo aos 50! Tá véia heim, mana? A foto mostra ela criança e alguns anos atrás, quando tinha apenas 40. Um Beijão, parabéns e felicidades, minha irmã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115638319196216179?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115638319196216179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115638319196216179&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115638319196216179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115638319196216179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/08/parece-que-foi-ontem.html' title='PARECE QUE FOI ONTEM!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115629742043688969</id><published>2006-08-22T22:00:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T11:36:33.193-03:00</updated><title type='text'>GENTE QUE CONHECI</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Há momentos na vida em que penso que minha infância ainda está ali atrás, da qual decorreram poucos anos. Pois não é que há 30 anos estava eu deixando a infância e ingressando na adolescência? E deste tempo, muitas coisas vivi, muita gente conheci. E desta época, há nomes que ainda me vêm à cabeça e dos quais nunca mais ouvi falar. Como meu padrinho de crisma, Deolindo Valério, amigo de meus irmãos e ao qual escolhi, quando ainda tinha uns cinco ou seis anos para me acompanhar na crisma realizada na Capela de São Geraldo, na Usina Junqueira. Eu gostava muito do "Mapuaba" (era o apelido dele), um afrodescendente (é assim que se tem que dizer hoje, né?) alegre e brincalhão. A última vez que o vi, já na década de 1970 (eu devia ter uns oito ou nove anos), quando ele chegou na usina dirigindo um carro da Companhia Paulista, de Ribeirão Preto (depois comprada pela Antártica), como representante da empresa que fabricava a cerveja escura Niger e o delicioso Guaraná Paulista (nunca mais bebi outro igual). Também outro negão sangue bom (desculpa a expressão) era o Célio, que trabalhava na Usina e jogava como goleiro no Caçulinha (era assim que chamávamos o time da Usina Junqueira). Tinha quase dois metros de altura e era muito amigo do meu irmão Hamilton. Passou a freqüentar nossa casa e, lembro-me bem, ele adorava ler e ficava maravilhado com tantas revistas que mamãe comprava. Foi meu primeiro ídolo no futebol (assim como o Vermelho, o Cacaolho e o Vítor, irmão da Silvana que era amiga da minha irmã), ao lado do Cejas, Ramos Delgado, Edu e Pelé (do glorioso Santos do início da década de 1970). Do Arthur, músico excepcional (só que, infelizmente, não me lembro do instrumento que tocava), que substituiu o sêo Étore como regente da banda e tentou enfiar um pouco de música na minha cabeça. Infelizmente, meu dom era só para tocar surdo, função que desempenhei algumas vezes na banda da Usina Junqueira, nas domingueiras na praça Coronel Quito, onde mamãe vendia balas, doces, chicletes e pipocas. Ele tentou me ensinar algum instrumento, sem sucesso. Um dia, quis que eu tentasse tocar caixa em plena música. Necas de catibiriba! Lembro-me também da esposa dele (que, infelizmente, esqueci o nome), a qual acompanhei junto com o Ché (nem pra saber o nome dele direito eu presto), filho do sêo Hildebrando às visitas semanais ao Chico Xavier (ela era uma das médiuns que o auxiliava). O Ché também foi um grande amigo (e também grande músico) que emprestava-me livros espíritas e que gostava de tocar violão e cantar, assim como o Adãozinho (outro que tentou me ensinar a tocar violão). Do Ché, soube que continuava na Usina. Será que permanece lá? E os outros, como os irmãos Oswaldo Júlio e Silvinho; o Iraílton (os três foram para São Paulo, mesmo destino do Antônio dos Santos); a Beth Aléo (que cantava lindamente) e a Cristina Guitarrara (linda e que mamãe sempre elogiava); o Hugo, filho da Donana, vizinho nosso, que arrumou um calhambeque que era a alegria da criançada; Carmem Lúcia, José Wilson e Carlinhos, vizinhos da rua Quatro. E o Funfa? O Paraná? O Cidinho, irmão dele? As irmãs Marta e Mirna, que um dia progatonizaram uma feroz luta de boxe no pátio do ginásio, usando as luvas que o professor de Educação Física, Nicolau, levara pra lá? Aliás, onde anda o Nicolau? E Samuel, o pivô do basquete da Usina, filho do Bolão? O Levy, que morava na Gordurinha (ou no Sertãozinho, não me lembro bem) e era pau pra toda obra? E Seu Martin, o guarda do jardim, que arrumava cigarros pra molecada que achava que tinha crescido e fumava escondido dos pais? O Rui, o Jorjão, o Valdir, o Betão, o Azeitona (era este o apelido, acho), filho do Gaspar, que jogava no gol? Todos estes (e mais várias dezenas de outros) treinavam futebol de salão com papai. E o Baliza? O Pardal? O João Paulo? O Zé Pitolé? E muitos outros, com os quais convivi diariamente por anos a fio? Onde estão? O que fazem? Como estão? De alguns tive notícias e a grata satisfação de reencontrar, como o José Ricardo (o Cadim), colega de travessuras, hoje trabalhando no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. O Luiz (Luizinho) Eduardo, irmão dele, só trocando mensagens pela Net. Assim como as irmãs Luciana, Cristina e Fernanda. Todos Lucas, filhos da dona Dalilu (um nome que eu sempre achei bonito) e do sêo Luiz Lucas. Pelos quais fiquei sabendo notícias de várias pessoas, como a família Pinheiro (sêo Orlik e os filhos Paulo, Milton, Dunga, Mércia e Zé Fernando) e várias outras pessoas. Conforme for lembrando de mais gente (afinal, a mente já não funciona como décadas atrás), vou postando aqui. Para ficar marcado e se tornar referência quando a mente já não mais conseguir relembrar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115629742043688969?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115629742043688969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115629742043688969&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115629742043688969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115629742043688969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/08/gente-que-conheci.html' title='GENTE QUE CONHECI'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115577948879580095</id><published>2006-08-16T22:18:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T23:45:58.753-03:00</updated><title type='text'>UM ANO DE SAUDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/correa3.5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/correa3.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um ano atrás, no dia 19 de agosto, publiquei aqui um artigo que tinha escrito um dia antes para o &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt; que, no fundo, nunca queria ter escrito. Era uma despedida a uma pessoa que estava acostumado a encontrar nos últimos 25 anos de minha vida quase que diariamente. Foi uma perda irreparável não só para mim mas para todos os que compartilhavam de sua proximidade, incluindo aí todo o município de Franca, a morte do jornalista Corrêa Neves. O mesmo Corrêa Neves que conheci no dia 28 de junho de 1980, um sábado. Foi a primeira vez que o vi e, nos 25 anos seguintes, tivemos uma convivência estreita que, além da relação patrão-empregado, acabou se tornando uma relação pai-filho, irmão-irmão, amigo-amigo. Não vou dizer aqui e sempre foi tudo às mil maravilhas. Mas foi uma convivência normal, entre duas pessoas que se respeitavam e que tinham o mesmo propósito: fazer o melhor jornal possível dentro das limitações da época, tanto tecnológicas quanto de material humano. Corrêa Neves foi um grande professor, responsável por toda a minha formação profissional. Foi quem deu-me todas as chances de aprender e crescer dentro do &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt;. Ensinou-me e transmitiu-me toda a sua experiência de repórter e jornalista — e ele sempre dizia que era, antes de tudo, repórter. Um dia, disse-me a razão de nossa relação (mais do que profissional, volto a destacar) ter dado certo: "Sidão (como todos me chamam), enquanto eu coloco fogo você vai lá e apaga". Pois era assim: Corrêa Neves, o sêo Corrêa, era mesmo intempestivo e apaixonado pelo que fazia. Se não gostava de alguma coisa, deixava bem claro, sem se preocupar com as conseqüências. E muitas vezes, eu acabava contornando o problema. Por isso, aquele dia 18 de agosto está indelevelmente marcado dentro de minh'alma como um dos mais doloridos de toda minha vida. Ver inerte, dentro de um caixão, o homem vigoroso, que não se detinha diante dos obstáculos, foi doloroso. E, até hoje, não me furto a lembrar de suas ações e das muitas histórias que me contou. Hoje, sem Corrêa, ainda continuo aqui, vendo seu filho Corrêa Neves Júnior (que conheci quando garoto) seguindo os passos do pai, com as mesmas determinação e paixão pelo &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;e pela cidade. E também dona Sônia (Machiavelli Corrêa Neves), a quem admiro a cada dia mais pela capacidade, inteligência e, sobretudo, afabilidade. Eu e o &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt; continuamos juntos, um ano depois, sentindo falta daquele que foi tão marcante em nossas vidas. Confesso que nos últimos meses de sua vida, não o vi. Não suportava a idéia de ver debilitado aquele homem que chegava ao &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;ainda de madrugada, para acompanhar a impressão e distribuição do jornal aos entregadores e banqueiros, saindo muitas vezes só na madrugada seguinte, depois de acompanhar todo o processo de produção, dos anúncios ao fechamento da primeira página. Acovardei-me, de uma forma que Corrêa Neves não faria. Esta foi uma de suas lições que, infelizmente, não aprendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115577948879580095?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115577948879580095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115577948879580095&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115577948879580095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115577948879580095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/08/um-ano-de-saudade.html' title='UM ANO DE SAUDADE'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115542902630702354</id><published>2006-08-12T21:25:00.000-03:00</published><updated>2006-08-19T18:23:07.416-03:00</updated><title type='text'>MINHA CASA E OS 27 GATOS (2)</title><content type='html'>Como disse no post anterior, cresci rodeado de felinos. Foram pouco mais de cinco anos morando na pracinha (como chamávamos na Usina Junqueira, já que o jardim era a praça maior, enorme mesmo como não vi igual em lugar nenhum até hoje) com aquela gataiada miando adoidado ao primeiro cheiro de carne (ou só com o barulho da faca sendo amolada). Mamãe adorava aqueles felinos e tinha predileção por dois: um, o Tigrinho, que acabou morrendo (junto com os 60 galináceos que mamãe criava no galinheiro) ao ingerir farelo de milho (que tinha sido contaminado por um herbicida poderoso ao ser armazenado, o BHC, descobrimos depois). O outro era o Cat, que como o Chaninho da rua quatro também tinha duas casas. O Tigrinho - um gato rajado, branco e cinza, cujo desenho da pelagem lembrava muito um tigre - um dia seguiu minha mãe desde o escadão (duas ruas abaixo da pracinha) até nossa casa e nunca mais saiu. Era um gato brincalhão e inteligente que, com o tempo, passou a ser o guardião do galinheiro: agia como um pastor, colocando para dentro do galinheiro os pintainhos que fugiam pela malha grossa da tela que cercava o local. E isso sem machucar nenhum deles. Além disso, dividia com eles a ração (o tal farelo de milho) com as galinhas: minha mãe molhava o farelo com água e colocava no cocho: o Tigrinho comia do lado de fora e as galinhas, dentro do galinheiro. E conviviam pacificamente. Um dia topamos com ele miando desesperadamente atrás da porta da cozinha, onde mamãe colocava bolas de mortadela, salsichas e linguiças, os quais utilizava para fazer lanches e salgados que vendia na cantina da quadra. Ele miava na esperança de que, a partir daquela ação, algum deles caísse. O que, obviamente, nunca aconteceu. Já o Cat, que antes de nos mudarmos da Usina já tinha trocado de donos também (se não me engano, bandeou-se para a casa da Jacira - acho que o nome era este -, mãe do Adriano, filha do sêo Izaltino), era o mais eficiente guardião das carnes que minha mãe comprava. Mamãe costumava comprar ossos de vaca ou boi para fazer sabão. Lá na Usina, antes da inauguração do supermercado, eles vinham cheios de carne que mamãe tirava para fazer sopas e outras iguarias... Atualmente, os ossos vêm totalmente descarnados, o que não acontecia no açougue da usina naquela época. Pois bem: ela costumava comprar em grande quantidade, colocando num saco de linho que, ao chegar em casa, colocava no chão da cozinha "de dentro" (havia ainda a cozinha "de fora", com um reluzente fogão de lenha), do lado da pia. Aí, o Cat deitava-se do lado (com o saco inteiramente aberto) e não deixava nenhum gato se aproximar para atacar a carne. E bem que eles tentavam, mas o gato usava a força para rechaçar todos. Mesmo minha mãe colocando um osso cheio de carne na frente dele, o Cat continuava ali, defendendo a carne. Ele só comia (e, aí, que nenhum outro chegava perto) quando minha mãe autorizava. Gato de responsa, esse heim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115542902630702354?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115542902630702354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115542902630702354&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115542902630702354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115542902630702354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/08/minha-casa-e-os-27-gatos-2.html' title='MINHA CASA E OS 27 GATOS (2)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115517499159718225</id><published>2006-08-09T22:37:00.000-03:00</published><updated>2006-08-12T00:53:49.400-03:00</updated><title type='text'>MINHA CASA E OS 27 GATOS (1)</title><content type='html'>Já falei aqui sobre gatos e até que tivemos vinte e sete deles. Uma gataria federal. Hoje, estava eu quieto no meu canto quando comecei a me lembrar de alguns deles, que tinham particularidades interessantes. O primeiro gato que eu tive (e já tinha que 'dividi-lo' com a dona Varina, que morava duas casas acima da minha, na rua Quatro) foi o Chaninho. Um gato tranqüilo, bem gordo, que dormia praticamente o dia todo. Eu tinha por volta de cinco anos quando resolvi que era barbeiro e iria cortar os bigodes de Chaninho. Imaginei, resolvi e executei. Não sei se por causa da minha intervenção, o Chaninho nunca mais foi o mesmo. Ficou ainda mais preguiçoso e dorminhoco, não servindo nem para caçar um simples camundongo: um dia, um deles saiu correndo de um quartinho que tínhamos no quintal de casa, onde mamãe armazenava farelo de milho e milho em grãos para as galinhas, passou a um palmo do focinho do Chaninho, que placidamente dormia no quintal aproveitando o sol da manhã, e ele só acompanhou a trajetória do bicho, nem se mexendo. Depois disso, o Chaninho passou a espaçar mais suas visitas à nossa casa, acabando por se bandear para a casa de dona Varina, onde a comida era mais abundante e não havia um moleque como eu a lhe cortar os bigodes ou a levá-lo para tomar banho numa bacia. Mais tarde, isso na década de 70, mudamo-nos para a casa número nove da pracinha (Praça Sinhá Junqueira). Assim que nos estabelecemos, mamãe percebeu que havia ali um gato angorá preto, totalmente arisco, que vivia rosnando para nós. Nossa surpresa foi alguns meses depois, quando descobrimos que o gato preto (que nominamos Pretinho) era uma gata. O nome ficou e esta gata foi responsável pelo aumento da população felina na nossa casa. Ela era insaciável: nem bem paria uma ninhada, já estava esperando outra. E foram nascendo os bichos, que minha mãe sempre batizava: lembro-me de Tufão, Tuim, Rajá e vários outros. E o (a) Pretinho continuava arisco, mas aceitando a aproximação da minha mãe, a quem acompanhava até a padaria, que ficava na esquina da praça, rosnando como se fosse uma pantera negra para quem se aproximava. Pretinho não aceitava que seus filhotes se tornassem dóceis, chegando a bater em alguns que iam aos colos de todos, esfregando-se nas pernas do mais próximo. Uma cena, pra mim, é marcante: minha irmã, Luci, usando uma daquelas calças do início da década de 1970 (chamada pantalona, de boca de sino e feita com um tecido grosso, da cor verde), amolando a faca no tanque para cortar bifes e uma infinidade de gatos em volta dela. À primeira afiada da faca na pedra, saíam gatos de todos os locais imagináveis e inimagináveis, de todos os tamanhos, cores e raças. Os filhotinhos chegavam a subir pela calça da minha irmã, com suas garrinhas afiadas, para ganhar nacos de carne primeiro. A visão daquele mundo de pelos e o barulho dos miados acabou gravando-se na minha retina de forma indelével. Da próxima vez, prometo falar mais dos gatos da dona Altiva, inclusive alguns que se tornaram quase parte da família (o Cat e o Tigrinho), que tinham atitudes surpreendentes para animais irracionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115517499159718225?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115517499159718225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115517499159718225&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115517499159718225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115517499159718225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/08/minha-casa-e-os-27-gatos-1.html' title='MINHA CASA E OS 27 GATOS (1)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-115353527379512762</id><published>2006-07-21T23:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T23:27:53.806-03:00</updated><title type='text'>MAIS UMA DO BABÃO</title><content type='html'>Meu irmão Eurípedes, o 'Babão', era uma pessoa completamente irresponsável. Na maioria das vezes, não media as conseqüências do seu ato. Como numa vez em que amarrou um garoto que queria ir com ele e os amigos à beira do rio Grande (ele gostava de atravessar o enorme rio a nado) e o atirou dentro d'água, quase matando o garoto afogado (os amigos retiraram o menino do rio). Quando morávamos na rua 4 e papai era o "mestre" da escola de samba da Usina (tem fotos deste tempo no Fotoblog do Luizinho), normalmente os ensaios eram na nossa casa que, mesmo pequena, recebia os abnegados que gostavam do samba e formavam a bateria da escola. Isso por volta de 1968, 1969. Lembro-me do Antônio dos Santos, do Iraílton (que ensinou-me a sambar, coisa que os anos e os quilos a mais foram tirando), do Oswaldo Júlio e do irmão dele, meu padrinho Mapuaba (Deolindo Valério) e muitos mais. Pois aconteceu o ensaio e o José Wilson, vizinho como outros garotos, estava lá apreciando. Findo o ensaio, Babão e os amigos decidiram ir ao rio Grande para nadar. E foram dispensando as crianças, uma a uma. José Wilson insistiu em ir e meu irmão sempre negando. Quando todo mundo saiu de casa, mamãe percebeu que José Wilson estava sentado na cama do Babão. Sentado, quieto, com as mãos para trás, olhando fixamente para ela, com um cobertor sobre as pernas. Ela conversava com ele e o garoto (devia ter uns treze, 14 anos, se não menos), olhos arregalados, só ouvindo. Encafifada com aquilo, ela foi chegando perto e aí percebeu: ele estava com as mãos para trás, amarradas, o mesmo acontecendo com os pés. Depois de desamarrado por mamãe, José Wilson, ainda bastante assustado, saiu correndo pra casa dele, que era vizinha à minha (a casa de baixo, como falávamos). Foi a forma que o Babão encontrou de impedir que o garoto o seguisse até as margens do Rio Grande. Mais tarde, admoestado por mamãe, ele ria sem parar, afirmando que ou era aquilo ou era jogar José Wilson amarrado dentro do rio. Esta foi só uma das que mamãe teve de suportar com seu filho mais velho e irresponsável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-115353527379512762?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/115353527379512762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=115353527379512762&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115353527379512762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/115353527379512762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/07/mais-uma-do-babo.html' title='MAIS UMA DO BABÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114824151178091907</id><published>2006-05-21T16:54:00.000-03:00</published><updated>2006-05-24T18:53:30.316-03:00</updated><title type='text'>POR CAUSA DAS ABELHAS</title><content type='html'>Depois das boas lembranças das pescarias no Rio Grande, lembrei-me de um fato ocorrido na Usina Junqueira em meados de 73. Tinha eu meus onze anos e papai resolveu ir pescar no pequeno córrego que passava a umas centenas de metros de casa, do lado da antiga máquina de arroz, separando a Usina da colônia Gordurinha (acho que era isso mesmo). Carregando toda a tralha (varas, linhas, chumbadas, minhocas e as sacolas de nylon para guardarmos o produto da pescaria), descemos a rua da Pracinha, entramos pelo portal que levava à máquina de arroz e aos fundos do supermercado e da padaria. Contornamos o velho prédio da antiga máquina de arroz e ao tomarmos uma picada que dava para o córrego (que chamávamos de córguim), fomos surpreendidos: um batalhão de abelhas atacou a mim e a meu pai, o que nos fez voltarmos correndo pra casa. E entre zumbidos, picadas e gritos (meus, claro!), tentávamos fugir da ferocidade daquele enxame. E eu fiz o pior: tirei o chapéu e as abelhas atacaram-me todo, cabeça, rosto, pernas (usava uma bermuda)... Subimos a rua da pracinha e quem estava longe não entendia a nossa correria e meus gritos. Os curiosos acabaram batendo na nossa casa, pra saber o que tinha acontecido. E encontraram mamãe correndo de mim para papai, tirando ferrões e colocando anil onde as abelhas tinham picado. Imagina que gracinha eu fiquei! Todo melecado de azul, boca inchada e cabeça cheia de caroços. Com a molecada (todos atletas dos times de futebol de salão de meu pai), chegou-se ao consenso: a pescaria não acabaria ali. E descemos todos para o Rio Grande, tralhas na mão (papai tinha dezenas de varas de pescar de bambu), fizemos a festa no "Paicambu", com quilos e quilos de lambaris (enormes), piaus, piaparas, mandis e bagres, além de cascudos. Que todos nós limpamos e mamãe fritou, para a festa da molecada e alegria de meu pai. Mais tarde descobrimos a razão da fúria das abelhas: o Luizão Beiçudo (sempre ele) tinha acertado a colméia delas com uma certeira pedrada, minutos antes que eu e papai passasse por ali. Como as abelhas não encontraram o autor da façanha, que estava bem escondido, sobrou pra nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114824151178091907?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114824151178091907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114824151178091907&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114824151178091907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114824151178091907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/05/por-causa-das-abelhas.html' title='POR CAUSA DAS ABELHAS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114816474722406535</id><published>2006-05-20T19:20:00.000-03:00</published><updated>2006-05-20T19:39:07.236-03:00</updated><title type='text'>DE PESCARIAS E CAÇADAS</title><content type='html'>Alegria, para a molecada da Usina Junqueira, era pescar no "Paicambu" (era assim que todos chamavam), um ponto no Rio Grande onde todo o esgoto das residências era atirado. Ali se pescava muito, principalmente lambaris que muitos usavam como iscas mas que, para mim, serviam mesmo para exibir em casa o quanto tinha pescado. Aliás, é bom dizer, nunca fui para o "Paicambu" sozinho, embora fosse fácil chegar lá e não se andasse mais do que um quilômetro. Obediente, ia sempre em companhia de meu pai. E foi dentro de um supermercado que acabei lembrando-me das pescarias e de papai. Estava com a Preta e a Drica fazendo compras quando vi, no balcão refrigerado de peixes, algumas bandejas com piaus, um peixe característico daquele trecho do Rio Grande que era uma das alegrias de minha infância. Quando pescava com papai, ele sempre pescava vários piaus e piaparas, de tamanho médio, os quais mamãe preparava com a competência que sempre teve na cozinha. Voltando àqueles tempos, lembro-me que eu e minha irmã disputávamos para ver quem pegava mais lambaris de rabo vermelho, que eram mais raros, acho eu. A maioria eram lambaris de rabo amarelo, creio. Pois eu conseguia pescar também mandis chorões, bagres e cascudos, além dos já citados piauzinhos e piaparas. Um dos peixes que eram bem raros e fazíamos uma algazarra tremenda era uma espécie que tinha uma barata branca dentro da boca (sei lá qual era o nome do espécime). Depois de uma tarde pescando ali no "Paicambu", voltávamos para casa carregados, pois a pescaria era sempre abundante. Centenas de lambaris graúdos (os pequenos eram devolvidos à água, tal era a abundância de peixes ali), além de cascudos, piaus, bagres e mandis, entre outros, eram despejados no tanque e ali tínhamos a árdua tarefa de limpar os peixes: mamãe preparava o petisco, mas os pecadores tinham que limpar. Era uma festa que nunca mais, depois que deixamos a Usina, pudemos repetir. Lembro-me que, de vez em quando, um dos Guitarraras (pescadores exímios) presenteava mamãe com um dourado ou papa-terra de bom tamanho, que se transformavam no peixe ao molho de tomate mais gostoso que já comi na vida (e que ainda vou conseguir fazer igual, prometo sempre!). Outra vez, mamãe recebeu uma "fieira" de rolinhas abatidas por um caçador da Usina (também acho que era um dos Guitarrara) que ela preparou depois que tiramos todos os chumbinhos das aves. Ali na Usina comi também rã, preá e até tatu, que minha mãe preparava sem reclamar mas nunca comia. Tinha uma panela que ela usava somente para fazer estas carnes exóticas e onde não cozinhava nada que ela fosse comer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114816474722406535?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114816474722406535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114816474722406535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114816474722406535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114816474722406535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/05/de-pescarias-e-caadas.html' title='DE PESCARIAS E CAÇADAS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114385355597032183</id><published>2006-03-31T22:04:00.002-03:00</published><updated>2011-08-14T22:24:21.505-03:00</updated><title type='text'>PARABÉNS PRA NÓS</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Não poderia deixar de comemorar, mais uma vez, com vcs todos. A confirmação é do Ibope, o mais conceituado e respeitado instituto de opinião pública do País, que acaba de divulgar os números da mais recente pesquisa de rádio e jornal feita em Franca. O levantamento foi realizado entre os dias 6 e 13 de março e ratifica o tri-campeonato do &lt;strong&gt;Comércio da Franca&lt;/strong&gt; e da rádio Difusora. Pela terceira vez consecutiva os dois órgãos de comunicação, que passaram a integrar o mesmo grupo há um ano, ganharam o Ibope com ampla diferença para os concorrentes. Foi de goleada. O &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt; obteve 86,61% da preferência dos leitores. Uma grande notícia um dia antes de se completar os 33 anos que o jornalista Corrêa Neves adquiriu o Comércio da Franca. "A confirmação de que somos líderes incontestáveis não poderia vir em melhor hora", comentou Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração. Entre as rádios, a Difusora ampliou ainda mais sua liderança na cidade. Segundo o Ibope, a emissora detém 44,46% da preferência dos ouvintes. A Imperador aparece em segundo lugar com 26,27%, enquanto a Hertz ficou em terceiro com 25,48%. No último levantamento divulgado em novembro, a Difusora já era líder com 41,4%. A Imperador e a Hertz estavam nas mesmas colocações: 29,6% contra 27,19%.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114385355597032183?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114385355597032183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114385355597032183&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114385355597032183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114385355597032183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/03/parabns-pra-ns.html' title='PARABÉNS PRA NÓS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114351370293534024</id><published>2006-03-27T23:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-27T23:41:42.936-03:00</updated><title type='text'>ECOS DA INFÂNCIA</title><content type='html'>Foi com grande alegria que recebi um comentário do Altayr Ribeiro da Silva. É o pai da Darlene, lá da Usina Junqueira, com quem estudei no Grupo Escolar "Quito Junqueira". Nós sempre estávamos nas classes chamadas "fortes". Na foto que publiquei em post anterior, de toda a classe do quarto ano, alunos da dona Marlene, está ela lá, com muitos outros que, infelizmente, nunca mais vi depois que deixei a Usina. Então, ao ver o comentário do Altayr, minha mente viajou para o início da década de 70, para um pedaço mágico da Usina: a Praça Sinhá Junqueira, a que chamávamos de pracinha, ali onde morávamos eu, a Darlene e família, Dunga e família, Zé Pitolé e muitos mais. Um tempo que passou mas que não me vem à memória melancolicamente, não. Vem de forma muito terna, feliz e sólida, mostrando que tudo o que passei contribuiu para a minha formação futura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114351370293534024?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114351370293534024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114351370293534024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114351370293534024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114351370293534024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/03/ecos-da-infncia.html' title='ECOS DA INFÂNCIA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114175426946452246</id><published>2006-03-07T14:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-22T23:41:11.870-03:00</updated><title type='text'>UM DIA NA GRUTA</title><content type='html'>Só quem é dali da região, conhece. A Gruta de Sacramento. Localizada no município de Sacramento, em Minas Gerais, perto de Igarapava, é famosa pelas várias conexões entre seus compartimentos, responsável pelo desaparecimento de vários valentões que ousaram desafiá-la. Consta que apenas uma pessoa conseguiu entrar, atravessá-la e sair numa abertura existente no topo da concha. Pois é isso que a famosa gruta me parecia: uma concha escavada na pedra, com duas piscinas construídas pelo homem mas várias bicas d'água puríssima e cristalina escorrendo pelas pedras. Deve ter sido em 1967 quando meu pai e outros, ali da Usina, resolveram fazer uma excursão à Gruta, não muito longe de onde morávamos. Dois ônibus foram fretados: o famoso "pescocinho" (um fenemê já velho mas que era a alegria da garotada) e mais um, mais novo, os dois do Fued Maluf (que hoje enfrenta um processo como mandante do assassinato do ex-prefeito de Igarapava, o Giriri). E fomos para a Gruta, que naquela época não contava nem com um funcionário para instruir os visitantes. E a entrada da traiçoeira gruta com o seu labirinto também não tinha grades, como ocorre hoje. Lembro que a viagem foi uma festa. Todo mundo cantando e brincando até o fim da viagem (um acesso de estrada de terra bastante difícil). Lembro-me da minha mãe mostrando-me pés de ipês todos floridos, coloridos: flores roxas, brancas e amarelas. Havia uma profusão deles por todo o caminho. Quando chegamos lá, encontramos duas piscinas, uma bem pequena, redonda, protegida pela concha formada pela gruta. Outra, retangular, já fora daquela proteção, só que ainda inacabada, com o piso todo desnivelado e cheio de pontas. Uma delas, aliás, cortou-me o joelho, deixando uma cicatriz que carreguei por muitos anos, obrigando-me a ficar na piscina pequena, levando a Luci a reboque (e ela não gostou nadinha). Foi um dia daqueles, de farofeiros mesmo. Atacamos o frango assado que mamãe sempre costumava levar em viagens assim, rechado de farofa. À certa altura, o rebuliço: cadê o Babão? Mais uma vez o Eurípedes, embriagado, tinha aprontado. Entrara na gruta, a despeito de toda recomendação, e não tinha saído... Minha mãe ficou em pânico e o meu pai, coitado, não sabia o que fazer. Quando ele se preparava para entrar, a despeito das ponderações de mamãe, quem surgia todo sujo pela entrada da Gruta, dizendo que tinha conseguido entrar e sair sem perder? Ele mesmo, o Babão, para alívio de todos que ali estavam. Porém, não ficou sem chumbo, porque dona Altiva deu-lhe um sermão daqueles, intermináveis... Mas acha que ficou nisso? No retorno, resolveram passar por Sacramento, para desespero do único comerciante, dono de um armazém (naquela época se abriam lojas aos domingos, sim), que mantinha as portas abertas. Eurípedes, Oswaldo Júlio, Silvinho, Antônio dos Santos e Iraílton, uma turma da pesada (bem sabem os que o conheceram)  acabaram com o estoque de chapéus de palha do armazém, sem pagar um tostão. E este assunto acabou dominando a viagem de volta, onde a animação já não era grande depois de um longo dia de diversão — e preocupação também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114175426946452246?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114175426946452246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114175426946452246&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114175426946452246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114175426946452246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/03/um-dia-na-gruta.html' title='UM DIA NA GRUTA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-114014676157133115</id><published>2006-02-17T00:50:00.000-02:00</published><updated>2006-07-15T17:19:17.516-03:00</updated><title type='text'>MAIS LEMBRANÇAS</title><content type='html'>Quando olho para trás, os 43 anos vividos (próximo dos 44, no dia 26 de fevereiro) parece que passaram num piscar de olhos. Ainda me vejo nas ruas de cascalho da Usina Junqueira (quando saí de lá, ainda não haviam calçado). Vejo-me ainda na rua 4, número 20. Na casa à esquerda, morava a família do seu José Tonasso (era isso mesmo? Desculpem, mas de vez em quando minha memória falha, por causa do Diabetes), pai do Carlinhos, da Carmem Lúcia. Havia ainda um irmão mais velho, cujo nome não me lembro... Do lado direito, Casa da Dona Lica e do seu Juvenal, com os irmãos Caonca, Neusa e Creuza (irmãs gêmeas, mas de gênios completamente oportos) e a Nilda, mais nova. Em frente, morava dona Mercedes, mãe do Ivã e a nossa televizinha (o aparelho de televisão entrou em nossa casa apenas em 1975, quando já morávamos em Franca). Lembro-me da dona Maria "Vira Saco" e seu marido, que irritava minha irmã, Luci, chamando-a de "Catilina". Adãozinho morava na mesma rua (e com ele tentei aprender a tocar violão, mas acho que o pendor para as letras impediu a existência de algum talento para a música; o professor era ótimo, mas o aluno...). Ainda na rua 4 havia a dona Varina (vizinha da dona Lica), mulher do sêo Luiz e que tinha um casal de filhos. Sua paixão eram os gatos. Ainda moravam ali o Donil (ás no piston e trompete, tendo sido um dos Dez de Ouros do Mancini). Mais embaixo, moravam o Nem (que perdeu um braço nas moendas da Usina e isso não o impediu de jogar basquete e futebol de salão, no gol), a Lena, irmã dele (grande amiga de Luci). Na esquina morava o pai do Valdir (não consigo me lembrar o nome dele, em cuja casa eu e meu pai vimos os jogos da Copa de 70; na execução do Hino Nacional, ele exigia que todos ficassem de pé e ouvissem o Hino reverentemente). O Valdir, garoto magro e esperto, foi um dos craques do time de futebol de salão do meu pai. Lembro-me do João Nirschl, já no quarteirão de cima, com os seus "bonecões de carnaval" e os pirulitos inimitáveis que eram a coqueluche entre garotos e adultos. Havia ainda o pai da Tânia, que eu e a Luci chamávamos de padrinho... Muito mais gente morava na rua quatro, como os Guitarrara, dos quais me lembro apenas do Paulo, que acho que era mais ou menos da minha idade. Lembro ainda do Bolão cujos filhos, Samuel e Tonico eram craques do basquete. Bolão era ídolo de toda garotada: além de vender um bauru inigualável nos jogos da quadra, cada um embrulhado em papel manteiga, também era responsável pela projeção dos filmes no clube existente na Praça Sinhá Junqueira. Com apenas um projetor, a sessão era interminável com os vários intervalos pra trocar os rolos de filme. Cidinho e Paraná, além dos irmãos, também moravam neste segundo quarteirão. Desculpem a nostalgia, mas não posso me furtar a lembrar destas pessoas que, de alguma forma, passaram pela minha vida e se tornaram inesquecíveis, fazendo-me voltar ao final dos anos sessenta, quando eu tinha entre cinco e oito anos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-114014676157133115?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/114014676157133115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=114014676157133115&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114014676157133115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/114014676157133115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/02/mais-lembranas.html' title='MAIS LEMBRANÇAS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113814676394235184</id><published>2006-01-24T21:50:00.000-02:00</published><updated>2006-04-14T02:20:30.846-03:00</updated><title type='text'>OBSERVANDO...</title><content type='html'>Acho que tornei-me jornalista por conta da minha curiosidade e mania de observação que até hoje trago bastante aguçadas. Pois andando de ônibus, nos últimos tempos, fico a olhar as pessoas que entram e saem do coletivo e fico a imaginar suas vidas, histórias e motivações. Dia destes (acho que ainda no final de dezembro), uma figura peculiar entrou no ônibus. Uma senhora, de cerca de 60 anos, magra (tipo maracujá de gaveta, mesmo), usando um conjunto amarelo de malha prá lá de esquisito: uma calça que mais parecia de pijama, uma camisa idem e sobre tudo isso uma espécie de capote, que chegava ao joelho, no mesmo tecido e com bolsos em profusão, todos eles cheios, dando-lhe uma aparência extraordinariamente ridícula. Porque cada bolso parecia uma capanga daquelas da minha infância, a qual enchíamos de coquinhos ou então de guloseimas várias. Ela conversava com o motorista e percebi que o brasileiro é mesmo arguto: seu apelido era Filó, personagem que Gorete Milagres deixou famosa em programas humorísticos do SBT. E não é que ela era a própria? Fiquei pensando se teria família e a opinião deles quanto ao seu figurino. O que faria da vida, o que falaria pra seis familiares e outras coisas mais... Continuando a viagem,  a gente vai olhando e observando o que vai entrando (embora eu utilize o ônibus num horário de pouco movimento). Alguns sérios, carrancudos, como se tivessem brigado com o mundo, enquanto aparecem outros rindo desbragadamente, também sem uma razão aparente. São pessoas, seres humanos, com suas alegrias, frustrações e sentimentos. Por outro lado, houvesse outro observador como eu naquele ônibus, fico imaginando o que estaria vendo em mim, um cara gordo, de chinelos, ocupando quase dois bancos e que não passa na roleta senão entala!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113814676394235184?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113814676394235184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113814676394235184&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113814676394235184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113814676394235184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2006/01/observando.html' title='OBSERVANDO...'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113583116531533433</id><published>2005-12-29T02:08:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T03:33:19.310-02:00</updated><title type='text'>DE NATAIS E ANOS-NOVOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto4nova.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto4nova.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me os amigos, mas a coisa esteve meio feia nas últimas semanas. Passei por uma série crise de cabeça oca: nada me vinha e nada me impelia a encarar o teclado e voltar a postar por aqui. Só hoje tive ânimo e vontade de voltar a escrever e postar, depois de uma passada no blog do Luizinho (as fotos novas da Usina deixaram-me com o coração apertado) e no da Sonia, um prazer que eu estava esquecendo. Pois esta época do ano acaba me deixando bastante "down", pra baixo mesmo, ao lembrar Natais passados e alguns Anos-Novos, sendo um deles bastante trágico, marcante e triste. Pois antes, vamos ao Natal. As grandes lembranças que tenho são do almoço de domingo em nossa casa na casa número 20 da rua 4 da Usina Junqueira. Ali, chegavam vovó, vovô, tios, tias e primos, a maioria deles da parte do meu pai. Mamãe, no seu fogão de lenha, fazia maravilhas, como uma macarronada divina, frangos assados maravilhosos e um pernil de porco inesquecível. Sem nos esquecermos do arroz de forno (era tradicional no Natal e Ano Novo em casa) e outras iguarias, que desembocavam no melhor manjar de coco que já comi na vida como sobremesa. Mas a memória se aviva quando penso na véspera do Natal, quando recebíamos os presentes do Papai Noel (mais tarde, fiquei sabendo que haviam dois: meu pai e o Bolão, figura bastante popular na Usina). Aí na foto eu devia ter entre quatro e cinco anos, quando ganhei o tratorzinho da foto. No ano seguinte, ganhei um jipe. Os dois da Brinquedos Bandeirante, como já não se faz nos plastificados dias de hoje. Quando o almoço de Natal era na casa da vovó, em Igarapava, o do Ano Novo era na nossa casa na Usina. Só este almoço marcava, porque não ficávamos acordados até tarde. Mesmo no Natal, éramos acordados com a chegada do Papai Noel. Porém, a tristeza do Ano Novo ocorreu no primeiro dia do ano de 1981. Meu irmão mais velho, Eurípedes, era policial militar em Minas Gerais e não pôde vir a Franca, onde já morávamos, para passar as festas com a gente. No Natal, tudo correu normalmente e, no Ano Novo, meus irmãos (Hamilton, Gérson e Wilson) decidiram fazer um churrasco em casa. Pois durante toda a madrugada, mamãe se mostrava bastante melancólica, numa tristeza que não era sua natureza, sempre expansiva e alegre. Era madrugada alta quando fomos dormir. Meu pai, que sempre acordava cedo, estava na manhã do dia seguinte no arremedo de jardim que tínhamos em frente de casa quando encostou um camburão da Polícia Militar. E um dos policiais desceu e perguntou se ali morava Sidnei José Ribeiro. Papai disse depois que ficara com a pulga atrás da orelha, porque no dia anterior eu chegara num opala da PM em casa (acontece que eu já trabalhava no jornal, tinha vários PMs no meu círculo de amizades e um deles, que estava de serviço e iria patrulhar meu bairro, me oferecera carona). Logo quis saber do meu parentesco com Eurípedes José Ribeiro e, com uma delicadeza de elefante numa loja de cristais, detonou a bomba: "O senhor é pai do Eurípedes. Olha, não adianta eu dizer outra coisa porque vocês vão chegar lá e saber da verdade: seu filho Eurípedes morreu!" E explicou que chegara ao nosso endereço graças ao cartão de Natal que eu havia enviado ao meu irmão mais velho. Todos em casa fomos acordados com a notícia e passamos o mais angustiante primeiro dia de ano de todos. Além de uma viagem de mais de 400km (meu irmão estava morando numa cidadezinha chamada Santa Juliana, próxima de Patrocínio de Minas), não conseguimos cumprir o pedido que o Pim (como o chamávamos, os demais o chamavam de "Babão") havia feito em vida, ou seja, ser sepultado no cemitério de Igarapava: não havia médico ali em Santa Juliana para assinar os documentos de permissão para a viagem. Até hoje Eurípedes está lá, no cemitério daquela cidadezinha, sob a placa de bronze que mamãe mandou confeccionar e levou um tempo depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113583116531533433?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113583116531533433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113583116531533433&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113583116531533433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113583116531533433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/12/de-natais-e-anos-novos.html' title='DE NATAIS E ANOS-NOVOS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113234741815082391</id><published>2005-11-18T18:46:00.000-02:00</published><updated>2006-01-04T19:20:05.690-02:00</updated><title type='text'>NÃO ERRE MAIS</title><content type='html'>Este post é uma republicação do texto publicado pelo jornalista Moacyr Japiassu no seu Bogstraquis e que considero importante colocar aqui, ainda mais seguindo apelo do próprio autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo já viu e ouviu estas bobagens bilhões de vezes; agora, uma boa alma se preocupou em nos ensinar o caminho das pedras. (MOACIR JAPIASSU PASSOU O LÁPIS E ACRESCENTOU ALGUMA COISINHA)&lt;br /&gt;NÃO DIGA: Menas (sempre menos)&lt;br /&gt;Iorgute (iogurte)&lt;br /&gt;Mortandela (mortadela)&lt;br /&gt;Mendingo (mendigo)&lt;br /&gt;Trabisseiro (travesseiro)&lt;br /&gt;Trezentas gramas (é O grama e não A grama)&lt;br /&gt;Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade)&lt;br /&gt;Cardaço (cadarço)&lt;br /&gt;Asterístico (asterisco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lembre-se também:&lt;br /&gt;Mal - Bem&lt;br /&gt;Mau - Bom&lt;br /&gt;A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar&lt;br /&gt;O certo é CUSPIR e não GOSPIR.&lt;br /&gt;O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.&lt;br /&gt;Se v. estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino!&lt;br /&gt;O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.&lt;br /&gt;Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA&lt;br /&gt;O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.&lt;br /&gt;"FAZ dois anos que não o vejo" e não " FAZEM dois anos".&lt;br /&gt;POR ISSO e não PORISSO.&lt;br /&gt;"HAVIA muitas pessoas no local" e não " HAVIAM"&lt;br /&gt;"PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."&lt;br /&gt;PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA (deixe isso para o Zé Dirceu)&lt;br /&gt;A PARTIR e não À PARTIR&lt;br /&gt;Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, pra mim comprar ou para mim comer (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu eles, nós, vós, eles")&lt;br /&gt;Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (dó, ré, mi, etc. etc.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pronúncias:&lt;br /&gt;CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka, etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura.&lt;br /&gt;HALL é RÓL e não RAU, nem AU&lt;br /&gt;Quem pronuncia FLUÍDO é um cretino&lt;br /&gt;GRATUÍTO é marca registrada de analfabetismo&lt;br /&gt;BENEFICIÊNCIA é... é... é a mãe!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:&lt;br /&gt;Não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando e sim eu vou MANDAR, vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO).&lt;br /&gt;Da mesma forma é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO? Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?&lt;br /&gt;Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário&lt;br /&gt;Por último de novo, "tinha chego". Na língua culta, o verbo chegar apresenta apenas o particípio regular. TINHA CHEGADO parece que está errado, mas TINHA CHEGO é ignorância demais. (Copie e envie aos seus amigos e inimigos. Se circula tanta bobagem pela internet, por que não circular coisa útil?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113234741815082391?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113234741815082391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113234741815082391&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113234741815082391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113234741815082391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/11/no-erre-mais.html' title='NÃO ERRE MAIS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113233547914643551</id><published>2005-11-18T15:36:00.000-02:00</published><updated>2005-11-19T15:08:49.216-02:00</updated><title type='text'>DESILUSÕES DA INFÂNCIA</title><content type='html'>Num dos últimos posts posso ter deixado uma impressão errada sobre meu pai. Sistemático e turrão, ele também sabia ser generoso e paciente. Afinal, por anos a fio, dividia com o Bolão, na Usina Junqueira, a função de Papai Noel oficial. Os dois percorriam todas as casas distribuindo para as crianças os presentes que os pais tinham comprado. Houve época em que os presentes eram da Usina. São tempos mágicos dos quais não me esqueço. Mas a magia acabou por conta da sagacidade do Gérson.&lt;br /&gt;Eu e Luci morríamos de medo do Papai Noel (e meu pai o fazia um velhinho na verdadeira acepção da palavra; alegre sim, mas velho, dizia ele que sempre se recusou a fazer o Ho-Ho-Ho característico). Quando ele entrava em nossa sala, nos encolhíamos num canto do sofá. Um dia, eu devia ter uns cinco ou seis anos (e o Gérson sete ou oito e a Luci seis ou sete), na véspera do Natal, o Gérson disse que papai era o Papai Noel. A gente duvidou e ele repetiu: "é o papai sim; quando ele chegar, olhe nos sapatos e no relógio". Batata: à noite confirmávamos, para nossa tristeza, a realidade. E não ficamos calados... No dia 25, falamos tudo para mamãe e, a patir daí, nunca mais tivemos Papai Noel. Esta foi, pelo que me lembro, a primeira de muitas desilusões e decepções nesta minha caminhada de 43 anos pela vida.&lt;br /&gt;A primeira desilusão amorosa, eu me lembro muito bem. Só vou não vou citar o nome da garota aqui para não criar melindres. eu devia ter uns 8 ou 9 anos quando, numa cerimônia de casamento na lindíssima Capela de São Geraldo, na Usina Junqueira, eu a vi entrar. A dama-de-honra imediatamente atraiu minha atenção. Nunca tinha visto aquela menina antes e me apaixonei por seus olhos negros e amendoados. Na época eu me achava poeta e dediquei dezenas de versos, poemas e poesias à musa de quem não esquecia. Um dia, ela, que morava numa das fazendas próximas, mudou-se para a Usina e deixou-me ainda mais apaixonado.&lt;br /&gt;Sempre procurava uma forma de vê-la, dando volta para passar defronte de sua casa e estas coisas. Quando tinha 12 anos, com a ajuda de dois amigos (um é o Ronaldo, não me esqueço), tentaram um encontro forçado. Como coisa de moleque não dá muito certo, esta também não. E, ao saber de minha paixão, ela passou a fugir de mim. Outra desilusão. Mas tive outras paixões platônicas na Usina (e fora dela também) e não sei se, alguma vez, alguém também me quis e só ficou olhando de longe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113233547914643551?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113233547914643551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113233547914643551&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113233547914643551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113233547914643551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/11/desiluses-da-infncia.html' title='DESILUSÕES DA INFÂNCIA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113176868005786858</id><published>2005-11-12T02:07:00.000-02:00</published><updated>2005-11-17T21:53:43.696-02:00</updated><title type='text'>LIDERANÇA ABSOLUTA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/SidneieJR.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/SidneieJR.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Meus amigos me desculpem mais uma vez, mas tenho que olhar pro meu umbigo hoje. Aliás, pro umbigo do nosso &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Comércio da Franca&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;. E não é que nos superamos? Conseguimos o que parecia improvável até para o mais otimista funcionário do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Comércio da Franca &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;ou da rádio Difusora aconteceu: os dois veículos, que já eram líderes em seus respectivos segmentos, conseguiram ampliar ainda mais suas participações de mercado, enquanto seus concorrentes mais diretos experimentaram, no mesmo período, recuos significativos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Comércio&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;, líder absoluto no mercado de jornais de Franca e região há anos, ampliou significativamente sua penetração. Números divulgados na tarde de ontem pelo Ibope mostram que o Comércio é o jornal preferido por 89,9% dos leitores da cidade, um crecimento de seis pontos em relação à pesquisa anterior, realizada em março deste ano. Os números do Ibope revelam ainda que o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Comércio &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;tem 126.240 leitores habituais. Em sua cobertura máxima, o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Comércio &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;chega a atingir 172.090 leitores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;No rádio, a Difusora, que até o final de 2004 ocupava a lanterna, consolidou sua liderança no segmento AM. A emissora, na frente desde março, quando alcançou 39,2% da audiência, chegou agora a 41,4%. A pesquisa de rádio e jornal foi realizada pelo Ibope em Franca entre os dias 24 e 31 de outubro. Foram realizadas 960 entrevistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Os dois veículos pertencem à Empresa Francana Editora de Jornais e Revistas na qual trabalho desde julho de 1980 e que me deixa orgulhoso, diante de notícias deste tipo, já que faço parte deste esforço. Aliás, parabéns ao Júnior (comigo na foto), que vai perpetuando, com grande eficiência, o trabalho do pai, e a Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração do Comércio, dos quais falo no post abaixo. Dois jornalistas apaixonados pela informação que levam à frente o legado do saudoso jornalista Corrêa Neves, a quem Franca muito deve e cuja falta dói a quem se acostumou a vê-lo todos os dias por aqui, como eu.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113176868005786858?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113176868005786858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113176868005786858&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113176868005786858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113176868005786858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/11/liderana-absoluta_12.html' title='LIDERANÇA ABSOLUTA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113167690226861809</id><published>2005-11-11T00:39:00.000-02:00</published><updated>2005-11-11T09:51:49.513-02:00</updated><title type='text'>MOMENTOS DE DECISÃO</title><content type='html'>Há coisas na vida que não se explicam: simplesmente acontecem. Certas escolhas que fazemos, então, são definitivas e, no fim das contas, mostram-se o caminho certo. Explicar a razão de tudo, não há como. Vários fatos do tipo permearam minha vida...&lt;br /&gt;Desde os sete anos, tenho um apreço especial pela leitura e sempre fui ávido devorador de páginas e páginas impressas, le ndo tudo o que me caía na mão, incluindo aí bulas de remédios e dicionários. Até hoje, se fico sem minha cota diária de leitura (e o site Releituras vem sendo um amigo constante, além do próprio material com que lido, as reportagens do jornal e também da agência Estado), sinto-me em falta comigo mesmo. E minha mãe, a maior incentivadora disso tudo, nunca se cansou de me apresentar revistas, livros e autores que acabaram determinando meu futuro.&lt;br /&gt;Quando eu estava no primeiro colegial, durante a grande greve dos professores no Estado de São Paulo de 1979, saí a percorrer gráficas e jornais de Franca em busca de orçamentos para a confecção de um jornal dos estudantes. Antes disso, já tinha feito testes no "Comércio da Franca" sem nenhum êxito. Afinal, quem contrataria aquele gorducho de apenas 16 anos para a revisão de algo de tanta responsabilidade como um jornal? Mas em 79, fui até o "Diário da Franca", onde encontrei aquele que acreditou na minha capacidade e acabou me contratando, depois de uma conversa: José Edison de Paula Marques, o Essinho, um dos sócios do jornal e que, ao ouvir que eu gostava de ler, chamou-me para um teste logo à noite.&lt;br /&gt;Era 18 de abril de 1979. Ali no "Diário" tive o aprendizado que me permitiu entrar, um ano após (aí, já tinha experiência, né?), no "Comércio", onde me encontro até hoje. Aqui, fiz de tudo: revisor, repórter, fotógrafo, redator, diagramador, digitador e até impressão encarei. Além de editor geral, passei por todas editorias: local, polícia, esportes, Brasil, variedades... O "Comércio" foi a única escola de jornalismo que sempre tive e que ainda hoje me ensina. Aqui, encontrei pessoas que acabaram me ensinando ética, a importância da notícia e a qualidade do texto.&lt;br /&gt;O professor maior, o jornalista Corrêa Neves, foi acima de tudo, um amigo. Um dos poucos que realmente confiaram em minha capacidade e investiram em minha capacidade de aprender. Com ele, que tinha verdadeira paixão pelo jornal e pela notícia, aprendi a importância da informação e que fazer jornal não é apenas noticiar, mas sim brigar e defender a comunidade à qual se dirige.&lt;br /&gt;Com a jornalista (e escritora, uma das grandes intelectuais que Franca tem o orgulho de abrigar) Sônia Machiavelli Corrêa Neves (presidente do Conselho de Administração do "Comércio"), aprendi a expressar nos textos sentimentos e emoções que a gente costuma esconder de todos. De sua pena, saem textos, crônicas e, recentemente, um romance em que sensibilidade, humor e sagacidade afloram a cada linha. Tive a honra de escrever os textos da contracapa e das orelhas de seu primeiro livro, "A Bolsa Grená", o qual, de tempos em tempos, releio com prazer, sempre vendo coisas novas a cada leitura. Os outros dois, "Estações" e o recente "Jantar na Acemira" também me acompanham, sempre.&lt;br /&gt;Hoje, tenho orgulho ao ver dirigindo o "Comércio" e a Rádio Difusora, adquirida no começo do ano, Corrêa Neves Júnior, o Júnior, o qual vi crescer não só em tamanho, idades, mas também em capacidade. E traça caminho idêntico ao do "sêo" Corrêa, na paixão não mensurável pela imprensa, pela informação, pela notícia, brigando e defendendo Franca e toda a vasta região Nordeste do Estado de São Paulo. Acho que tudo isso é reflexo daquela vontade que, quando criança, tinha de ler tudo o que me caísse nas mãos: gibis, livros didáticos e Monteiro Lobato, Alexandre Dumas, Edgar Rice Burroughs (é assim que escreve?) e muitos outros, passando mais tarde por Machado de Assis, Fernando Sabino, Humberto de Campos e todos os mais que ainda hoje, periodicamente, ganham espaço em meu criado-mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113167690226861809?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113167690226861809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113167690226861809&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113167690226861809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113167690226861809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/11/momentos-de-deciso.html' title='MOMENTOS DE DECISÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113124298860728054</id><published>2005-11-06T00:08:00.000-02:00</published><updated>2005-11-06T00:09:48.620-02:00</updated><title type='text'>DIFERENÇAS NA CRIAÇÃO</title><content type='html'>De vez em quando explico pra Drica: quando éramos crianças, isso nas décadas de 60 e 70, nós não tínhamos muitos direitos não... Como a própria dona Altiva dizia: a mãe falou, a água parou. O mesmo servia para os pais. Chamar os mais velhos de senhor não era deboche, era questão de respeito. Sobre tudo os pais eram consultados. E o veredito deles não tinha contestação. Ainda hoje penso e procuro uma razão para que certas coisas nos fosse proibidas. Como aceitar alguma comida na casa de conhecidos. Eles nos ofereciam algo que queríamos muito e então a gente olhava para mamãe. Um imperceptível movimento de cabeça nos privava da iguaria. Meu pai era ainda mais agressivo. Na Copa de 70, eu tinha apenas oito anos e acompanhei o meu pai na torcida, em todos os jogos, na casa de um vizinho. Era o famoso "televisinho", do qual só nos livramos em 1976, quando já morávamos em Franca. Ao final de um dos jogos do Brasil, meu pai foi convidado pelos anfitriões para degustar (argh!) um chouriço ("iguaria" feita de sangue e gordura de porco, dentro das tripas do suíno, e depois cozida). Meu pai adorava. Eu, do contrário, não podia nem ver. Pois ao me oferecerem um prato com o dito cujo, respondi na boa: "obrigado, não gosto"! E não é que, na volta pra casa, papai veio me dando um sermão dizendo que nunca poderia dizer que não gostava da comida que me oferecessem? Melhor seria dizer: "obrigado, estou satisfeito". Aliás, se papai nos desse alguma coisa, tipo um doce, éramos obrigados a aceitar. Ele dizia que estava dando e não oferecendo. Pra vocês terem uma idéia de como ele era... A frase preferida dele: "vocês só vão se sua mãe for", quando queríamos ir a algum passeio. Como mamãe trabalhava de sol a sol, na maioria das vezes nós (eu, Luci e Gérson, todos com menos de oito anos) ficávamos chorando e vendo meu pai privilegiar filhos de amigos e esquecer-se dos próprios. Quando crescemos, ele reclamava que nunca o chamávamos para sair e sempre estarmos chamando mamãe. Um dia acabei falando, mas ele nunca se conformou. A gente nunca teve voz ativa quando criança. Quando perguntávamos o porque de alguma decisão, invariavelmente respondiam: porque sim! Não havia democracia, direitos da criança, nada disso. Mas nem por isso deixamos de sermos crianças, vivermos despreocupadamente e sermos felizes. Porém, quando vejo hoje filhos tencionando mandar nos pais, impor suas vontades e, na maioria das vezes, "levando no nariz", percebo que na maioria das vezes a obediência cega aos nossos pais foi benéfica. Aliás, a gente vê hoje que eles tinham razão em muita coisa. Como nós temos hoje, mas dificilmente nossos filhos admitem isso. Como as coisas mudaram em três décadas, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113124298860728054?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113124298860728054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113124298860728054&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113124298860728054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113124298860728054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/11/diferenas-na-criao.html' title='DIFERENÇAS NA CRIAÇÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113029303749206639</id><published>2005-10-25T23:59:00.000-02:00</published><updated>2005-11-13T12:35:22.533-02:00</updated><title type='text'>OS FILHOS DE DONA ALTIVA</title><content type='html'>Ana Letícia, comentando o post anterior, chamou-nos (eu e meus irmãos) de capetas. E realmente, a gente não era mole, não! E a coitada da dona Altiva, nossa mãe, tendo trabalho para controlar aqueles seis filhos, um diferente do outro mas para ela tão iguais. Um dia ela disse que seus filhos eram como os dedos da mão: diferentes entre si mas a perda de um apenas seria dolorido para ela. E, como uma fortaleza, ela ainda enterrou três filhos e o marido. Um ano depois de morrer o terceiro filho, com apenas 34 anos (os outros dois morreram com 31 e 33 anos, respectivamente), também ela se foi, com certeza cuidar mais próximo dos que partiram e proteger do alto os que ficaram.&lt;br /&gt;A partir do primeiro filho, o Eurípedes, ela viu que não seria nada fácil. A ele se seguiram o Hamilton e o Wilson. Quando estes cresceram mais, vieram em ordem o Gérson, a Luci e eu. Dois trios de capetas que, felizmente, dona Altiva conseguiu educar, criar e fazer se tornarem gente de bem. Pra completar o quadro, meu pai, molecão de tudo e inconseqüente. Quando nasceu minha irmã, dois dias depois do parto no banheiro (como contei dois posts abaixo), meu pai resolveu fazer uma experiência: jogou carbureto dentro do tanque de lavar roupas e abriu a água. Quando começou a ferver, atirou um palito de fósforo. Uma baita explosão rachou o tanque no meio, tirou minha mãe do resguardo para presenciar uma cena que seria hilária não fosse a seriedade da situação: meu pai, parado no meio do quintal, branco tal qual papel; Eurípedes, também "passado", sentado em cima de uma rodela de sabão que ficava curtindo no meio do quintal; Hamilton e Wilson, também, brancos e assustados.&lt;br /&gt;Meu pai tinha noção de que o carbureto era inflamável (ele tinha uma lanterna que usava aquele combustível mal-cheiroso) mas quis ver o que aconteceria sem uma contenção da lanterna. Ainda me lembro do nosso tanque todo remendado e mamãe contando esta história.&lt;br /&gt;Já o Eurípedes, totalmente inconseqüente, tinha uma brincadeira com meus irmãos que era coisa de um indivíduo completamente pirado. Amarrava mas mãos do Hamilton e do Wilson para trás, dava-lhes sucessivas rasteiras e ainda dizia para eles não chorassem "porque se mamãe vier aqui bate em nós". Um dia, ele inventou uma "caça ao tesouro" e fez até um mapa. No final da busca, tinha-se que deitar no chão e contar três palmos à frente do nariz. Wilson fez tudo e, quando contou os três palmos, desarmou uma armadilha armada em cima da laranjeira. Resultado: desceu meio tijolo da árvore que acertou meu irmão em cheio, nas costas. Meu irmão, sem fôlego, também teve que "engolir" o choro, "senão mamãe bate em nós", acrescentou Eurípedes, o Pim.&lt;br /&gt;Eu, Gérson e Luci também aprontávamos das nossas. Cortamos os bigodes do Chaninho (que se dividia entre nossa casa e a de dona Varina), eu matei um franguinho querendo fazê-lo pular corda comigo, minha irmã quebrou a imagem de São Jorge em vidro, um xodó da minha mãe. Quase todo dia inventávamos uma. E isso foi até a pré-adolescência. À medida em que for me lembrando de mais alguma coisa, vou postando aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113029303749206639?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113029303749206639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113029303749206639&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113029303749206639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113029303749206639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/10/os-filhos-de-dona-altiva.html' title='OS FILHOS DE DONA ALTIVA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-113021122326261619</id><published>2005-10-25T01:31:00.000-02:00</published><updated>2006-11-02T18:33:49.496-03:00</updated><title type='text'>O CIRCO CHEGOU!</title><content type='html'>Toda criança vê a sua realidade com olhos da fantasia. E eu fui assim. A goiabeira que tínhamos no quintal da casa 20 da rua 4, na Usina Junqueira, foi meu avião e depois meu tapete voador (embora morresse de medo de subir nela, principalmente depois de uma surra de meu pai quando pegou-me encarapitado num dos seus galhos). Luci era entusiasta dos galhos mais altos (e, conseqüentemente, mais finos), onde ela se divertia como numa perigosa cavalgada. Tive também meu ônibus (duas rodas de carrinho de mão que viravam volante e o depósito de lenha se tornava os bancos). Eu dirigia e cobrava passagens, Luci e suas bonecas eram passageiras. Quando Gérson se incorporava, só queria saber de dirigir. E o ônibus virava um caminhão.&lt;br /&gt;Tudo isso pra falar das minhas primeiras experiências com circos. Por duas vezes, o mesmo circo se acomodou no terreno baldio que havia na rua da quadra de futebol, atrás das casas do lado esquerdo da rua quatro. Se não me engano, era o circo do Cheirolo (ou do Palhaço Cheiroso, nem me lembro mais). Ainda estávamos na década de 60 (na de 70 mudei-me para a praça Sinhá Junqueira, número 9, bem de frente por salão do clube, que sediava as sessões de cinema e os famosos bailes da usina).&lt;br /&gt;E a mais forte lembrança que eu tenho daquele circo era Agnaldo Timóteo cantando "ad-eternum" &lt;strong&gt;Verdes Campos da Minha Terra&lt;/strong&gt; ("eu demoro, mas aqui, eu vou voltaaaaaaar"), seu primeiro grande sucesso. Meus irmãos Eurípedes e Hamilton tornaram-se amigos do pessoal do circo (a bem da verdade, uma meia dúzia de abnegados que faziam tudo, da montagem àqueles trágicos teatros na parte final). E aprenderam alguns truques de mágica, ajudando ainda na montagem da lona para o espetáculo da noite. O que vi foi um pobre espetáculo (vejo-o hoje) que para mim se tornou a maior maravilha da terra.&lt;br /&gt;E disso (e nem de Agnaldo Timóteo) nunca mais me esqueci. Na minha lembrança, aquele circo ficou meses na Usina, mas acho que foram apenas poucos dias. Também lembro-me do ventríloquo e seu boneco que "pegava" no pé do Bocage (nunca soube o verdadeiro nome dele), que não faltava a uma sessão sequer. Um dos números toscos, de um "faquir" que se deitava sobre cacos de vidro, Gérson, Luci e eu resolvemos reproduzir. O Gérson quis protagonizar, quebrou umas garrafas velhas que tínhamos no quintal, colocou um saco de estopa (daqueles usados para transportar café) e deitou os cacos de vidro por cima. Deitou-se, de costas, e obrigou a mim (sorte dele que eu era magrelo) e a Luci a subirmos em cima dele, como vimos acontecer no circo. Resultado: uma série de arranhões nas costas dele, além de um monte de pequenos cacos de vidro enfiados na pele que eu e a Luci tivemos de retirar.&lt;br /&gt;Coisas deste tipo aconteciam sempre: a gente inventava, aprontava e se dava mal, mas na maioria das vezes mamãe nem ficava sabendo. Pra se ver como éramos unidos, uma vez fiquei com pena da Luci, que precisava tomar uma série de injeções para a dor de garganta, que resolvi tomar uma delas para abreviar o seu sofrimento. Achei que iria morrer. Passei mal, tive febre, o dr. Lélio me examinou e não sabia mesmo o que eu tinha. Só mesmo eu e Luci tínhamos conhecimento do que realmente acontecera. E nunca minha mãe ficou sabendo o que realmente aconteceu naquele dia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-113021122326261619?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/113021122326261619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=113021122326261619&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113021122326261619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/113021122326261619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/10/o-circo-chegou.html' title='O CIRCO CHEGOU!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112976735942597387</id><published>2005-10-19T22:13:00.000-02:00</published><updated>2005-10-28T23:12:09.586-02:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (7) ou HISTÓRIAS DA LUCAMALUCA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/luciontemehoje.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/200/luciontemehoje.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Minha irmã Luci, dois anos e pouco mais velha do que eu, depois do parto que teve, só tinha que dar no que deu: minha mãe, grávida de nove meses, entrou foi tomar banho e saiu com a Luci embrulhada na toalha. A parteira (e o dr. Lélio) só tiveram o trabalho de ir lá em casa (rua 4, número 20 da Usina Junqueira) pra cortar o cordão umbilical e atestar a saúde da bebê e da mãe. A papai coube, mais uma vez, registrar a filha com o nome que lhe passou pela cabeça na hora (mamãe queria Ariane ou Sidnéia).&lt;br /&gt;E ficou Luci, a irmã mais avoada que qualquer pessoa possa ter. Quando nasci, a Luci achava que eu era a sua boneca (e no correr da vida, ela teve uma coleção de bonecas de todos os tipos) e aproveitava qualquer descuido de mamãe para me pegar no berço. E quando via mamãe, atirava-me de volta como se fosse um boneco de vinil qualquer. Dona Altiva, do alto de sua sabedoria, fazia que não via o que acontecia e só checava se eu estava bem. Crescemos mais um pouco e acabamos criando um bordão que deixava a Luci doida: "Lucamaluca da saia de açúcar". Outra coisa que ela detestava: ser chamada de "Catirina" pelo marido da dona Maria Vira-Saco.&lt;br /&gt;Desde pequena, Luci, além de avoada, tinha um topete que a fazia encarar qualquer um pra defender seus irmãos, Gérson, e o "Coisinha" (eu). Prometeu dar um chute na barriga do Funfa (que morava três casas abaixo da nossa e ganhou este apelido do Gérson por causa do pequeno mico que o sêu Hildebrando, enfermeiro na Usina, tinha) e deu. Depois, deita a correr para casa (ela disse que sentia os pés batendo nas costas). Quem disse que o Funfa conseguiu agarrá-la?&lt;br /&gt;Luci sempre foi minha maior vítima: avoada, estabanada e dispersiva, sempre estava distraída para os meus ataques. Um dia a incomodei tanto com uma corneta que acabei atraindo a ira de um enxame de marimbondos que fez sua morada numa seringueira que tínhamos no meio do quintal. Ela vibrou. Outro dia, mais uma vez eu a perturbando por horas a fio, quando ela fazia seu crochezinho. Moral da história: a agulha de crochê virou arma e acabou enterrada na parte posterior da minha perna, atrás do joelho.&lt;br /&gt;Outro dia, noutra investida minha durante seu labor, a resposta foi fulminante: a marca da metade de um ferro elétrico na minha barriga (ela passava roupas, devo esclarecer). Minha mãe, que vira tudo, nem piscou: "Vá amolar ela de novo, vá!" Eu, que não sou bobo, porque aquilo poderia evoluir para o meu assassinato, fui parando com aquilo e preservando minha integridade.&lt;br /&gt;Luci e eu crescemos e seguimos nossos caminhos. Ela, ainda avoada, casou-se, tornou-se mãe de família, passou por maus pedaços e hoje luta contra o excesso de peso e uma artrose na cabeça do fêmur que a obriga a se locomover utilizando um andador. Duas filhas depois (e mais uma que perdeu no parto, quando adquiriu hepatite C que acabou sendo curada com um tratamento de dois anos no HC de Ribeirão), hoje ela e eu temos algo em comum: Ariane, meu anjo, que tem em Luci como uma das mamães (a outra é minha Elaine) e em mim o Papai Gordo (meu cunhado é o Papai Branco).&lt;br /&gt;Dos seis filhos do "sêo" Sebastião e da dona Altiva, restamos nós, vivos. Gérson, Wilson, Hamilton e Eurípedes, por certo, ao lado de papai e mamãe, devem estar, lá de cima, velando por nós e por Cilene e Conceição (as viúvas), por Rodrigo, Geysa, Randal, Rafael, Lílian, Rangel e Wilber, os descendentes que deixaram. E, por tabela, cuidando de Adriely, Ariane, Gleice e Elisa, filhos meus e de Luci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112976735942597387?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112976735942597387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112976735942597387&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112976735942597387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112976735942597387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/10/lembrando-infncia-7-ou-histrias-da.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (7) ou HISTÓRIAS DA LUCAMALUCA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112839787349481745</id><published>2005-10-04T00:49:00.000-03:00</published><updated>2005-10-04T00:51:13.503-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (6) ou DESMAMANDO O BEZERRO</title><content type='html'>Quando eu tinha uns três ou quatro anos, lembro-me bem, todos os meses era levado à Casa da Criança (ou Posto de Puericultura, como mamãe fazia questão de chamar), localizada em Igarapava. Ali chegava e era chamado pelo carinhoso apelido de "Cinquinho". Acontece que os médicos garantiam, com a anuência de minha mãe, que eu tinha nascido após apenas cinco meses e cinco dias de gestação. Pelo que contam, eu era muito pequenininho, mesmo aos cinco anos era bem menor que os outros garotos da mesma idade. Era "Cinquinho" pra lá, "Cinquinho" pra cá. Um dia, eu devia ter uns cinco anos já, numa de minhas últimas idas à Casa da Criança, o médico que lá estava mostrou-nos (a mim e a minha mãe) um bebê bem pequeno, no colo da mãe. E adiantou: "Ele já tem mais de um ano mas, assim como você, também nasceu prematuro e parece uma criança de alguns meses". Não sei se nasci realmente de cinco meses, mas como no filme "O Homem que Matou o Facínora", se a lenda for melhor do que a história, publique-se a lenda. E de tanto ouvir que nasci com um palmo de tamanho, que era colocado em uma caixa de sapatos, que só dormi até por volta de quatro meses de vida, vou levando assim, pois isso foi proveitoso para mim em várias fases da vida.&lt;br /&gt;Acontece que, desde o nascimento, só aceitei um tipo de alimentação: leite materno, diretamente do produtor ao consumidor. Nunca aceitei chupetas ou mamadeiras (dava um trabalhão pra tomar água, suco ou chá, mamãe dizia). Então, pendurava-me nos fartos seios de minha mãe e só me saciava depois de passar por um e por outro. E isso foi até quando eu tinha seis anos. Como entrei no Parque Infantil (era assim que chamavam a pré-escola lá onde nasci) com cinco anos, saía todos os dias correndo pra mamar! Mamãe sentava-se numa cadeira e eu ficava de pé. E, por causa disso, era só qualquer mãe, por razões que só ela sabia, não poder amamentar o bebê que iam atrás da dona Altiva. Com isso, mamãe amamentou quase toda a criança da minha geração que nasceu na Usina Junqueira. Eu tinha ciúmes, mas a voz doce da mamãe explicando-me que não poderia deixar o bebezinho passar fome e que não faltaria leite pra mim era suficiente pra que eu não abrisse um berreiro.&lt;br /&gt;E ela já tinha um precedente. Um dia, quando amamentava a filha de uma vizinha com minha irmã Luci no colo (que devia ter mais de um ano), não pôde evitar que esta última aplicasse um dolorido tapa no rostinho do bebê, deixando a marca de seu ciúme. Dizia minha mãe que a garotinha nunca mais mamou no peito, aceitando de bom grado a mamadeira com leite de vaca mesmo. Continuando: mamãe jamais pensou em desmamar aquele menino que chegava em casa dizendo que namorava a filha do diretor do Grupo (nunca me esqueço da Albinha, de quem nunca chegava perto, enquanto ela ficava me olhando só de longe; todos na Usina diziam que éramos namorados), com ares de gente grande. Quando caí do muro (tinha uns quatro anos), fiquei uns minutos desacordado e, ao voltar pra casa, depois de medicado, o que aconteceu? Fui me aninhar no colo de mamãe e mamar, nos dois seios.&lt;br /&gt;Pois um dia, mamãe interrompeu a sessão e nunca mais permitiu que eu mamasse. Não adiantavam choramingos, pedidos, beicinhos e muxoxos. Nunca mais permitiu o acesso do caçulinha ao maior prazer que ele teve nos seus primeiros seis anos de vida. Anos mais tarde revelou a razão: disse que eu dera uma mordida no bico do seio esquerdo "que quase arrancou". Ela disse que viu estrelas, sentiu uma dor enorme e, por isso, tomou aquela atitude. Juro que não me lembro desta mordida. Pra encerrar, uma tese que desenvolvi: se nasci prematuro e pequeno, pra chegar neste meu tamanho, só pode ter sido por causa dos seis anos de leite materno. Além das vitaminas que minha mãe sempre me obrigava a tomar. Aliás, eu acho que sou o único que, quando criança, adorava Emulsão de Scott. Pois tomava (e adorava) um vidro grande por semana, além de farinhas, óleos e comprimidos que mamãe jogava-me boca abaixo. E tudo veio a explodir aos 11 anos, quando comecei a engordar e não parei mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112839787349481745?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112839787349481745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112839787349481745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112839787349481745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112839787349481745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/10/lembrando-infncia-6-ou-desmamando-o.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (6) ou DESMAMANDO O BEZERRO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112788080578184604</id><published>2005-09-28T01:07:00.001-03:00</published><updated>2010-07-09T03:56:49.054-03:00</updated><title type='text'>UMA EXPLICAÇÃO</title><content type='html'>&lt;ul style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;li&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 51);"&gt;Acho que é necessária uma explicação aos meus amigos que generosamente acompanham este blog. Desde o início decidi que não iria fazer revisões ou correções no que escrevo. Assim, todos os textos são criados, digitados e logo em seguida inseridos na página, sem nenhuma mudança, nem de estilo e muito menos na ortografia. Ou seja: é publicado como é escrito. Por isso, há erros de concordância que, se um dia estes despretensiosos textos ganharem um livro, com certeza serão corrigidos. Obrigado pela paciência de vcs...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112788080578184604?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112788080578184604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112788080578184604&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112788080578184604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112788080578184604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/uma-explicao.html' title='UMA EXPLICAÇÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112788023217720207</id><published>2005-09-28T01:01:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T01:05:34.560-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (5)</title><content type='html'>Várias coisas trazem-me a lembrança da minha infância. Laranjas maduras e doces; mexericas perfumadas; mangas exageradamente grandes... Tudo isso traz-me a lembrança da Usina Junqueira, onde vivi do nascimento até os 13 anos. O cheiro forte do melaço da cana nunca me causou estranhamento como quando há quinze dias o senti novamente, ao passar por Sertãozinho. E aí veio-me à lembrança os passeios que fiz pela Usina, ao lado de meu pai, na época chamado "encarregado de fabricação", uma espécie de sub-gerente.&lt;br /&gt;Quando tinha uns sete ou oito anos, diariamente tomava garapa da cana que era amassada nas moendas. Normalmente, na hora do almoço, ao levar a marmita de meu pai, passava pelas moendas, colocava a cabeça num vão de janela cujo vidro se quebrara e o Sílvio, irmão do Oswaldo Júlio (dois grandes amigos do meu irmão Babão), trazia-me uma caneca feita com lata de óleo cheia daquele líquido doce. Na época, pouca (ou nenhuma) cana era queimada e a colheita era feita manualmente, assim como o carregamento do caminhão.&lt;br /&gt;Lá dentro, via os enormes recipientes onde era feito o "cozinhamento" (como se dizia por lá) do caldo, que se transformava em melaço e depois virava açúcar. Na seção de ensacamento, quando o açúcar já pronto era colocado em sacos de linho e pesado, eu conhecia quase todos os carregadores (alguns sustentavam o saco de 60 quilos com uma mão só), porque minha mãe confecciova os gorros (uma espécie de boné, feito de lona) que eles usavam para sustentar os sacos de açúcar na cabeça, levando-os para empilhamento.&lt;br /&gt;Eu adorava ganhar torrões de açúcar, os quais chupava como balas, ou então entrar no laboratório, quando todo o barulho da Usina desaparecia logo após a porta ser fechada. Ali existia uma pequena moenda que papai usava também para fazer garapa para seus filhos ou para os visitantes, usando uma cana bastante doce, que ele sabia escolher: olhava e já sabia se a cana era boa ou não.&lt;br /&gt;Tinha muito medo de subir na seção de vácuos, pois sempre tive medo de altura. E o pavor se acentuava quando íamos ao mirante existente no teto da usina, onde podíamos ver uma grande extensão de terras, inclusive as fazendas que pertenciam à Fundação Sinhá Junqueira, como São Geraldo e Campestre, além de todas as casas onde moravam os funcionários daquela que já foi a principal usina açucareira da América Latina. Eu gostava muito quando papai, de bom humor, começava a cavar o chão de casa pra retirar minhocas (e ali elas eram abundantes), pra pescar.&lt;br /&gt;Sempre nos levava, ao chamado "pacaembu", um local disputado no Rio Grande que passa nos fundos da usina, onde abundavam lambaris, mandis, bagres, piaus e piaparas. Eu consegui pescar até cascudos de bom tamanho por ali. Acontece que todo o esgoto das casas da usina era despejado naquele local, atraindo cardumes de peixes mais ou menos graúdos. Papai perdia tempo preparando varas, chumbadas e anzóis. Depois do almoço, sempre passávamos uma tarde agradável às margens do rio. Voltávamos para casa quando estava escurecendo, carregados de peixes, que ajudávamos a mamãe a limpar e que nos serviam de complemento no jantar.&lt;br /&gt;Quando não estava trabalhando, papai nos levava pra pescar na tarde do sábado. Era certeza termos peixes variados no jantar daquele dia e no almoço de domingo. De vez em quando, algum pescador mais experimentado presenteava mamãe com dourados e papa-terras (corimba) enormes e aí, dona Altiva fazia um peixe ao molho sensacional, alegrando ainda mais nossas refeições que, na maioria das vezes, não passava de arroz, feijão e algum complemento (ou bife ou chuchu ou batata frita). Bons tempos aqueles...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112788023217720207?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112788023217720207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112788023217720207&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112788023217720207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112788023217720207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/lembrando-infncia-5_28.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (5)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112754234000579051</id><published>2005-09-24T02:55:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T01:13:09.116-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (4)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto4nova.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto4nova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem horas que paro pra pensar em tudo o que me aconteceu e acho que sonhei a maioria dos fatos que minha lembrança traz. Nasci num lar pobre (quando nasci, mamãe e papai nem colchão tinham na cama, dormiam sobre lonas colocadas para atenuar a ação das molas nos corpos cansados dos dois). Fui o sexto (e último) filho, que tinha ainda em casa mais três agregados: tio João, tia Ambrosina e a filha desta, Neusa. Os dois eram irmãos mais velhos de minha mãe, mas contavam com a condescendência de meu pai. Lembro-me, bem pequeno, quando meu irmão Wilson operou a garganta (hoje não se faz mais isso?) e mamãe precisava pedir para a vizinha (acho que era dona Elza) colocar os sorvetes que ela fazia para ele (só podia tomar gelado) na geladeira dela. Nós ainda não tínhamos uma geladeira em meados da década de 60. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha foto no trator (que reproduzo aqui) é desta época (acho que 1966). Lembro-me bem de algumas coisas: o rádio dominava a casa e eu adorava ouvir alguns programas junto com mamãe. Desta época, haviam as novelas (nunca me esqueço de uma, de autoria da grande Ivani Ribeiro, que se passava no Egito Antigo, que ouvi por volta de 1969 a 1970). Mas mamãe adorava programas de humor e eu ouvia a Turma da Maré Mansa (acho que na rádio Globo do Rio de Janeiro), o Balança Mas Não Cai (da Nacional), além dos radioteatros da Nacional, que se tornaram mania pra mim enquanto existiram, na década de 70. Um nome que não me sai da cabeça é Hélio do Soveral, ator, diretor e roteirista deste programa. Na década de 70, marcou-me a adaptação de "Éramos Seis", além de um "Teatro de Mistério", sempre com tramas de detetive. Na década de 70, costumava acompanhar na rádio Sete Colinas, de Uberaba, uma novela. "Uma Rua Chamada Coração", cujos protagonistas era uma turma de amigos numa rua com o nome da novela, me fazia viajar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando à década de 60, quando tinha uns quatro anos, lembro-me da família reunida na mesa do café da manhã, numa cozinha enorme que tínhamos (aliás, na Usina Junqueira, os cômodos de todas as casas eram grandes), com toda a família em volta da mesa. Mamãe, no fogão de lenha (que ela mantinha impecavelmente limpo e encerado), fazendo o café, fervendo o leite e muitas vezes fritando bolinhos de chuva ou assando bolos deliciosos (e até uma broa de milho inesquecível). Todos alegres, como meu irmão Eurípedes (que chamávamos Pim), imitando o comediante Tutuca (ainda hoje na ativa), um grande sucesso no "Balança Mas Não Cai". O Hamilton (Pitcho) sempre falando de suas conquistas (era metido a galã) e o Wilson sempre estudando. Gérson, Luci e eu cutucando um aos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das coisas das quais me lembro desta época é que tínhamos sempre que ter uma lâmpada de 60 velas (como meu pai falava) acesa durante a madrugada, pois o meu irmão Gérson tinha um troço com a falta de energia (dizia que estava se afogando e outras coisas). Como era difícil ocorrer na Usina uma falta de energia, a lampadazinha cumpria seu papel, inclusive iluminando o caminho para o banheiro durante a madrugada. À noite, voltávamos a nos reunir em torno do rádio para ouvir as notícias (naquela época, não me interessava muito), os programas de humor e rádio-teatro das rádios de São Paulo e Rio de Janeiro. No máximo às nove da noite, as crianças (Gérson, Luci e eu) tínhamos que estar na cama. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos domingos, após o almoço simples mas farto, sempre papai acompanhava jogos do São Paulo com narradores como Fiori Gigliotti, Pedro Luís ou Geraldo José de Almeida. O primeiro ainda está firme na profissão... Quando estava chuvoso, eu vibrava. Significava que à tarde, mamãe fazia o seu café (doce e forte) e pipocas ou então bolinhos de chuva deliciosos. Eram tempos tranqüilos, quando podíamos dormir com portas e janelas abertas e o único medo que tínhamos eram de assombrações. Havia uma única disputa que havia era dentro de casa (a guerra do Vietnã e o golpe de 64 estavam distante pra nós): papai e mamãe, quando tinham apenas os três primeiros filhos, entre oito e quatro anos, inventaram de praticar jiu-jitsu. Eurípedes torcia pra mamãe, Hamilton pro papai e o Wilson, o menorzinho, ficava de cara fechada, não gostava de ver os dois brigando. E esta disputa entre os dois só acabou quando mamãe aplicou um golpe em papai, percebendo que sua cabeça bateu a poucos centímetros de uma pedra pontuda. Depois disso, ficou apenas uma, sobre as preferências musicais: papai era Marlene e mamãe Emilinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112754234000579051?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112754234000579051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112754234000579051&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112754234000579051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112754234000579051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/lembrando-infncia-4.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (4)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112726800589153753</id><published>2005-09-20T22:03:00.000-03:00</published><updated>2005-09-24T03:14:42.390-03:00</updated><title type='text'>UM MÊS DE SAUDADE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/corre21.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/corre21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Exatamente há um mês postei aqui uma crônica que havia sido publicada na edição do &lt;strong&gt;Comércio da Franca &lt;/strong&gt;naquele dia, onde lembrava uma amizade e colaboração de 25 anos e lastimava a morte do jornalista Corrêa Neves, ocorrida no dia anterior. Poucas pessoas o conheceram intimamente como eu e podem, além disso, avaliar a sua importância não só para a minha vida, mas para dezenas de outros e de toda uma cidade inteira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas vezes se viu uma comoção geral como a registrada no velório do grande jornalista e mestre de várias gerações de profissionais da imprensa em Franca. Afinal, Corrêa Neves, antes de se tornar diretor-proprietário do &lt;strong&gt;Comércio da Franca &lt;/strong&gt;(cujos investimentos somados à sua dedicação ímpar e entusiamo incomum transformaram num dos mais importantes do Interior do País) teve uma vida bastante movimentada, tendo saído de uma fazenda no município de Itirapuã (SP) para ser sapateiro em Franca (no mesmo prédio que, anos depois, comprou para sediar o jornal), seguindo ainda jovem para São Paulo onde, depois de passar por grandes dificuldades, iniciou-se na imprensa, venceu, acabou por se tornar assessor do governador Adhemar de Barros.&lt;br /&gt;Na seqüência, transcrevo uma das reportagens (entre muitas) sobre a trajetória de Corrêa Neves numa das edições de aniversário do jornal. Resolvi manter o texto original, quando Corrêa ainda estava vivo e atuante, há cinco anos atrás, quando o &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;completava 85 anos de vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Corrêa e 'Comércio': imagens indissociáveis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fica muito difícil, hoje em dia, dissociar a imagem do jornalista Corrêa Neves do jornal &lt;strong&gt;Comércio da Franca&lt;/strong&gt;. Afinal, se o jornal atingiu um estágio que o coloca ombro a ombro com os grandes veículos do mundo, incorporando todas as tecnologias até hoje existentes para levar aos seus leitores um produto da mais alta qualidade, tudo isso se deve ao jornalista que deixou sua Itirapuã natal ainda adolescente para vencer no jornalismo da Capital. Corrêa Neves tem a movê-lo um profundo amor por Franca e região. Fez muito pela região e se orgulha disto, embora tenha recebido pequeno reconhecimento por sua importância para a cidade.&lt;br /&gt;Corrêa Neves nasceu na pequena Itirapuã. Sua infância foi marcada por muito trabalho mas foi preponderante para a sua formação. “Sabia que não seria nada fácil 'vencer na vida’ sozinho: fui aprendiz de sapateiro, mais tarde de pedreiro; estudante no antigo Madureza, para alcançar a meta de ser jornalista, quando rumei para São Paulo”, diz ele. Em Franca, trabalhou como pregador de saltos no mesmo prédio onde hoje está instalado o &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Depois de passar enorme dificuldades pelas ruas da Capital, Corrêa Neves conseguiu vencer, residindo em pensões e repúblicas de estudantes do antigo Centro, onde acabaria por se tornar conhecido por meio de suas audaciosas reportagens, sempre destacadas na boa equipe que formava a redação do extinto jornal &lt;strong&gt;Última Hora&lt;/strong&gt;, de Samuel Wainer, um marco no jornalismo brasileiro. Daqueles tempos, Corrêa Neves diz trazer boas e más recordações: “boas, porque aprendi ali o que era importante saber para viver; más, porque também senti o gosto amargo da fome, da dificuldade para subir degraus enormes para um menino franzino, ex-sapateiro da Cia. Palermo e ex-padeiro do Horácio D’Elia. Mas obtive uns trunfos importantes, especialmente no meio jornalístico, como o de saber preservar informações, publicar assuntos que realmente davam ‘ibope’ na profissão em que despontava e em meio às dificuldades de uma capital que ainda não era uma metrópole mas já era a maior cidade do País. Mas venci e hoje, sinceramente, tenho saudade de todos aqueles momentos bons ou maus que passei. Tudo me ensinou que, na vida, importa mesmo é saber viver e caminhar na direção de uma meta, de um compromisso íntimo que a gente possa realizar plenamente”.&lt;br /&gt;Porém, o jornalista Corrêa Neves não ficou parado aí. Colocou-se lado a lado com o líder do então PSP, o médico e mais famoso político dos anos 40/60 de São Paulo: dr. Adhemar Pereira de Barros, figura legendária que lhe renderia além da amizade e da presença constante como fiel escudeiro e assessor de Imprensa, uma infindável vivência no poder. Corrêa, então, buscou a candidatura a deputado estadual e em duas ocasiões chegou a ser suplente na Assembléia Legislativa de São Paulo, mas foi eleito mesmo em “dobradinha” com o médico José Lancha Filho, do qual foi vice, no período de 1968/1972, em Franca.&lt;br /&gt;Mais tarde, deixando a política de vez e assumindo o lado jornalista/empresário, Corrêa Neves buscava, no íntimo, sua realização também como pai e chefe de família, casando com a professora Sônia Machiavelli, com quem teve dois filhos. Júnior, hoje editor-executivo com a mãe editora-chefe e presidente do Conselho de Administração, ambos no &lt;strong&gt;Comércio da Franca&lt;/strong&gt;, e o André Luís, empresário. Nessa família chegaria, então, a neta Júlia Ribeiro Corrêa Neves, filha de Júnior, para completar sua felicidade e de todos que os querem bem...&lt;br /&gt;Corrêa Neves ainda não pensa em aposentadoria. Afinal, quem o conhece sabe que seu espírito irriquieto não o deixaria parado. Todos os dias lá está ele, em sua sala, dirigindo o jornal e procurando se inteirar do andamento da edição, mesmo que a redação não seja mais a pequena sala de décadas atrás. Mas ainda é ele quem dita a linha editorial, os temas, as manchetes. Dele são as melhores idéias, sempre executadas pela equipe jovem, liderada por Corrêa Neves Jr. Quanto à sua sucessão no &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt;, é enfático: “Não penso nisso porque, afinal de contas, sei que não levarei para o túmulo nada do que juntei em vida e assim, venho todos os dias quando a saúde permite ao ambiente do jornal &lt;strong&gt;Comércio da Franca&lt;/strong&gt;, um patrimônio que não é de minha exclusiva propriedade, mas sim da própria história da cidade e região, ocupando honrosamente a galeria dos mais expressivos jornais diários do Brasil (onde é o 24º ainda circulando, neste século) e dos mais modernos e bem elaborados de todo o mundo. ‘Sucessão’ aqui é natural porque a empresa é minha mas os herdeiros dela terão que honrar a circulação do &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;sem um limite de tempo. Por isso, o trabalho é constante, a dedicação permanente e o sucesso uma conseqüência”.&lt;br /&gt;Amigo dos amigos (usa sempre a máxima que lhe foi transmitida por Adhemar de Barros: “aos amigos, todos os favores possíveis; aos inimigos, a lei”), Corrêa Neves preza a lealdade e a gratidão. Abomina os desleais e os ingratos. E não admite (para ele não existem desculpas que o amenizem) o roubo. Às vezes costuma voltar com melancolia ao passado: “Perdi amigos de forma trágica, como o ex-delegado Pláucio Presotto e também muitos entes queridos, mas sinto mesmo uma grande saudade de minha mãe, a quem gostaria de ainda ter viva, para lhe acariciar a face e agradecer por tudo que me deu de bom. Na vida que tive e tenho sinceramente não dá para enumerar com destaque, ‘esse’ ou ‘aquele’ episódio, mas procuro sempre viver com sabedoria, especialmente aquilo que mais tenha trazido alegria (para repeti-las com toda intensidade!) ou tristezas (para não reprisá-las). Enquanto trabalhava na capital e viajava pelo mundo afora, tive oportunidades marcantes de, por exemplo, jantar com o ex-presidente francês Charles De Gaulle, beijar a mão e ser abençoado pelos papas Pio XII e João XXIII, entre tantos dignatários estrangeiros que conheci. Talvez me ocupe, não sei quando, de ditar minhas memórias...”&lt;br /&gt;O jornalista Corrêa Neves, com aquela inquietude que só os grandes jornalistas têm como virtude, cerca-se de informações o dia todo. Lê diariamente, além do &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;(sempre com olhos críticos), todos os jornais da Capital. Sua televisão (em casa ou no jornal) está sempre sintonizada em algum noticiário (inclusive canais em lín gua espanhola). Ele com certeza acompanha tudo o que acontece no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando fala do muito que fez pela cidade de Franca, o jornalista Corrêa Neves acaba se traindo e demonstrando uma certa tristeza. Afinal, ele não aceita a ingratidão. “Pena que a memória do povo seja tão frágil e que os espertalhões da política também continuem sendo prestigiados pelos eleitores desinformados. Mas, por exemplo, não costumam rememorar os acertos e as benesses: só se lembram dos erros e das perdas. Porém a história cuidará de fazer um pouco de justiça a quem luta por um ideal e o oferece à sua gente. Contribuí de forma desinteressada para que o dr. Adhemar de Barros assinasse, quando governador, o decreto que criou a antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca, agora transformada em Faculdade de História, Direito e Serviço Social, como parte integrante da Unesp. Minha contribuição ainda dá frutos e premia, com o saber, a cultura e o doutoramento, milhares de estudantes e professores que podem desfrutar de uma instituição como essa, que me orgulha muito ter dado a Franca. De resto, acho que nem preciso mais me preocupar para trazer à lembrança de agora. Foram conquistas, não favores que fiz. É isso aí...”&lt;br /&gt;Sobre sua experiência na direção da A.A. Francana ele não gosta nem de lembrar, rechaçando qualquer proposta para voltar. “Acho que fiz minha parte e dei minha contribuição ao clube, mesmo que hoje se revista de uma entidade pouco interessante, diante das dificuldades financeiras de agora. Por outro lado não tenho ‘preparo físico’ para isso e muito menos disposição intelectual para me imiscuir nesse assunto, tão complicado e mal engendrado nos últimos tempos. Os francanos de verdade vão saber, espero eu, encaminhar as coisas pelo bem do clube e da alegria popular...”&lt;br /&gt;O jornalista Corrêa Neves, acima de tudo, mostrou-se um grande administrador à frente do &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt;. Sempre manteve a ponderação e soube comandar a expansão do jornal (em todos os sentidos) no momento certo. Para ele, o mais importante sempre foi o Comércio e nunca procurou formar um “império de comunicações”. “A chance que me apareceu em diversas oportunidades não se afinava com os interesses de então, quer fossem no aspecto financeiro ou econômico e empresarial: criar ‘impérios” nessa área é muito perigoso e às vezes inconveniente, porque nos impõem tantas trocas e barganhas que podem inviabilizar qualquer negócio, tornando-nos ‘escravos’ de outros interesses. E também porque decidi me aprimorar numa só área para realizá-la com o que houver de melhor no mundo. Optei pelo que sempre fiz e gostei de fazer: a Imprensa, com o Jornalismo independente, sério e evoluído que tentamos fazer aqui”.&lt;br /&gt;Quanto à concorrência, Corrêa Neves diz que “se feita com lealdade é positiva, salutar e saudável para o meio em que estivermos. Acredito que a resposta dos leitores dando a preferência sempre absoluta de quase 85% para o nosso &lt;strong&gt;Comércio da Franca &lt;/strong&gt;é o resultado prático daquilo que fazemos nesse empreendimento editorial. Tomara que exista sempre uma concorrência, ou melhor, uma participação de outros veículos no mercado para tornar o segmento interessante, sempre vivo e acalorado na busca da perfeição que nunca será atingida por inteiro. Afinal, quem trabalha com intenção séria de crescer e prosperar, passando essa atitude conceitual à sua equipe, nem vê a concorrência caminhar. É isso que nos dá motivação maior para seguir lutando...”&lt;br /&gt;Corrêa Neves, porém, não deixa de olhar para a frente, para o futuro, como sempre fez em sua vida pessoal e profissional. “As coisas têm caminhado tão rapidamente que o futuro acontece a todo instante, de forma prática e às vezes conflitante com a teoria. Por isso acredito que o nosso jornal tem tudo para se tornar, a cada dia, um pilar sólido na construção do futuro para as próximas gerações. A informação que é do interesse público será sempre privilegiada no contexto da qualificação técnica que alcançarmos. Para um bom jornal sobreviver e se manter como o nosso, por 85 anos, muitos ingredientes são importantes. Até a depuração de seus artigos e colaboradores selecionados entre os melhores e do agrado geral, àqueles que fazem a tarefa árdua de, todas as madrugadas, levar o jornal prontinho para ser apreciado pelo leitor. Cultivando novos talentos, preservando os melhores que temos e que conosco comungam tais princípios, só poderemos brindar, com alegria, cada ‘virada de ano’ como essa que sempre nos enche de emoção e alegria no fechamento de cada primeiro semestre. É hora e vez de brindar e partilhar com todos, tudo isso”, finaliza. O jornalista Corrêa Neves é muito mais do que um simples perfil pode mostrar. Figura marcante e enérgica, fez-se através do trabalho e acredita que somente com trabalho é possível atingir todos os objetivos traçados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112726800589153753?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112726800589153753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112726800589153753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112726800589153753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112726800589153753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/um-ms-de-saudade.html' title='UM MÊS DE SAUDADE'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112700009970582175</id><published>2005-09-17T20:33:00.000-03:00</published><updated>2006-04-03T00:39:45.060-03:00</updated><title type='text'>MAMÃE E A IGREJA CATÓLICA</title><content type='html'>Embora fosse espírita e médium, minha mãe nunca teve nada contra a Igreja Católica. Mas não admitia certas atitudes que alguns padres tomavam quando chegavam à Usina Junqueira, querendo submeter todos à religião, condicionando as (poucas) diversões que existiam na Usina à participação nas missas. E minha mãe pensava que não era assim. Depois que meu pai mandou o padre enfiar a Capela de São Geraldo naquele lugar (por serem casados só no civil, resolveram casar meus pais na Igreja e, ao saber que seria obrigado a se confessar, sêo Sebastião, que era contra a idéia, proferiu o impropério que ecoou por toda a nave, horrorizando algumas beatas que existiam por ali), os dois passaram a alvo de toda e qualquer ação do padre da época.&lt;br /&gt;Na década de 50, conforme já contei pro Luizinho Lucas, o padre ficava na porta do clube (que ainda era do lado da quadra) e só podia assistir ao filme de domingo quem tinha ido à missa. Mamãe mandou os três filhos maiores (Eurípedes, Hamilton e Wilson) e ficou em casa costurando. Logo depois, os três retornavam, decepcionados, o Wilson até chorando. Ao saber da atitude do padre, pegou os filhos pela mão e mandou-se para o clube, a dois quarteirões de casa. Chegou na porta e "peitou" o padre (vários meninos estavam por ali, barrados que foram), querendo saber a razão de seus filhos não poderem assistir ao filme.&lt;br /&gt;Diante da resposta, dona Altiva redargüiu e, com uma inacreditável para quem tinha pouco estudo (ela começava a falar e não dava chance ao antagonista de retrucar... e tinha uma retórica impressionante), disse que a exigência era absurda, já que seus filhos não eram católicos. E arrematou: "vou entrar com meus filhos e quero ver se vc, seu urubu, vai me barrar. E nem tente, porque o mando longe com um safanão". E entrou, ouvindo ainda a molecada na porta gritar "Urubu, Urubu, Urubu" pro padre, que não teve outra opção do que atravessar a rua e entrar na casa paroquial. Depois deste dia, nunca mais houve restrição a quem quer que fosse por causa da Igreja Católica. E, por causa disso, sempre que podia o padre (e os que o seguiram) procuravam encrencar a dona Altiva, nunca conseguindo.&lt;br /&gt;De outra feita, já na década de 70, resolveu-se fazer uma grande festa junina na Usina Junqueira, sob os auspícios da Igreja. Organizada pelo "sêo" Moisés e pela esposa do seu Raul da Farmácia, que também era fotógrafo, começaram os ensaios. Eu e minha irmã aprendemos logo todos os comandos e passos e passamos a liderar o grupo. Sêo Moisés, inclusive, nos utilizava para treinar novos pares que apareciam depois que os ensaios estavam adiantados. À certa altura, veio a ordem: Sidnei e Luci não podem participar da quadrilha porque não vão à Igreja, não são católicos. E sêo Moisés foi firme: "se eles saírem, saio também"!&lt;br /&gt;A quadrilha aconteceu (acabei virando o delegado do casamento caipira; a filha do "sêo" Raul era a noiva), foi um sucesso e nos apresentamos até em Igarapava. A morte do sêo Moisés não foi suficiente para acabar com a festa, que realizamos por três anos consecutivos. No último ano, Luci, já adolescente, não quis participar, não encontrei uma parceira à altura e só auxiliei na organização e fiz as vezes de padre e juiz de paz, além de emprestar o disco com as músicas da quadrilha (que nunca mais vi, pois logo em seguida nos mudamos para Franca). Não sei se tudo continuou depois, mas ainda lembro-me dos fornos da padaria lotados de amendoim e as panelas enormes em que se estouravam pipocas. Uma festa para os olhos e também para a barriga, porque ninguém é de ferro...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112700009970582175?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112700009970582175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112700009970582175&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112700009970582175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112700009970582175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/mame-e-igreja-catlica.html' title='MAMÃE E A IGREJA CATÓLICA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112699851695461670</id><published>2005-09-17T20:06:00.000-03:00</published><updated>2005-09-17T20:08:36.960-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (3)</title><content type='html'>Como já disse, minha infância foi passada em meio aos anos de chumbo. Mas não cheguei a sentir muito a coisa, não. Pelo menos conscientemente. Mas há fatos que vivi ou presenciei que mostram como eram difíceis aqueles tempos. Na Usina Junqueira, uma vez vi uma cena da qual não me esqueci. Ainda eram os anos 60 (1967, para ser mais exato), quando todos os domingos o coreto da principal praça da Usina Junqueira era o palco da banda local (excelente, por sinal) e algumas promoções do Sílvio Morais com seu concurso de calouros: quem tinha instrumento, se acompanhav a, quem não tinha, ia à capela mesmo. Como eu, aos cinco anos, cantando "Que tudo vá para o inferno" (que hoje Roberto Carlos se recusa a cantar) e ganhando uma graninha num envelope, que ficou guardado numa gaveta "prum momento de precisão" (quem leu a história do bolo sabe de onde saiu o dinheiro pra comprar o pudim no bar do Fued Maluf). &lt;br /&gt;Pois foi num domingo destes, quando a primeira música sempre tinha que ser o Hino Nacional, que vi a cena: um bebum levando cacetada dos guardas (e depois foi pra cadeia, em Igarapava) porque não tirou o chapéu durante a execução.&lt;br /&gt;Outro fato que me marcou (e dá para se avaliar a influência da igreja na vida comunitária, naquela época) foi quando acabei expulso das aulas de religião no Parque Infantil, com seis anos. Era 1968 e um bando de seminaristas apareceu por lá, com uma série de slides, com histórias da bíblia. E eu, criado dentro do espiritismo-cristão, já familiarizado com a teoria da evolução de Darwin, além de sempre ter ouvido minha mãe contar que a história de Adão e Eva era uma fábula criada para contar a história humana (e, segundo ela, teria acontecido mesmo, mas num local remoto quando a terra já era habitada), não agüentei quando o seminarista disse que antes de Adão e Eva não existia ser humano da terra. &lt;br /&gt;Então, disparei, topetudo como sempre: "então, pode me explicar por que a Igreja não permite casamento entre irmãos se no começo foi assim?". E o pobre do seminarista, que tinha uns 17 anos (depois o conheci como padre, aqui em Franca, mas para minha sorte, ele não me reconheceu, já com 15 anos), respondeu: "Mas nunca houve isso!". Eu: "se Caim matou Abel e depois fugiu, se casou e teve os descendentes marcados por Deus, se não foi com uma irmã, foi com quem, se antes de Adão e Eva não havia ser humano?". O coitado ficou numa saia justa, gaguejou e, sem saber o que fazer, acabou com a aula. &lt;br /&gt;No fim, o administrador da Usina (coitado, entrava em cada roubada!), instado pelo padre, quis saber de minha mãe o que estavam me ensinando. Ela já foi falando de suas convicções e pedindo para que o padre, se soubesse responder minha pergunta, que respondesse, porque eu (que já sabia fazer poesias que declamava à torto e direito, para minha mãe registrar em papel) tirava minhas próprias conclusões do que via e ouvia.&lt;br /&gt;Só fui ter aulas de catecismo aos 8 ou 9 anos, depois que dona Altiva me orientou a fazer tudo direitinho, sem questionar, para não me sentir segregado (quem não assistia aulas de catecismo ficava no pátio e na minha época só eu e o Mariano - aliás, onde anda ele -, que era evangélico, ficávamos no pátio).  Pra não aumentar a pinimba da minha mãe com a Igreja Católica (logo vou contar os outros ocorridos entre dona Altiva - que adorava João XXIII - e os padres da Usina), resolveu-se deixar por isso mesmo. Mas ela sempre lembrava-se desta história, divertida, vendo que os seus esforços pra me incutir cultura e o gosto pela leitura e pela observação de tudo o que me cercava, tirando minhas próprias conclusões, estavam recompensados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112699851695461670?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112699851695461670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112699851695461670&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112699851695461670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112699851695461670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/lembrando-infncia-3.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (3)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112699585374319241</id><published>2005-09-17T19:22:00.000-03:00</published><updated>2005-09-17T19:24:13.750-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (2)</title><content type='html'>Sonia Sant'Anna, escritora de mão cheia, do Blog Contando Causos linkado aqui, ao postar um capítulo de sua autobiografia acendeu a luzinha que esteve meio apagada nos últimos dias. Se os meus amigos que me visitam tiverem paciência, vou falar um pouco de minha vida, infância e fatos que me marcaram profundamente. Como a maioria já sabe pelos meus posts anteriores, nasci no início da década de 60 na Usina Junqueira, uma pequena comunidade próximo a Igarapava. Meu pai trabalhava na usina de açúcar, enquanto minha mãe fazia o que podia para criar seis filhos com dignidade - costurava, comercializava sabão feito em casa, fazia geléia de mocotó que meus irmãos vendiam pela rua e mais o que aparecesse. Ali, o golpe de 64 chegou mas não com o impacto de outros centros, pelo que me lembre.&lt;br /&gt;Um dos fatos marcantes que lembram estes "anos de chumbo" eu acabei protagonizando, sem ao menos saber o que estava acontecendo. Na minha casa, ouvi desde pequeno que havia algo estranho no suicídio de Getúlio Vargas e que o brigadeiro Eduardo Gomes poderia ter vencido Jânio Quadros. Além disso, mamãe fazia verdadeira defesa de João Goulart, rechaçando quem lhe colocava a pecha de comunista. E quem acabou sendo olhada de soslaio acabou sendo ela, dona Altiva, e por minha causa.&lt;br /&gt;Quando tinha uns oito anos, no Grupo Escolar "Cel. Quito Junqueira", minha mãe teve que explicar as minhas "convicções" políticas. Acontece que numa daquelas aulas de História da época, a professora explicou que João Goulart havia sido retirado da Presidência por ser comunista e que os militares fizeram aquilo "em defesa da pátria". Sempre fui meio topetudo e não me contive. Disparei: "a senhora está falando uma mentira, pois João Goulart não era comunista. Foi derrubado por causa de sua intenção de melhorar a vida do pobre, fazendo uma ampla reforma agrária (eu já sabia o que era isso com oito anos!) e financiar a agricultura familiar. Ele nunca quis fazer o que fizeram na Rússia (eu lia muito as revistas da época mais politizadas, como a Realidade, que me deu condições de aprender a avaliar bem cedo as coisas da política)".&lt;br /&gt;A professora ficou vermelha, bufou e não teve como refutar, diante de uma classe em silêncio ante o contestador. Como eu não ia às missas (cresci num lar espírita, dentro dos preceitos da doutrina codificada por Allan Kardec), já fui taxado de "vermelho". Moral da história: mamãe foi chamada à escola e também pelo administrador da Usina para explicar as minhas "idéias comunistas". Simples, dona Altiva endossou tudo o que eu tinha dito e apontou suas convicções. Acabou provando não ser comunista (do contrário, teria uma dor de cabeça danada!), mas recebeu um recado: que não deixasse o filho caçula repetir "aquelas coisas horrorosas e que vão contra a filosofia da revolução (golpe, isso sim!)".&lt;br /&gt;Ela saiu de lá orgulhosa, feliz e sempre me dizia que eu tinha feito a coisa certa, porque se João Goulart tivesse podido governar como quisesse, o Brasil teria tomado outros rumos. Mas me orientou a moderar quando expusesse meu pensamento e deixasse para discutir em casa minhas convicções. Era uma grande mulher e uma mãe exemplar que, mesmo diante das dificuldades, nunca deixou um filho passar por necessidades. Lembro-me dela com saudade, carinho e profunda gratidão. Não fosse dona Altiva, certamente, eu não me tornaria o que sou hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112699585374319241?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112699585374319241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112699585374319241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112699585374319241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112699585374319241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/lembrando-infncia-2.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (2)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112597434157379051</id><published>2005-09-05T23:36:00.000-03:00</published><updated>2005-12-08T23:26:37.813-02:00</updated><title type='text'>AS MUDANÇAS NO MUNDO</title><content type='html'>Quando éramos crianças, as coisas eram diferentes do que são hoje. Não é que me espanto ao ver um garoto jogar bolinhas de gude ou rodopiar um pião de madeira nos dias atuais? Afinal, o que se vê são garotos perdendo o tempo em videogames cada vez mais sofisticados que dão uma baita sensação de realidade mas não a sensação de liberdade que tínhamos em nossos jogos, pelo menos três décadas atrás. A única relação são com as pipas, ontem e hoje. Mesmo assim, hoje as linhas vêm com um cerol que acaba causando vítimas, cortando braços e pescoços de motoqueiros. Na minha época, por exemplo, quando eu tinha 8 anos (1970), todo garoto queria ser jogador de futebol como Pelé, Tostão, Jairzinho, Rivelino, Gérson, Paulo César, Edu, Clodoaldo, Wilson Piazza, só pra jogar na seleção, ganhar uma copa e um fusca do Maluf. Hoje, os garotos sonham em ser jogador de futebol como Ronaldo, Ronaldinho, Adriano, Robinho, Roberto Carlos, só pra ganhar muito dinheiro, ter muitas mulheres e, se sobrar espaço, servir à seleção e ganhar uma Copa. Como os valores mudaram em três décadas! Das brincadeiras de pião, bolim-bete (é assim que escreve?), pique-esconde, cabo de guerra, queimada (ou matança), vi um dia uns garotos, entre 11 e 15 anos, brincando de "ressuscitação". Fica difícil explicar como era, mas as conseqüências poderiam levar a uma parada cardíaca (o batimento caía para quase zero) e normalmente quem participava, acabava desmaiando. Hoje vejo garotos discutindo desenhos infantis violentos e cheios de monstros: &lt;strong&gt;Bambi, Dumbo, Branca de Neve &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Bela Adormecida &lt;/strong&gt;são meros desconhecidos. Os filmes infantis atuais (&lt;strong&gt;Procurando Nemo, O Caça Tubarões &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;A Era do Gelo&lt;/strong&gt;, entre outros), fazem sucessos entre crianças pequenas e seus pais. Garotos de oito a treze anos querem mais é colocar aqueles calções horrorosos da NBA caídos, mostrando a cueca, camiseta do time (do basquete norte-americano) preferido, um tênis maneiro e um boné bem chamativo e passear no shopping. Dia destes, vi uma garota que não devia ter mais de treze anos enfiada numa bota enorme, micro-saia de um palmo (se abaixasse ou sentasse, todo mundo descobriria a cor da calcinha), tentando parecer mulher pra estes garotos. Olhei pra minha filha (de 11) e já deixei claro: nem pense em pedir coisa igual ou então tente vir ao Shopping sem que eu ou sua mãe estejamos juntos (de preferência os dois). Ela ainda vê o site da Barbie na Internet e gosta de &lt;strong&gt;Malhação, Floribella &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Bob Esponja&lt;/strong&gt;. Por isso, fico tranqüilo mas temo o futuro não só dela e da minha outra garota menor (seis anos) por causa desta geração que hoje surge, que namora cedo, engravida cedo, morre cedo, trafica cedo. Quando deveria estar rodando um pião, acertando a biloca ou então brincando de pique-esconde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112597434157379051?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112597434157379051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112597434157379051&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112597434157379051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112597434157379051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/as-mudanas-no-mundo.html' title='AS MUDANÇAS NO MUNDO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112563856294467058</id><published>2005-09-02T02:22:00.000-03:00</published><updated>2005-09-03T00:09:58.466-03:00</updated><title type='text'>NOSTALGIA</title><content type='html'>Há dias em que a gente acorda nostálgico. Estou assim há dias e, lembrando-me da infância, tento trazer de volta aqueles tempos alegres e despreocupados que, certamente, não voltam mais. Ao Marco, uma observação: temos que viver sem eles, aprendemos a viver sem eles, mas nunca nos acostumamos. Os fatos (e coisas boas) da infância nunca nos deixam. Nem a falta de memória que a diabetes me brinda é capaz de transformar a realidade. Hoje, estive pensando em minha mãe. Daquelas manhãs meio frias em que encontrava, sobre a mesa ao lado da garrafa de café forte, uma leiteira cheia de leite fervido. Era o seu famoso leite com açúcar queimado que ainda hoje remete às manhãs daquele tempo. Ou então quando mamãe resolvia reunir os filhos em torno dela e passávamos a tarde chupando laranjas estupidamente doces (que ela buscava na "residência", na fazenda São Geraldo, num saco de linho que trazia às costas por todo o trajeto) que ela descascava e brindava os filhos. Ou então, quando comprava refrigerantes e fazia um buraco na tampa, com um prego: era a forma como gostávamos de beber as "maçãs" (que a maioria conhece por tubaínas) da época. Mamãe também gostava de descascar cana para os filhos chuparem. Mas o que mais faz sua lembrança vívida é um brinquedo que ela costumava fazer para os filhos e que causavam inveja aos amigos, pois na época só existiam similares caros: o caleidoscópio. De vez em quando, ela cedia e vendia alguns diante das insistências. E ela fazia o instrumento apenas com um rolo de cartolina, espelhos, uma rodela de plástico e pedaços pequenos de plástico e outros materiais coloridos. A gente perdia tempo vendo as mais variadas (e lindas) imagens se formarem naquele brinquedo que fazia a nossa alegria. Aliás, a minha primeira pipa (ou papagaio ou pandorga ou quadrado ou índio) foi feita por ela. Fora os caminhõezinhos cujas rodas eram carretéis de linha confeccionados em madeira. Mamãe era assim: mãe em tempo integral de seis filhos, os quais ainda ajudava com desenhos primorosos nos cartazes que os professores pediam como trabalhos extras - sua especialidade eram animais, que ficavam perfeitos. Eu credito a ela todas as escolhas que fiz em minha vida: ela me incentivou quando percebeu minha facilidade em ler e escrever, comprando revistas e livros porque eu gostava de ler. Foi uma das minhas primeiras leitoras (e ela era uma leitora voraz e entusiasmada) e incentivadoras. E tinha orgulho em falar do filho jornalista. Pois acho que só retribuí ao que ela incentivou, ao encontrar terreno fértil para que aflorasse minha paixão pelas letras e pelo jornalismo. Hoje, eu é que me sinto orgulhoso por ter tido a dádiva de compartilhar de sua capacidade e inteligência ao meu lado por 31 anos. E sinto não tê-la tido mais comigo. E não a esqueço, pois sei que de onde ela está, estará, com certeza, ainda me incentivando e lendo tudo o que escrevo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112563856294467058?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112563856294467058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112563856294467058&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112563856294467058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112563856294467058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/09/nostalgia.html' title='NOSTALGIA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112519493064242516</id><published>2005-08-27T23:07:00.000-03:00</published><updated>2005-08-27T23:08:50.646-03:00</updated><title type='text'>LEMBRANDO A INFÂNCIA (1)</title><content type='html'>Como venho postando algumas coisas sobre minha infância e histórias da Usina Junqueira, resolvi voltar a me lembrar daqueles tempos. De quando eu tinha que sair correndo do grupo pra não apanhar do Dunga (ele só maneirou quando entrou pro time de futebol de salão do papai e ficou com medo de perder a vaga); de quando eu chupava o picolé de laranja baratim que a dona Irma vendia na sua revistaria; de quando eu jogava bola com o Faustim, filho do Fausto Maluf e da dona Vanda, que ficava na casa da avó Donana, que era minha vizinha; de quando chupava as mangas deliciosas que ganhava da mulher do sêo Borgim; de quando comia as amoras da amoreira que existia ali do lado da antiga máquina de arroz; de quando chupava a cana que papai levava já cortada dentro da marmita; de quando tomava garapa lá no laboratório da Usina; de quando comia com prazer o bauru que o Bolão fazia e vendia na quadra; de quando levava pra casa o pão sovado quentinho lá da padaria; de quando ia pescar lambari, bagres, mandis, piaus e piaparas, além de cascudos, lá no "Pacaembu" (que chamávamos "Paicambu"); de quando íamos a pé ao "Sertãozinho" ver a dona Fia; de quando íamos para a quadra assistir todos o jogo do time de basquete feminino da Usina (só pra ver a perna das jogadoras); de quando buscávamos poncãs e laranjas na residência; de quando, no intervalo do jogo do Caçulinha, mamãe chegava com um saco enorme de pipocas quentinhas; de quando eu e Zé Fernando enfrentávamos o retão para São Geraldo de bicicleta; de quando eu tocava surdo na banda (depois de tentar aprender sem sucesso tocar repique ou algum instrumento de sopro); de quando eu era feliz e não sabia. E hoje não consigo trazer de volta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112519493064242516?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112519493064242516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112519493064242516&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112519493064242516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112519493064242516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/lembrando-infncia-1.html' title='LEMBRANDO A INFÂNCIA (1)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112519402741042712</id><published>2005-08-27T22:33:00.000-03:00</published><updated>2005-08-27T22:53:47.416-03:00</updated><title type='text'>COISAS DE FRANCA</title><content type='html'>Muita gente estranha o modo de falar do francano. São frases e expressões que, por uma proximidade muito grande com Minas Gerais (e cuja população é formada em grande parte pela laboriosa gente mineira), acabam soando estranhas a paulistas de outras plagas e até mesmo de outros Estados. Há coisas que até Minas Gerais estranha. Então, coloco aqui para que mais gente conheça e não estranhe tanto. Uma coisa: quando se quer chamar alguém para comer um lanche, chama-se para "comer um bolota". É que o primeiro trailer de lanches existente em Franca chamava-se bolota, ainda na década de 70, e o nome colou. Quando se fala "vamos num Bolota?" na verdade está-se chamando para ir a uma casa de lanches tipo trailer. Outra coisa: um prato típico de Franca (e só quem comeu sabe o que é e nunca esquece) é o famoso JK. Trata-se de um filé recheado com queijo e presunto e empanado, servido com muita batata frita, queijo derretido, arroz preparado com gema de ovo, tomates e palmito (há versões com banana à milanesa). E o nome, embora alguns tentem associar, não tem nada a ver com o ex-presidente. Trata-se de Jantar Kompleto (assim mesmo), criado na década de 60 por um restaurante famoso que existiu aqui. Outra coisa: em Franca, ninguém pergunta "que horas são?" e sim "quantas horas?". E ninguém faz alguma coisa "daqui a pouco" e sim "agora mesmo". Há ainda o "Vapo" e o "Lépo", expressões mineiras que se enraizaram por aqui. E há várias outras que, conforme eu for lembrando, vou postando por aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112519402741042712?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112519402741042712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112519402741042712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112519402741042712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112519402741042712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/coisas-de-franca.html' title='COISAS DE FRANCA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112512319244728344</id><published>2005-08-27T03:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-27T03:13:12.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto26.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nunca poderia deixar de colocar esta foto neste espaço: aí está dona Altiva, aos trinta anos aproximadamente, com meu irmão mais velho, Eurípedes, que deveria ter pouco mais de um ano. Uma foto do início da década de 50 com duas pessoas que, infelizmente, não tenho mais próximas a mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112512319244728344?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112512319244728344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112512319244728344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112512319244728344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112512319244728344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/nunca-poderia-deixar-de-colocar-esta.html' title=''/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112502116705417793</id><published>2005-08-25T22:51:00.000-03:00</published><updated>2005-08-25T22:52:47.060-03:00</updated><title type='text'>EU E A PISCINA</title><content type='html'>Não é para me gabar, mas dentro de uma piscina me transformo em peixe: vou pro fundo e só saio quando me tiram, morto! Pra dizer a verdade, nunca tive uma relação muito cordial com grandes volumes de água, não. Quando tinha cinco ou seis anos, no máximo, morava na Usina Junqueira e, como acontecia apenas uma vez na vida e outra na morte, permitiram que os moleques do Parque Infantil usassem a piscina que havia por lá. E não adiantou insistir: dona Altiva bateu o pé e proibiu que eu participasse, em razão da saúde (pra ela, gripe era sinônimo de morte, pelo menos para o caçulinha dela). E o teimoso aqui (a coisa vem de longe!) não deu o braço a torcer. Escondido, passei a mão num short de banho, amoitei uma toalha perto do portão e, na hora certa, fui-me para uma tarde de delícias naquela piscina cobiçada por 10 entre 10 garotos da usina. Quando voltei pra casa, cometi o pecado mortal: coloquei o short pra secar, junto com a toalha, no varal do quintal. Resultado: além de uma surra bem dada pela dona Altiva pela desobediência, haja injeções, remédios, chás e outras intragáveis beberragens para curar a subseqüente gripe e infecção da garganta nos dias posteriores. A partir daí, minha relação com piscinas apodreceu de vez. Um dia, meu irmão Wilson levou-me ao rio Grande, a poucos metros da Usina, para uma tarde de diversão. Além de quase me afogar, passei os dias seguintes doentes sem que minha mãe atinasse para a razão (isto foi um segredo que meu irmão levou para o túmulo e eu revelo só agora). Anos depois, novamente arrastado pelo Wilson, já em Franca, fui à piscina do CPP (Centro do Professorado Paulista). Batata: outro quase afogamento e mais uma semana de tratamento. Anos depois, já adulto, resolvi acompanhar Luci ao Bagres Country Club, aqui em Franca, decisão que me fez desistir de vez de tentar interagir com a água de uma piscina. Quando cheguei (e na época, tinha pouco menos de 130 quilos!), botei o calção e me dirigi à piscina, uma platéia admirada passou a me seguir. Pulei dentro dágua quando, ao olhar de um lado, vi que a onda que provoquei quase mandou um garoto pra fora da piscina. E vi, horrorizado, que pais e mães retiravam os filhos pequenos das minhas proximidades, como se eu fosse uma orca assassina. Só voltei a enfrentar uma piscina há pouco tempo, na Unifran, para um tratamento de problemas no joelho que exigem hidroterapia. E ontem, olhem só: eu e Luci (que também faz hidroterapia no mesmo local e no mesmo horário) vimos que, juntos, podemos ser contratados para provocar ondas artificiais em piscinas. Porque só nós dois, durante os exercícios, provocamos ondas que fazem a alegria de alguns garotinhos que participam do mesmo tratamento. Aí caí em mim: embora tenha a necessidade de utilizar a piscina para tratamento de saúde, nunca terei uma relação amistosa com um grande volume de água, porque não achei  graça nenhuma em represas, oceanos ou mesmo lagos de um metro d'água. Eu e ela (a água) nunca nos demos bem, mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112502116705417793?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112502116705417793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112502116705417793&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112502116705417793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112502116705417793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/eu-e-piscina.html' title='EU E A PISCINA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112485425321228787</id><published>2005-08-24T00:28:00.000-03:00</published><updated>2005-08-24T00:54:52.796-03:00</updated><title type='text'>COISAS QUE O GORDO ADORA</title><content type='html'>Restaurante vazio (pode se espalhar à vontade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Boca-Livre&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Coquetel de inauguração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vitrine (cheia) de rotisserie&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Máquina de assar frangos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cama de casal&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Poltrona de dois lugares (que ele ocupa sozinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Comida de boteco&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fazer a sesta depois do almoço, depois da janta, depois da ceia, depois do café...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Macarronada (não há gordo que não goste)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pizza (idem)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastel de feira (observem bem, sempre há gordos em volta da barraca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ficar acompanhado de pessoas mais gordas que ele&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de comida (sempre conhece uma receita com mais de 10 mil calorias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ir ao shopping, sentar-se numa cadeira e observar o movimento&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lanche com bacon, ovos e muito queijo... O resto não importa, estes três tem que ter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112485425321228787?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112485425321228787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112485425321228787&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112485425321228787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112485425321228787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/coisas-que-o-gordo-adora.html' title='COISAS QUE O GORDO ADORA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112460033044358580</id><published>2005-08-21T01:57:00.000-03:00</published><updated>2005-08-21T01:58:50.446-03:00</updated><title type='text'>OS FANTASMAS DO RETÃO</title><content type='html'>A larga estrada que ligava a Usina Junqueira a São Geraldo (o retão) ficou famosa por causa das histórias de fantasmas, assombrações e entidades que a povoariam nas noites sem lua e na Quaresma. Uma das histórias, contadas  pelo Babão, envolvia ele próprio. Ele contava que, numa noite de lua cheia, quando voltava de bicicleta de um baile da fazenda Campestre, ao chegar no retão passou a ser perseguido por um animal, aparentemente um cachorro ou lobo, que tentava abocanhar-lhe a perna. E afirmava que, mesmo com a lua clara, não conseguia ver o que rosnava e mordia a perna de sua calça. Ao chegar na entrada da Usina, no portãozinho que ficava quase na lateral do campo do Caçulinha, onde começava a iluminação, não havia nada. A fama do "Babão" como mentiroso era notória e ninguém sabe se meu irmão dizia a verdade. Um amigo dele, o Antônio dos Santos, contava outra história. Dizia que numa noite de lua (mas as árvores que ladeavam o retão diminuíam razoavelmente a visibilidade), ele retornava de São Geraldo quando passou a ser perseguido por uma entidade branca, que voava em sua direção, subia e descia. O forte vento que passava pelas árvores piorava ainda mais a situação, deixando o cenário mais macabro. O baixinho Antônio dos Santos, que de corajoso não tinha nada, "deitou o cabelo", como se dizia por lá. E quanto mais corria, mais a entidade o perseguia. Somente quando chegou na entrada da Usina, ali no campo, com a iluminação, ele disse que viu qual entidade o seguia: uma folha de jornal, que vinha sendo levada pelo vento. Dá para acreditar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112460033044358580?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112460033044358580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112460033044358580&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112460033044358580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112460033044358580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/os-fantasmas-do-reto.html' title='OS FANTASMAS DO RETÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112457986381555799</id><published>2005-08-20T20:11:00.000-03:00</published><updated>2005-11-27T14:04:47.743-02:00</updated><title type='text'>DONA MARLENE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto%20101.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto%20101.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha professora do 4º ano do Grupo Escolar "Coronel Quito": dona Marlene, uma das responsáveis pela retaguarda que me permitiu eu ser o que sou hoje. Uma ênfase grande em Língua Portuguesa, depois reforçada por grandes professores nos anos seguintes (dona Geralda, na Usina; Regina Marconi, Carlos Assumpção e Lourdinha Liporoni, estes em Franca, entre outros). Dona Marlene, na foto, entre este que na época ainda não era obeso (1972) e outra aluna da sua classe (infelizmente, o nome me foge), numa comemoração do Dia dos Professores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112457986381555799?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112457986381555799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112457986381555799&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457986381555799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457986381555799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/dona-marlene.html' title='DONA MARLENE'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112457892674924539</id><published>2005-08-20T19:55:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T16:29:55.463-03:00</updated><title type='text'>FRANCA PERDE UM DEFENSOR APAIXONADO E INTRANSIGENTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/correaneves3.JPG"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/correaneves3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje, vivo um momento de tristeza, profunda angústia e imensa saudade. Afinal, vai-se o amigo-mestre-orientador-colega-irmão (e tudo o mais que sirva para definir quem, em 25 anos de convivência foi tudo menos patrão), a quem conheci exatamente num sábado, no dia 28 de junho de 1980. Corrêa Neves deixou-me, já de saída, uma forte impressão. Em cada palavra, cada ato, a sua energia transbordava. Já na segunda-feira, dia 30 de junho (aniversário do jornal) iniciava eu minha trajetória no jornal, tendo contato diário com o grande jornalista que sabia da importância do veículo que dirigia com paixão e energia. Afinal, era um dos primeiros a chegar pelas manhãs ao prédio da rua Ouvidor Freire e só saía nas primeiras horas da madrugada.&lt;br /&gt;Muito do que permeia nas páginas do &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt; é devido a Corrêa Neves: a defesa intransigente das coisas da cidade; a luta pelo progresso de Franca e a busca da verdade, esteja onde estiver e doa a quem doer. Corrêa Neves, nesse tempo todo (mais de 25 anos!), deu-me lições valiosíssimas que orgulhosamente vou levando vida afora. Uma delas: não se deixar ameaçar. Um dia disse, em manchete do próprio jornal, quando era presidente da Associação Atlética Francana: “não aceito pressão nem faca no peito”. Capaz de gestos de generosidade espontânea, nunca foi de se dobrar diante de chantagens, ameaças ou pressões de qualquer tipo.&lt;br /&gt;Parte de minhas lembranças, hoje, traz-me como um filme Corrêa Neves chegando ao jornal, madrugada ainda, para conferir a impressão e a distribuição, orientando e admoestando os garotos responsáveis pela entrega dos exemplares aos assinantes. Ele era assim: chegava na madrugada e só ia embora no final da noite. Fazia questão de acompanhar todos os detalhes da edição, conferindo não só as matérias como também o layout das páginas e o boneco da edição do dia seguinte.&lt;br /&gt;Na década de 80, era possível encontrar o jornalista Corrêa Neves na sala do escritório, que era anexa ao balcão de anúncios, ou então em sua sala, quase sempre de porta aberta, justamente na entrada do jornal no período noturno. Ali, recebia políticos (como os ex-governadores Laudo Natel, Franco Montoro, Orestes Quércia, Mário Covas; o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que por vários anos foi colaborador do jornal e muitos outros), além de amigos e pessoas comuns, que o procuravam para relatar fatos, apontar problemas na cidade ou apenas pessoas comuns.&lt;br /&gt;Sempre foi possível vê-lo andando pelas ruas do centro, conversando com amigos na praça Barão, tomando um café ou mesmo observando a movimentação de vendas do &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;nas bancas. Nunca conseguia andar muito tempo: sempre alguém o interpelava, só para conversar ou comentar sobre algum assunto que o jornal publicara. Uma pessoa sem receios, com a certeza de que estava fazendo o que gostava, da forma como queria.&lt;br /&gt;Em pouco mais de trinta anos, transformou o &lt;strong&gt;Comércio&lt;/strong&gt; num dos principais jornais do Interior de São Paulo. Buscando sempre a verdade, por várias vezes encontrou resistências e movimentos contrários que nunca o abateram: fizeram-no mais forte para defender a cidade e a região. Em sua trajetória, teve o necessário respaldo em dona Sônia, a esposa que o acompanhou em todos os momentos do jornal, compartilhando os momentos bons e os difíceis que o &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;enfrentou sob o seu comando, com a qual sempre comungou os mesmos ideais de verdade e luta por Franca. Tem em Júnior o seu continuador, com a mesma tenacidade e energia que sempre empregou durante sua vida. E em André, filho caçula, que preferiu seguir outros caminhos que não a imprensa mas que traz a marca da persistência que o pai sempre carregou.&lt;br /&gt;Amigo dos amigos e ferrenho defensor da verdade, Corrêa Neves deixa uma lacuna que dificilmente será preenchida, tanto na imprensa francana como também no coração dos que o conheceram. Qualquer homenagem que se faça é pequena diante da grandeza do jornalista que, um dia, dizia-se magoado com a ingratidão e afirmava, orgulhoso: “O que eu fiz foram conquistas minhas para a cidade; não foram favores...”&lt;br /&gt;Assim, não poderia deixar de externar a gratidão por tudo o que recebi dele nestes 25 anos e alguns meses, não só no aspecto profissional mas também no campo particular e familiar. Um dia, ainda, Franca vai saber mensurar a sua importância e render-lhe um preito de gratidão ao grande jornalista, ao grande amigo e ao grande batalhador Corrêa Neves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PS.: Este texto foi publicado na edição de 19/08/2005 do &lt;strong&gt;Comércio da Franca&lt;/strong&gt;, uma simples homenagem a uma pessoa que posso descrever como grande amigo, grande mestre, um quase pai-irmão. Ele faleceu no dia 18 de agosto, depois de seis meses em tratamento de uma hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro), tendo passado por três intervenções cirúrgicas. Tivemos uma convivência próxima nos últimos 25 anos e sua ausência, com certeza, vai ser profundamente sentida e nunca superada. À esposa, Sônia, aos filhos, André e Júnior, e à neta, Júlia, que Deus lhes dê coragem e força para superar esta perda irreparável.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112457892674924539?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112457892674924539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112457892674924539&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457892674924539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457892674924539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/franca-perde-um-defensor-apaixonado-e.html' title='FRANCA PERDE UM DEFENSOR APAIXONADO E INTRANSIGENTE'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112457810648418871</id><published>2005-08-20T19:45:00.000-03:00</published><updated>2005-08-20T20:11:18.556-03:00</updated><title type='text'>WILSON, O PROFESSOR</title><content type='html'>Meu irmão Wilson, nunca soube a razão, era conhecido por Bichuete pelos seus colegas de Industrial, em Igarapava. Desde pequeno, aluno exemplar, nunca encontrou durante sua vida estudantil um obstáculo chamado reprovação (ou bomba ou pau, como se diz hoje).&lt;br /&gt;Por isso, sempre o primeiro da classe, aos 14 anos logo partiu para seu vôo mais alto: resolveu que queria estudar no Educandário Pestalozzi, uma instituição de ensino de alto gabarito aqui em Franca, decisão que veio a mudar todo o destino da família Ribeiro. Garantido por dona Altiva, que passou a vender balas e pipocas no Ginásio para custear a mensalidade, Wilson veio a Franca e aqui fez o colegial e fez o curso superior, na Unifran que ainda engatinhava. Teve uma média excepcional no vestibular e concluiu o curso nos quatro anos regulamentares: tecnólogo eletricista, o que permitiu que ele trabalhasse com projetos de instalação elétrica e ampliasse sua especialização como desenhista projetista, onde estava iniciando na indústria Amazonas e mais tarde possibilitou que se tornasse professor de eletrotécnica na Industrial de Franca.&lt;br /&gt;Aos 22 anos, em 1975, casou-se com Cilene e teve dois filhos: Rodrigo (hoje formado em Ciências Sociais com especialização em Antropologia pela Unesp de Marília, com mestrado na PUC e com doutorado em andamento), que à exemplo do pai, teve uma carreira estudantil próxima do brilhante. Hoje, aos 29 anos, dá aulas na PUC de São Paulo e de Jundaí. A outra filha, Geysa, aos 25 anos, faz o último ano de Filosofia na Unesp de Marília.&lt;br /&gt;Wilson faleceu em junho de 1986, em plena Copa do Mundo, com uma crise de diabetes alterada (doença que ele desconhecia ter) ampliada pela aplicação de duas injeções de glicose por um enfermeiro, com a anuência de meu irmão, que achava que sua tontura era conseqüência de consumo em excesso de bebida alcoólica. Tinha 33 anos de idade. A sua vinda para Franca acabou definindo o destino de toda família: minha mãe preferiu Franca a Americana, Ribeirão Preto ou Igarapava para ficar perto de Wilson e de Hamilton (que também veio para cá). Não fosse isso, sabe-se lá onde estaria eu e fazendo o quê para viver se não o jornalismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112457810648418871?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112457810648418871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112457810648418871&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457810648418871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112457810648418871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/wilson-o-professor.html' title='WILSON, O PROFESSOR'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112450195333407140</id><published>2005-08-19T22:31:00.000-03:00</published><updated>2005-08-19T22:43:48.340-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto%20061.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto%20061.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta foto é, se não me engano, de 1973, quando meu irmão, Wilson, recebia o diploma do curso superior de tecnólogo eletricista da Unifran, em Franca, em cerimônia realizada no auditório do Educandário Pestalozzi. Da esquerda para a direita, Hamilton, um colega, papai, eu, mamãe, outro amigo, Wilson, sua então namorada Cilene (hoje, sua viúva, mãe do Rodrigo e da Geysa) e Luci. Eu tinha, então, 11 anos de idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112450195333407140?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112450195333407140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112450195333407140&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112450195333407140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112450195333407140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/esta-foto-se-no-me-engano-de-1973.html' title=''/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416585011832309</id><published>2005-08-16T17:16:00.000-03:00</published><updated>2005-08-18T00:26:31.240-03:00</updated><title type='text'>PAPAI E MEUS IRMÃOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto17peq.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/400/foto17peq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta foto, da década de 50, mostra meu pai e meus três irmãos mais velhos: da direita para a esquerda, Eurípedes (Babão, o Oripinho, garoto-problema da rua 4, China!), Hamilton (o Pitcho, para a família) e Wilson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416585011832309?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416585011832309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416585011832309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416585011832309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416585011832309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/papai-e-meus-irmos.html' title='PAPAI E MEUS IRMÃOS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416532714568336</id><published>2005-08-16T01:05:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T01:08:47.146-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto11peq.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto11peq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na foto, meu irmão Gérson, de Rei Momo, uma figura inesquecível ainda hoje em Franca. Uma figura ímpar, alegre e que personificou bem o rei do carnaval por aqui. Por isso, não poderia deixar de colocar uma foto dele no meu blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416532714568336?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416532714568336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416532714568336&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416532714568336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416532714568336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/na-foto-meu-irmo-grson-de-rei-momo-uma.html' title=''/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416511794572910</id><published>2005-08-16T01:03:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T01:05:17.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto23peq1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/400/foto23peq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta foto, quem estudou em 72 na Usina Junqueira tem. Dia dos Professores e toda a classe da 4ª Série A reunida com a mestra: eu estou ali no meio com vários colegas que nunca mais vi depois que deixei a usina: Pudim, Darlene, Cláudia, Sônia, Pudim, Dênis, os gêmeos Jadir e Jamir (acho que se chamavam assim, a memória me trai), Edilma, Márcia, Marta, Carmen Lúcia e vários outros dos quais não recordo os nomes. Há outra foto, do dia das crianças, onde cada aluno foi fotografado com o seu brinquedo predileto, e mais uma, ainda no Dia dos Professores, onde fotografamos (eu e outra aluna) com a dona Marlene, a qual colocarei aqui em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416511794572910?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416511794572910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416511794572910&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416511794572910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416511794572910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/esta-foto-quem-estudou-em-72-na-usina.html' title=''/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416487413757535</id><published>2005-08-16T00:57:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T01:01:14.140-03:00</updated><title type='text'>EM 1970</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto14peq.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto14peq.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No final do ano, Luci recebia seu diploma do quarto ano no Grupo Escolar "Coronel Quito Junqueira" e eu, exibido como só, orgulhosamente trajava minha camisa do segundo ano (cada tira azul no bolso era equivalente a uma série). Mamãe, orgulhosa, carregava as laranjas que tinha comprado do Toró na porta do Grupo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416487413757535?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416487413757535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416487413757535&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416487413757535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416487413757535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/em-1970.html' title='EM 1970'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416275777977629</id><published>2005-08-16T00:24:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:25:57.780-03:00</updated><title type='text'>EM SACRAMENTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto3nova.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto3nova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Fim da década de 60/início da de 70 (não sei bem quanto): numa excursão para Sacramento, eu e minha irmã na piscina da Gruta lá existente, quando cortei um dois joelhos numa pedra dentro d'água. Nunca me esqueço...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416275777977629?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416275777977629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416275777977629&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416275777977629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416275777977629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/em-sacramento.html' title='EM SACRAMENTO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416266636717247</id><published>2005-08-16T00:19:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:24:26.366-03:00</updated><title type='text'>O AUTOR CRIANÇA (E MAGRO)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/sidfasesnova.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/sidfasesnova.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Esta é pra quem me conheceu nas décadas de 60 e 70. Na primeira foto, tinha um ano; na segunda, quatro; na terceira, seis; e na quarta, oito anos de idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416266636717247?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416266636717247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416266636717247&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416266636717247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416266636717247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/o-autor-criana-e-magro.html' title='O AUTOR CRIANÇA (E MAGRO)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416222016780474</id><published>2005-08-16T00:14:00.001-03:00</published><updated>2005-08-16T00:17:00.166-03:00</updated><title type='text'>NA USINA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/1600/foto19copy.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5084/1432/320/foto19copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nesta foto, estamos papai, Gérson, eu, Mamãe e Luci, com sua inseparável boneca no colo. Devíamos estar em 1966 ou 1967, quando eu tinha entre quatro e cinco anos. A foto foi tirada numa das pilastras que sustentavam um dos globos de iluminação da Praça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416222016780474?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416222016780474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416222016780474&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416222016780474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416222016780474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/na-usina.html' title='NA USINA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416208438788770</id><published>2005-08-16T00:14:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:14:44.390-03:00</updated><title type='text'>HAMILTON, O GOLEIRO</title><content type='html'>Hamilton, "Pitcho" para os familiares, teve três fracos na vida: mulheres (que abandonou assim que encontrou a Conceição e se casou, advindo daí uma prole de quatro filhos), futebol (era goleiro no futebol de salão e só parou quando a idade cobrou a sua conta em forma de quilos a mais e disposição de menos) e a bebida (que acabou lhe passando a perna). Era o segundo filho de Sebastião e Altiva. Garoto e jovem, não se destacou. Aliás, na adolescência destacou-se com as garotas e com a sinuca, um vício que perdeu às duras penas. Foi um namorador contumaz e goleiro do time da Usina no futebol de salão. Lembro-me, ainda no final da década de 60, quando ele fraturou a clavícula numa jogada na quadra, mas não deixou a bola entrar. Ele era assim e gostava disso. Passou por maus momentos e também teve os ótimos. Seu romance com a Joana D'Arc, uma mulata de São Geraldo, que todos conheciam como Dako, foi assunto de muitas rodas. Trocava escola e trabalho por um bom namoro na praça da Usina. No começo dos 70 veio para Franca, onde veio a morrer, dois anos atrás. Vitimado por uma cirrose e uma pneumonia que resolveram não ceder. Deixou a esposa que ainda hoje reclama sua presença e quatro filhos (Randal, Rafael, Lílian e Rangel), além de três netos. Na minha lembrança vem a sua voz mansa, a sua teimosia ribeiriana e a tendência etílica. Hamilton ainda é lembrado por aqui como o goleiro do futebol de salão e do handebol do Amazonas. E também do Diário da Franca, jornal concorrente ao que trabalho, para o qual jogou na década de 70. Porque na de 80, ele veio comigo pra cá, defender as cores da nossa equipe. Quando parou, foi difícil encontrar um substituto. Até o time acabar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416208438788770?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416208438788770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416208438788770&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416208438788770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416208438788770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/hamilton-o-goleiro.html' title='HAMILTON, O GOLEIRO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416206092821869</id><published>2005-08-16T00:13:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:14:20.930-03:00</updated><title type='text'>EURÍPEDES, O "BABÃO"</title><content type='html'>Tem gente que pergunta sobre minha família. Como papai e mamãe quase sempre são citados (mesmo assim, cada um vai ter um post aqui), resolvi falar dos meus irmãos. O primeiro, mais velho deles, era o Eurípedes, o Babão, conhecido por toda Usina Junqueira como instável. Uso este substantivo para evitar usar o correto: encrenqueiro. Desde pequeno, era um brigão incorrigível, que nem a energia do meu pai deu jeito. Praticamente dia sim, outro também, Babão (quando ficava nervoso, começava a babar feito bebê, por isso o apelido) brigava na porta do Grupo Escolar. E tinha um inimigo fidagal o qual, mais tarde, tornou-se grande amigo: Oswaldo Júlio, irmão do Silvinho (que no início da década de 70 mudaram-se para São Paulo, deixando o pai sozinho na Usina). Cresceu assim: se alguém xingasse minha mãe, inapelavelmente apanhava. E não era de medir tamanho, não. Que o diga o Namir, irmão do Tim (grande amigo do Eurípedes, chamado pelos familiares de Pim) e do Nivaldo (que hoje moram em Franca, coincidentemente no mesmo Jardim Éden que eu). Namir, confundindo a brincadeira do Babão com o irmão, Tim, com uma briga, bem mais velho que meu irmão, interferiu e deu uma surra no brigão. Quando saiu, rindo, dizendo que era lenda a história de que o Eurípedes sempre levava a melhor, foi chamado pelo meu irmão: quando virou, o tijolo já vinha célere, acertando em ceio seu rosto. Depois de medicado, ouviu do pai, "sêo" Hidelbrando, também enfermeiro: "já falei pra você não mexer com aquele doido!" Ele era assim: oito ou oitenta. Acabou com várias festas por causa de seu temperamento explosivo, inclusive os churrascos que a Usina fazia todos os anos no encerramento da safra. E sua agressividade foi canalizada na POlícia Militar de Minas Gerais. Em 1969 ele passou no concurso do 4º BPM de Uberaba. E, em 1981, primeiro de janeiro, quando servia na pequena cidade de Santa Juliana, próxima a Patrocínio de Minas, acabou morrendo de forma estúpida, aos 31 anos de idade: deu um soco em um vidro, num momento de fúria solitária, houve ruptura de uma veia e ele acabou perecendo, esgotado, sem sangue. Um triste fim para quem tinha até diplomas de doador-símbolo do Hospital das Clínicas de Uberaba. Eurípedes, em que pese o temperamento explosivo, era brincalhão, vivia fazendo piadas e graças, mas tinha um fraco pela bebida. Foi o irmão com quem menos convivi, pois tinha apenas sete anos quando ele foi para a Polícia Militar mineira e vinha pra casa apenas durante as folgas. Eurípedes, acima de tudo, respeitava minha mãe. Só ela era capaz de colocar água fria na fervura , com seu grito agudo: "Piiiiim!". Ele parava a briga, na hora, e voltava pra casa chorando como um bezerro desmamado, porque só brigava quando xingavam minha mãe, o que ele não aceitava nem por brincadeira. Quando garoto, fizera meus irmãos (Hamilton e Wilson) sofrer: amarrava as mãos dois dois prá trás e dava-lhes "rasteiras", jogando-os no chão. E dizia que eles não poderiam chorar porque mamãe poderia ouvir, ir lá e bater nos três. Sem maldade... Ele era assim, violento, contraditório, mas uma criança quando sob influência de minha mãe, que muito sofreu com os seis filhos que teve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416206092821869?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416206092821869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416206092821869&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416206092821869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416206092821869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/eurpedes-o-babo.html' title='EURÍPEDES, O &quot;BABÃO&quot;'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416197988561745</id><published>2005-08-16T00:12:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:12:59.886-03:00</updated><title type='text'>MAIS SOBRE O GÉRSON</title><content type='html'>Como a Luciana pediu, estou aqui postando mais alguma coisa sobre o Gérson. Ele foi, durante toda a sua (curta) vida uma figura ímpar. Morreu aos 34 anos, em 1992, de forma tranqüila: dormindo. Nasceu uma criança bem desenvolvida e foi gordo a maior parte da vida. Por isso, nos últimos cinco (ou seis, não lembro bem) últimos anos de vida, foi o Rei Momo no Carnaval de Franca, de forma merecida. Tinha quase 200 quilos e fazia questão de participar ativamente dos quatro dias de folia, nas avenidas e onde mais houvesse baile de Carnaval. 13 anos depois, ainda se lembram dele como o melhor, mais alegre e animado Rei Momo que o carnaval de Franca teve... Nunca se destacou no futebol, nunca se destacou na escola (embora fosse um gênio nos números mas deixou o comodismo tomar conta), mas destacou-se na vida. Era uma pessoa que nunca deixava de sorrir, brincar e fazer piadas. Tinha brio, sempre tentando resolver sozinho os seus problemas. E, numa característica inteiramente dos Ribeiro da minha família, era extremamente teimoso. A ponto de um dia fazermos um pacto: ele nunca discutia comigo sobre ortografia, literatura, televisão e cinema, enquanto eu nunca discutia com ele se o problema envolvesse matemática ou física. Uma semana antes de sua morte, deu mostras à minha mãe que já sabia que isso ocorreria (disse que teve um sonho vendo um cortejo fúnebre de alguém da nossa família). E viveu esta última semana de vida sério, pensativo, melancólico. Um dia depois do próprio aniversário (um dia 10 de maio, quando também se comemorava o Dia das Mães), amanheceu morto em sua cama. Mas sua morte não apagou a sua lembrança do coração de quem o amava. E até hoje de vez em quando me pego rindo de uma bobagem que ele inventava, a forma como imitava jocosamente as pessoas e as piadas que sempre contava. Uma figura ímpar, que foi sepultado com a roupa de rei momo branca (a última que usou e ele pediu para ser confeccionada nesta cor) e a bandeira da escola de samba que ajudou a fundar aqui em em Franca e que só desfilou no último Carnaval em que Gérson reinou. Nos próximos posts vou falar de todos os outros irmãos: Eurípedes, Hamilton e Wilson (também precocemente falecidos) e da Luci, que resiste bravamente em que pesem os problemas de saúde que a acometem ainda hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416197988561745?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416197988561745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416197988561745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416197988561745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416197988561745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/mais-sobre-o-grson.html' title='MAIS SOBRE O GÉRSON'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416194286399918</id><published>2005-08-16T00:11:00.001-03:00</published><updated>2005-08-16T00:12:22.866-03:00</updated><title type='text'>MAIS SOBRE FELINOS</title><content type='html'>No post anterior falei do fato de ter tido 27 gatos em nossa casa, na Usina Junqueira. Pois saibam que desde criança convivi com gatos. E alguns deles lembro-me bem, ainda hoje. Como o Chaninho, que tinha duas donas: minha mãe e outra senhora, que morava vizinha à Dona Lica, na rua 4. Dona Varina (se não me engano), cujo marido, Luiz, era motorista da Usina. Eles tinham um casal de filhos. Pois o Chaninho de tão lerdo (segundo todos, por minha culpa, que resolvi aferir meus dotes de barbeiro e cortei os bigodes do bichano) que, um dia, assistiu calmamente à fuga de um gato, que passou a cinco centímeros dele, e não mexeu uma palha. Outro gato que me lembro era o Cat, um dos mais espertos que conheci. Pois bem: ele também tinha outra casa, a do Adriano, se não me engano neto do "sêo" Izaltino. Só que lá também o nome dele era outro: Chaninho ou Bichano. Em cada casa, ele atendia pelo nome que o chamavam, Cat ou Chaninho. Este gato era o xodó da mamãe e, quando nos mudamos da Usina, o fato de ele ter outra casa, onde era muito bem tratado, deixou-a mais tranqüila. Pois o Cat, além de tudo, era muito bem educado: não deixava os outros gatos "atacarem" a comida que minha mãe deixava em cima da mesa, assim como as carnes que ela comprava e colocava na pia antes de ir pra geladeira. E tinha mais: só comia o naco de carne que colocavam à sua frente se mamãe autorizasse. Havia ainda o Pretinho, uma gata angorá preta (descobrimos ser fêmea só após a primeira cria, porque ela não deixava ninguém se aproximar), que "herdamos" quando nos mudamos para a pracinha, responsável pela maioria dos 27 gatos que tínhamos e pela marca de unha que muitos cachorros tinham no focinho. Só chegava perto de mamãe. Houve ainda o Tigrinho, que acompanhou minha mãe na rua e ficou em casa. Ali, colocava os pintinhos pra dentro do galinheiro e comia o farelo de milho que mamãe colocava para os galináceos. Morreu por causa disso: um saco de farelho acabou contaminado por BHC e acabou com a criação de galinhas de mamãe. Tigrinho foi junto. Uma das cenas das quais me lembro era quando minha irmã, ajudando mamãe na cozinha, ia cortar os bifes (mamãe gostava de comprar coxão mole em peça para fazer os bifes, grossos, em casa), amolava a faca no tanque e apareciam gatos de todos os tamanhos, cores e miados: uma festa! Luci usava aquelas calças pantalona, de tecido grosso, e alguns gatos pequenos subiam por ela para driblar a chuva de bichanos que enchiam nossa cozinha. Escrevo isto com lágrimas nos olhos e o coração apertado, com saudades de um tempo em que as preocupações da vida não iam além das traquinagens que programávamos o tempo todo. Mamãe, papai, quatro irmãos e os 27 gatos hoje só existem na memória. E no coração de quem, um dia, foi a pessoa mais feliz do mundo e não tinha consciência disso. Por sorte, hoje sou feliz e sei disso! Com uma mulher maravilhosa, duas filhas que são um tesouro, irmã, sobrinhos e uma cachorrinha chamada Belinha que é inteiramente maluca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416194286399918?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416194286399918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416194286399918&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416194286399918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416194286399918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/mais-sobre-felinos.html' title='MAIS SOBRE FELINOS'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416190398606127</id><published>2005-08-16T00:11:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:11:43.986-03:00</updated><title type='text'>O BANHO DO GATO</title><content type='html'>Na família, já sabem: Ribeiro que é Ribeiro tem que ser teimoso... E isto vem de berço: Ribeiro perde as calças mas não perde uma discussão... mesmo estando redondamente (e, comigo, é batata!) enganado. Pois bem, quando eu era criança, tinha uns cinco anos, testava a paciência dos irmãos com uma teimosia de muar: insistia até tentar fazer os outros acreditarem ser pedra um pedaço de pau. Minha irmã, Luci, era a vítima preferencial. Mas por conta desta teimosia familiar, congênita mesmo, também me ferrei algumas vezes. Como daquela quando resolvi que iria dar um banho num dos gatos que tínhamos. Ainda morava na rua 4 da Usina (casa número vinte, endereço que nunca esqueci) e tínhamos alguns bichanos. Quando nos mudamos pra pracinha, no início da década de 70, começou a coleção de felinos de minha mãe: de uma gata negra, angorá, chegou-se a uma criação de 27 gatos que surgiam de todos os cantos ao mínimo cheiro de carne. Voltando a 1967, estávamos eu e meu irmão Wilson sozinhos em casa e eu comecei a azucriná-lo, querendo tomar banho de bacia (coisa de moleque, mesmo). Mesmo tendo chuveiro em casa, gostava de tomar banho numa bacia enorme que mamãe tinha em casa e usava para quarar roupas brancas. Mas já tinha em mente colocar o gato junto comigo, pra ver sua reação à água. Meu irmão percebeu e alertou para o perigo. Eu, esperando que ele vissasse as costas para buscar a toalha, agarrei o bichano e fui para a bacia d'água. Meu irmão só ouviu um miado, barulhos na água e um berro, meu! Ao chegar na cozinha, onde tinha colocado a bacia, deparou-se com o quadro: água pra todo lado, eu com cara de tacho e o peito inteiramente arranhado pelas unhas afiadas do gato. Que ficou um bom tempo sem passar perto de mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416190398606127?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416190398606127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416190398606127&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416190398606127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416190398606127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/o-banho-do-gato.html' title='O BANHO DO GATO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416185359062415</id><published>2005-08-16T00:10:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:10:53.590-03:00</updated><title type='text'>OS CIÚMES DA PRETA</title><content type='html'>Tive a sorte de encontrar a mulher de minha vida em Elaine, a querida Preta do meu coração (atenção, só eu posso chamá-la assim... e se ela ver alguém me chamando de Preto, fica vermelha, sobe nas tamancas e já quer partir para a briga!) Mas os ciúmes que ela tem deste redondo escritor são inacreditáveis (não sei onde ela vê motivo para se sentir assim)... Pois ela não se emenda: quer tirar satisfações de qualquer pessoa (do sexo feminino, claro) que olhe para mim por mais de um segundo! Não suporta que me encarem (aí é para o público em geral), me admirem por causa do peso ou então debochem de mim. Aí muda totalmente. Normalmente, minha Preta é um doce, uma criatura que passa o tempo todo rindo e brincando... Mas quando é comigo, de faces avermelhadas, vira uma fera. De pacífica, torna-se beligerante. Eu tento segurar e até agora tenho conseguido. Mas não sei por quanto tempo. Ela sabe que a amo, ela me ama também, mas os elogios femininos alheios, pra ela, são uma provocação. E aí ela tenta responder à altura. Se possível, esganando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416185359062415?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416185359062415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416185359062415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416185359062415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416185359062415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/os-cimes-da-preta.html' title='OS CIÚMES DA PRETA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416180678684996</id><published>2005-08-16T00:03:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:10:06.790-03:00</updated><title type='text'>MEU IRMÃO GÉRSON</title><content type='html'>Estava dia desses pensando na vida e, de repente, me dei conta de que Deus foi muito bom comigo. Tive pais maravilhosos (minha mãe, uma figura de grande luz interior, levou a bom termo a criação de seis filhos, sem que tivesse recursos para isso e tenha lutado praticamente a vida toda), irmãos dos quais sinto falta tremenda, uma esposa que só pode ser presente de Deus e duas filhas que não canso de elogiar, além de sobrinhos e sobrinhas que orgulham qualquer um. Aí, lembrei-me do Gérson, quatro anos mais velho do que eu e uma figura ímpar. Gordo desde a infância, atingiu o ápice da adiposidade ao assumir o posto de Rei Momo do Carnaval de Franca por meia dúzia de anos. Deixou de sê-lo só ao morrer. Ainda inesquecível neste posto, por certo foi comandar a folia dos anjos. Gérson era a verdadeira personificação da alegria: sempre sorrindo e brincando, conseguia levar às gargalhadas quem o visse imitando Genival Lacerda e sua dança ou então contando piadas e falando abobrinhas (a história da plantação de bombril é dele). Desde pequeno, Gérson teve que aprender a conviver com a obesidade que deu-lhe a rotunda "imagem corporal alternativa", como se diz hoje em linguagem "politicamente correta". E tirava sarro de sua própria situação. Na Usina Junqueira, Gérson era bem conhecido: além do ajudante da padaria que dormia a sono solto nos bailes do clube, aos 14 anos, também corria longe sua fama de pamonheiro de mão cheia (o soldado Orlando Guerra e a sua esposa descobriram isso e sempre levavam o Gérson para sua casa na época de milho verde... É bom acrescentar que ele não gostava de pamonha e fazia a mais maravilhosa que já comi). Uma das situações das quais me lembro foi quando Gérson destruiu uma bicicleta novinha que papai havia comprado em Igarapava. Ele tinha uns treze anos, década de 70, na pracinha onde morávamos. Assim como o Gérson, todos os garotos da Usina eram apaixonados pela Cristina Guitarrara (Miss Igarapava, uma sensação nos desfiles cívicos e também no concurso Miss São Paulo, além de grande jogadora de basquete, que ao entrar na quadra já deixava a molecada babando). No mesmo dia em que a nova bicicleta de papai (uma Monark novinha, pneu balão), ao passar em frente de nossa casa (do lado oposto tinha um poste), perdeu-se na beleza de Cristina, que, saída da padaria, seguia rumo à sua casa. Gérson foi olhando, olhando e esqueceu-se do rumo que tomava, até arrebentar a bicicleta no poste. Além de inutilizar todinho o novo veículo de meu pai, ficou com uma marca vermelha no peito, que acertou o poste em cheio. Anos depois, ele acabou arrebentando o carro do meu pai numa árvore, aqui em Franca... E ficou tb com a marca no peito. Ele era assim: alegre, risonho, mas de uma infelicidade incrível. Quem sabe um dia eu conto que ele foi atropelado pelo próprio carro, cuja roda dianteira passou sobre sua cabeça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416180678684996?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416180678684996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416180678684996&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416180678684996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416180678684996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/meu-irmo-grson.html' title='MEU IRMÃO GÉRSON'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416139313370749</id><published>2005-08-16T00:01:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:03:13.133-03:00</updated><title type='text'>A ESMOLA</title><content type='html'>- Dá um dinheiro, moço?&lt;br /&gt;Quando olhei pra trás, o vi. Um garoto franzino, cerca de oito anos, trazendo nos olhos toda a desesperança de sua (ainda) pequena vida... Não pude deixar de notar nos pés descalços, na roupa suja e seus dedos magros, tal gravetos fossem, na mão espalmada esperando moedas.&lt;br /&gt;Diante de minha mudez, ainda completou:&lt;br /&gt;- É pra comprar comida... Ainda não comi nada hoje!&lt;br /&gt;Não pude deixar de me admirar com a rapidez com que enfiei a mão no bolso para atender a seu pedido. Mas parei e, como sempre ocorrem nestas ocasiões, quase lhe disse não ter dinheiro ou mesmo trocados. Mas algo acabou me comovendo. Não sei se seus olhos tristes, suas pernas magras perdidas dentro de uma bermuda muito larga ou se o seu estado de aparente pobreza. E, mais tarde, refletindo sobre tudo isso, percebi que, assim como muitos, paguei para me livrar de um problema sério, grave e que, se todos agirem como eu, vai perdurar por muito tempo ainda. E aí tive pena de mim... E do Brasil, também...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416139313370749?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416139313370749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416139313370749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416139313370749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416139313370749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/esmola.html' title='A ESMOLA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416129145791810</id><published>2005-08-16T00:00:00.001-03:00</published><updated>2005-08-16T00:01:31.460-03:00</updated><title type='text'>PERCALÇOS DA PROFISSÃO</title><content type='html'>Hoje aqui na redação do jornal (o &lt;strong&gt;Comércio da Franca &lt;/strong&gt;completou ontem 90 anos!), onde estou há 25 anos, ontem comentávamos perrengues que a gente passa para conseguir informar bem o leitor e lembrei-me de algumas saias-justas pelas quais passei durante este período. Na década de 80, quando o &lt;strong&gt;Comércio &lt;/strong&gt;era uma sombra do que é hoje, pouca gente na redação, tínhamos que nos virar de qualquer forma pra dar conta do recado: assoviando, chupando cana e ainda fazendo açúcar e alcool ao mesmo tempo. E não é que dava certo... Modéstia às favas, fazia um grande jornal dentro das possibilidades tecnológicas e de pessoal da época. Eu era o editor-chefe. Pois bem, quando alguém nos procurava, éramos chamados no balcão de anúncios que existia perto da impressora, porta de entrada para a oficina, a redação, todo o jornal (só os escritórios eram do outro lado). Quem nos chamava era um senhor que captava os anúncios depois das seis da tarde, atendia os telefones e servia de porteiro, até as onze da noite, o sêo Juca. Um dia, sêo Juca me chamou. Desci e lá embaixo deparei com um lavrador típico: chapelão, botinas, calça jeans, camisa e paletó. Ele veio pro meu lado e disse: "Você colocou no jornal de hoje que fui preso por portar uma arma"... Dito isso, levantou o paletó e me mostrou um 38 medonho enfiado na calça. E continuou: "Pois eu sempre ando armado e não gostei de ver a notícia", ameaçador. Nem tive dúvidas: olhei pra ele, pedi calma e chamei o repórter policial, indo me refugiar na redação, porque bobo eu não sou!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416129145791810?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416129145791810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416129145791810&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416129145791810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416129145791810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/percalos-da-profisso.html' title='PERCALÇOS DA PROFISSÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416122419188496</id><published>2005-08-16T00:00:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T00:00:24.193-03:00</updated><title type='text'>CORRENDO DA VACA</title><content type='html'>Hoje, vendo a Drica toda vestida de vermelho e ouvindo a Preta dizer: "se aparecesse uma vaca aqui...", lembrei-me de um fato ocorrido quando eu deveria ter cinco ou seis anos. Quem morou na Usina Junqueira nos finais de 60 e início dos 70 deve saber do que vou falar. A casa que os dirigentes da Fundação Sinhá Junqueira tinham à sua disposição, perto da Fazenda São Geraldo, era uma imensa propriedade que chamávamos residência, onde, além de um pomar que frutificava poncãs e laranjas doces como mel, tinha imensos pastos à sua volta cercados apenas de arame farpado e moirões. A residência em si (incluindo os pomares) tinha um muro altíssimo e poucos se atreviam a entrar lá. Mas, sabe como é pobre, sem televisão e mais nada para fazer no domingo: toca a andar sem rumo, atravessando estradas poeirentas e pastos cheios de carrapichos (as roupas ficavam uma beleza!). Numa destas saídas domingueiras, depois da macarronada sagrada de domingo, fomos quase todos "passear": papai, mamãe e todos os seis irmãos. Atravessamos o "retão" (que ligava a Usina a São Geraldo), quando papai teve a boa idéia: ver um bambuzal que existia ao lado da "residência", perto do muro do pomar. E, como quando "sêo" Sebastião falava, ninguém retrucava, lá fomos nós. Antes preciso colocar uma explicação: enquanto eu era chamado de "coisinha" por minha irmã, de tão pequeno que era aos cinco anos de idade (quem diria, heim?), papai e mamãe, na época, exibiam rotundas silhuetas. Depois de passearmos pelo bambuzal, no meio do pasto, já marchando de volta, eis que surge a danada: uma baita vaca preta que, com certeza, deveria ter parido recentemente, pronta pra defender seu novilho. E nem vacilou: partiu pra cima do grupo e foi pernas pra que te quero... Papai, arrastando Luci, conseguiu voar por sobre o arame farpado com a agilidade de um Sergei Bubka. Mamãe, também, parou do outro lado sem arranhão (ainda hoje tento imaginar como ela pulou). Gérson, Hamilton e Wilson, jovens e ágeis, passaram pela cerca sem problemas. Eurípedes, que na correria arrastou-me com ele, segurando-me como a um brinquedo de pano, saltou pela cerca sem colocar as mãos. Nem ele conseguia saber como. Mesmo sendo magro, tentou outras vezes a façanha mas sem uma vaca na perseguição, nunca mais conseguiu saltar uma cerca de arame farpado sem usar as mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416122419188496?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416122419188496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416122419188496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416122419188496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416122419188496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/correndo-da-vaca.html' title='CORRENDO DA VACA'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416119368544854</id><published>2005-08-15T23:59:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:59:53.686-03:00</updated><title type='text'>OS CONSELHOS DO "SÊO" SEBASTIÃO</title><content type='html'>Já contei histórias de minha mãe por aqui mas pouco falei de meu pai. "Sêo" Sebastião, ídolo da molecada da Usina Junqueira por ser técnico do futebol de salão: no time dele entrava só quem ele aceitava e ele determinou uma série de regras. A molecada que jogava peladas nos rapadões que lá existiam (o Maracamboi, do Boizão, ali na rua um; e o Maracandal, do Pardal, na Higienópolis) não entrava no time (e ele tinha os seus "olheiros" para avisar quando tinha algum do futebol de salão se esfalfando num dos dois campinhos: ele ia ver na hora e cortava os insistentes. Nem imaginava que eu era um dos goleiros assíduos no Maracamboi. Mas eu tinha um truque: só jogava nos dias e períodos em que ele estava trabalhando. E só eu sabia a hora. Os moleques iam lá em casa avisar e nunca o encontravam. Meu pai era uma pessoa bastante sistemática (como comissário de menores, adorava 'confiscar' baralhos dos "de menor" que encontrava jogando; vi vários jogos amarrados numa gaveta que ele tinha), mas tinha seus momentos de humor, algumas vezes cruel. Foi o que aconteceu quando ele, assistente de fabricação (revezava com o Geraldo Dedão e mais outro na função, cujo nome não me lembro), comandando um dos turnos durante a safra, foi procurado por um dos trabalhadores temporários que moravam "nos quartos" (habitação coletiva ao lado da casa do Geraldo Dedão, que ficava em frente ao posto de gasolina), que perguntou qual a melhor maneira de desinfetar um pente Carioca, de plástico, que ele achara. Meu pai respondeu na bucha, sem dó: "Ensopa de álcool e coloca fogo". E foi o que o cara fez, diante das gargalhadas do meu pai ao ver o pente se entortar e derreter. O coitado nada podia fazer (o assistente de fabricação era quase um gerente na época da safra) e ficou calado, com medo de manter o emprego. E meu pai retrucava, quando alguém aludia à maldade: "quem mandou ser burro?"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416119368544854?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416119368544854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416119368544854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416119368544854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416119368544854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/os-conselhos-do-so-sebastio.html' title='OS CONSELHOS DO &quot;SÊO&quot; SEBASTIÃO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416114157421900</id><published>2005-08-15T23:58:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:59:01.576-03:00</updated><title type='text'>O SUSTO DE MEU AVÔ</title><content type='html'>Quando lembro-me de minha mãe falando do pai, João Jacintho de Oliveira, percebo que ela ainda demonstrava muito amor por aquele que morrera antes de conhecer todos os netos (filhos dela, que foram seis; ele só conheceu o primeiro, meu irmão mais velho). E a morte daquele paraibano - pai de uma penca de filhos que perdeu cedo a esposa e a fortuna que pôde desfrutar apenas por poucos anos, mas manteve o respeito dos filhos que acabaram espalhados cedo para casas de parentes - marcou muito dona Altiva. Minha mãe, então com 12 anos (era então 1934), fora morar em Igarapava (nasceu em Cristais Paulista, a poucos quilômetros de Franca), na casa de uma tia. Tudo isso para apresentar o personagem principal dessa história, meu avô, apelidado de João Beque por causa de sua posição n o futebol (beque central) no time de Cristais. Na Usina Junqueira, meu avô se tornara tratorista. Nos idos das décadas de 40-50, não existia muito este costume de se procurar um banheiro por causa de uma dorzinha de barriga, de um mal-estar estomacal ou mesmo na hora do aperto. O negócio era se aliviar no mato mesmo. E meu avô, no meio do mato, nem pensou duas vezes: desceu as calças e se aliviava ali mesmo, quando ouviu: "pára, senão te prego (sic) a faca". E a frase se repetia, cada vez mais perto, fazendo com que meu avô deixasse de lado a necessidade e ouvisse a voz do medo. Tentando enfiar a calça e correr ao mesmo tempo, estabacou-se no chão, ficando numa posição humilhante, mas que permitiu que ele visse o autor da ameaça correndo atrás de um garoto que havia roubado umas espigas de milho na lavoura do dito cujo. Aliviado por um lado e com cólicas de outro, João Beque contava esta história ilustrando sua mania de nunca mais ir lá no matinho fazer as suas necessidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416114157421900?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416114157421900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416114157421900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416114157421900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416114157421900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/o-susto-de-meu-av.html' title='O SUSTO DE MEU AVÔ'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416111937219524</id><published>2005-08-15T23:55:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:58:39.373-03:00</updated><title type='text'>COISAS QUE UM GORDO DETESTA (2)</title><content type='html'>Como o prometido, continuamos aqui com a série:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ver guloseima e não poder comer... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na hora do almoço, passar em frente de restaurante e não poder entrar...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Viajar e não comprar nem uma coxinha numa das paradas do ônibus... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ficar sem refrigerante (mesmo diet)...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Saquinho (pequeno) de balas... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Recepção de casamento só com docinhos e cidra (cadê cerveja e salgadinhos?)...&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedaço de torta (gordo gosta da torta inteira, pudim inteiro, pote inteiro de sorvete)... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Andar sem dinheiro (ou cheque ou cartão no bolso)... E se bate aquela fominha?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fazer caminhada &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ser chamado de fofinho&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ser chamado de fortinho &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lanche do McDonalds: parece uma hóstia ou canapé; come-se numa mordida...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;E por aí vai... Se eu lembrar de mais alguma coisa, aguardem a terceira edição. Logo vem aí (sugestão do Luizinho Lucas) &lt;strong&gt;Coisas que o Gordo Adora&lt;/strong&gt;! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416111937219524?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416111937219524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416111937219524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416111937219524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416111937219524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/coisas-que-um-gordo-detesta-2.html' title='COISAS QUE UM GORDO DETESTA (2)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416090613744763</id><published>2005-08-15T23:51:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:55:06.140-03:00</updated><title type='text'>COISAS QUE UM GORDO DETESTA (1)</title><content type='html'>Quarto de motel cheio de espelhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouvir pela milésima vez: quantos quilos você pesa?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também escutar de novo: você vai comer isso? Engorda!!!! (eu respondo: não tem problema, já sou gordo mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Restaurante vegetariano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhar (só) um bombom Sonho de Valsa (gordo que é gordo come a caixa toda).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Passar manteiga só num lado do pão (tem que passar nos dois e ainda lambuzar os dedos).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir: você faz dieta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouvir também: nunca fez dieta? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir ainda: sei de uma dieta que é tiro e queda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Escutar alguém dizer: você é fofinho, heim? ("Sou é gordo!") &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver uma pessoa magricela comendo uma folhinha de alface e justificando: "estou enooorrrrme".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Churrasco sem picanha e picanha sem gordura. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salgadinhos e docinhos de festa (pequenos demais!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Catracas de qualquer tipo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poltronas de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cadeiras de plástico (se tiver braços, pior ainda). &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tentar vestir aquela calça de dois anos atrás. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir o médico dizer: você precisa se exercitar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ouvir o médico dizer: nada de doces, frituras ou gordura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver um magro comer, comer, comer e não engordar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(aguardem que vem mais por aí) &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416090613744763?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416090613744763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416090613744763&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416090613744763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416090613744763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/coisas-que-um-gordo-detesta-1.html' title='COISAS QUE UM GORDO DETESTA (1)'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416065822381236</id><published>2005-08-15T23:50:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:50:58.226-03:00</updated><title type='text'>GATO CHAMUSCADO</title><content type='html'>Minha mãe morou na Usina Junqueira praticamente toda a vida. Aos 15 anos, na década de 30, ali já residia e trabalhava como empregada doméstica. Em meados da década de 40, antes de se casar, morou e trabalhou na residência do "sêo" Chiquinho Barreto, que cuidava da agência dos Correios. Pois bem, naquela época, as casas tinham fogões alimentados a lenha, acoplados a um forno, sempre instalados na "cozinha de fora", uma espécie de varanda aberta, pra evitar o calorão na já senegalesca Usina Junqueira. Com minha mãe, trabalhava na mesma casa a minha tia, Ambrosina, irmã mais velha. Todos os dias, antes de acender o fogão, minha mãe tinha a preocupação de olhar dentro do mesmo pra ver se não havia gatos (por ser bem quente e protegido, era o local preferido dos bichanos para se esconder do frio da noite). Um dia, Ambrosina acordou como sempre: sonolenta, mal-humorada e distraída. Colocou a lenha fogão, atirou álcool e tascou fogo (sob a supervisão do sêo Chiquinho Barreto, de pijamas e robe, que sempre acordava demasiadamente cedo). Aí aconteceu o pandemônio: o fogo atingiu um gato que estava dormindo dentro do fogão e este, como uma bola de fogo, saiu por um dos buracos da trempe. Com os miados desesperados do bicho e o fogo, minha tia nem pensou duas vezes: desmaiou na hora, diante da visão. Sêo Chiquinho, então, assustadíssimo com a visão, saiu berrando casa adentro: "é o diabo! é o diabo!". O barulho (e que barulho!) chamou a atenção da minha mãe, que encontrou minha tia estatelada no chão, o sêo Chiquinho em estado de choque e um gato chamuscado saltando pelo muro urrando de dor! Depois deste dia, Ambrosina nunca mais se esqueceu de checar o fogão antes de acendê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416065822381236?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416065822381236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416065822381236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416065822381236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416065822381236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/gato-chamuscado.html' title='GATO CHAMUSCADO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416060077881637</id><published>2005-08-15T23:49:00.001-03:00</published><updated>2005-08-15T23:50:00.780-03:00</updated><title type='text'>SÓ NA USINA, MESMO!</title><content type='html'>No último post, falei de um fato ocorrido na Usina Junqueira envolvendo uma tia minha, hoje residente em Igarapava. Pois minha mãe, dona Altiva, contava mais dois fatos envolvendo enterros e defuntos que se levantavam do caixão, os quais ela chegou a presenciar. Um envolvia o Tio Mário, figura querida e bonachona, residente em Igarapava e que trabalhava no armazém da Usina Junqueira (que vendia aos funcionários e foi substituído pelo supermercado São José na década de 70). Segundo minha mãe, Tio Mário (todos os chamavam assim) estava dentro do caixão, quando foi salvo pelo médico (acho que era o dr. Alcides, médico famoso em Igarapava), que estava viajando e sabia que o Tio Mário poderia sofrer da chamada catalepsia ou morte aparente. Chegou poucas horas antes do enterro e correu à casa do "defunto", tirou-o do caixão e o reanimou... A primeira coisa que o Tio Mário disse: "tavam querendo me enterrar vivo, gente?" Após isso, para desespero de sua esposa, guardou o caixão sobre o guarda-roupa para usá-lo na época oportuna. Dizia que assim não jogaria dinheiro fora. Há também a história de outro rapaz (cujo nome não me lembro), que não teve o final feliz do Tio Mário. Era irmão (ou cunhado, não sei bem) do enfermeiro João Custódio e teve a infelicidade de não morrer. Levantou-se do caixão, protagonizando uma cena de correria que faria a festa de qualquer diretor de comédia de humor negro. Depois do episódio, ao contrário do que acontecera ao Tio Mário (que contava sua história, rindo muito, várias vezes por dia), o rapaz passou a ser evitado por todos, principalmente crianças, que tinham medo do "defunto que levantou-se do caixão". Eu e minha irmã batíamos longos papos com ele, uma pessoa doce, sensata, mas que não conseguia esconder a imensa tristeza que levava no coração por causa do desprezo de todos os que o cercavam. Mudamo-nos da Usina Junqueira em 1975 e até hoje lembro-me dele, sem ter notícias do que aconteceu a ele. Pelo tempo, certamente já deve ter morrido, mas será que mais gente passou a falar com ele?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416060077881637?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416060077881637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416060077881637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416060077881637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416060077881637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/s-na-usina-mesmo.html' title='SÓ NA USINA, MESMO!'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-15461154.post-112416056624247789</id><published>2005-08-15T23:49:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T23:49:26.243-03:00</updated><title type='text'>SOBRE MINHA MACONDO</title><content type='html'>Que me desculpe o Luizinho Lucas, mas, por falta de inspiração, vou contar "causos" da Usina Junqueira... Espero que ele goste e não retalie, por favor. Como já disse, quem leu Cem Anos de Solidão e conhece a Usina Junqueira faz uma relação óbvia entre esta última e a Macondo do primeiro. Há fatos que ocorreram só lá e que dona Altiva, minha doce e saudosa mãe, fez questão de transmitir ao filho que escrevia no jornal. Um deles, lembrava ela, envolvia uma tia minha que atualmente reside em Igarapava, costureira famosa lá. Pois bem: as casas da Usina, em sua grande maioria (principalmente a chamada "Colônia Nova", englobando as ruas 2, 3, 4 e 5), tinham um porão falso. A sala e os quartos tinham como piso tábuas corridas e, por baixo, um oco. Dependendo da casa, chegava a mais de metro e meio. Pois era numa casa destas (exatamente na rua quatro) é que se realizava um concorrido velório. Sala cheia, tábuas já gastas e, com o entra e sai, foram cedendo. Minha tia, irmã de meu pai, ao lado do caixão, sem perceber o perigo que corria. Pois bem, à certa altura da madrugada, aconteceu o inevitável: o piso cedeu e caiu o caixão, defunto e algumas pessoas no buraco que ficou. Um gritou: o defunto tá vivo. Isso bastou para o pandemônio. Quem estava na sala, queria sair; quem estava fora, queria entrar. E como só havia uma porta e uma janela na sala, imagina o que se seguiu: um empurra-empurra geral, os desesperados de dentro se desesperando ainda mais com os berros da minha tia, que acabou debaixo do defunto e gritava que ele estava agarrando ela; e os curiosos de fora querendo ver o que acontecia. Com muita gente machucada, esfolada e estropiada, algum tempo depois, é que se deram conta: o chão cedeu, levando para o buraco que ficou o caixão, o defunto e a infeliz da minha tia que, depois disso, sempre que vai a um velório, guarda uma distância razoável do esquife. Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/15461154-112416056624247789?l=diariodeumgordo01.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/feeds/112416056624247789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=15461154&amp;postID=112416056624247789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416056624247789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/15461154/posts/default/112416056624247789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariodeumgordo01.blogspot.com/2005/08/sobre-minha-macondo.html' title='SOBRE MINHA MACONDO'/><author><name>Sidnei Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18290058089175213471</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ISQJNy0TLOg/TC_Jh9a4TzI/AAAAAAAAAGM/60tcm-SEF-M/S220/blogg.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
